terça-feira, 11 de junho de 2013

10 formas de dizer "Eu te amo" - Parte I


Quem será que inventou a música? Quando foi que o homem percebeu que podia fazer algo tão encantador quanto os pássaros? Quem inventou os instrumentos, combinou-lhes os sons, misturou-lhes às letras, dando-lhes sentido? Eu não sei. Certamente, alguém deve ter feito essa pesquisa e descoberto. Tento imaginar por mim mesma o porquê, a origem dessa maravilhosa expressão humana que chamamos música. 

Tenho muitas memórias com música, mas não consigo me lembrar qual foi a primeira música que ouvi na vida ou qual aprendi a cantar primeiro. No post anterior, escolhi a música Cotidiano, do Chico Buarque na voz do Seu Jorge. Acredito que é ela está associada à minha lembrança mais remota em uma relação afetiva com a música. Havia uma novela chamada "Como salvar meu casamento". Lembro muito vagamente da história, mas lembro bem da capa azul marinho e como minha mãe amava essa música. Aliás, daquela época, também lembro da minha mãe dançando conosco pela sala Born to be alive, do Patrick Hernandez. Minha mãe gostava muito de disco... Meus pais sempre gostaram muito de música, mas tinham gostos diferentes. Mamãe gostava dos Bee Gees e amava as trilhas internacionais de novelas. Papai gostava de Roberto Carlos. Posso afirmar com toda segurança que os discos dele embalaram minha primeira infância e um bom período dela por muitos anos. Então, uma das coisas que aprendi a fazer quando ainda pequena era colocar o disco na vitrola, com muito cuidado para não arranhar. Papai tinha uma imensa coleção de discos. Uma das recordações mais tristes da minha infância foi quando deixei quebrar seu disco predileto da Clara Nunes. Ele não me xingou nem me bateu. Sua cara de tristeza me arrasou e lamentei esse incidente pelo resto da vida. A música predileta da minha mãe se chama Yolanda, na voz do Chico. É bastante curioso que as duas memórias musicais que tenho com minha mãe se associem ao Chico Buarque que nunca ocupou um papel de destaque no meu gosto pessoal.

Ele ama música. Mais do que tudo nessa vida, acho. Não consegue passar um dia sequer sem ouvir uma música que seja. Nossa relação sempre foi permeada por livros e músicas. Nunca fui tão apaixonada assim por música como ele. Eu sempre gostei de cantar. Das brincadeiras da infância, a que eu mais gostava era brincar de música. Amava o "Qual é a música" nos anos 80... Na adolescência participei de um coral como soprano e tive um papel de solista numa peça de teatro. Mas foi quando o conheci que a música assumiu um lugar privilegiado na minha vida. Meu gosto pessoal foi influenciado pelo dele e o dele pelo meu. Há muitas músicas que amamos igualmente. Compartilhamos hoje um amor eterno por Beatles e Roberto Carlos. 

1) Música: Uma música pode dizer exatamente o que sentimos e queremos dizer à pessoa amada da maneira mais linda. Consigo pensar em várias! "Como é grande o meu amor por você", do Roberto... "Your love is forever", do George Harrison... "High", do James Blunt... "In my life", dos Beatles. Nossa, são tantas que daria uma lista interminável! Para esse post, escolhi especialmente um cantor e uma música que apresentei a ele anos atrás: "Che un solo amor al mondo" (Há só um amor no mundo), de Amedeo Minghi. Ele entende o porquê...

Essa foto foi tirada em Santos (SP) em 2011 e é uma resposta a uma mensagem que recebi dele hoje.

2 comentários:

Moça disse...

Poxa, primeiro parabens pelo Blog! Depois eu também ssempre tive essa duvida... Quando o homem percebeu que podia musicar as coisas... encantar e cantar coisas tao lindas, tocar na nossa alma com o som...
Que delicia né?
bjo
opinandoemtudo.blogspot.com

Cláudio disse...

Lembro quando você me apresentou Amedeo Minghi para mim. Uma música muito forte, só comparável às músicas do Roberto Carlos. Sou grato a você até hoje.