sexta-feira, 11 de julho de 2008

A Magia do Tempo - Labyrinth (1986)



Um conto de fadas: Uma princesa - Sarah (do hebraico, princesa); Um príncipe (que não é um sapo, mas um duende - ou goblin - o rei de todos eles) - Jareth. A quase estreante Jennifer Conelly (quem reconheceu anos depois o mesmo rosto no filme "Uma mente brilhante"?) e Mr. David Robert Haywood-Jones - astro do (glam) rock e também conhecido por sua memorável perfomance em "O Homem que caiu na Terra" - conhecido simplesmente como David Bowie, contracenam nesse filme cheio de encanto e fantasia...

Não acredito que ainda hoje as pessoas pensem que contos de fadas foram criados para entretenimento das crianças. Aliás, a infância - do modo como a concebemos hoje - é uma coisa extremamente recente. Os contos de fadas são uma expressão muito poderosa do inconsciente (coletivo) humano. Um autor de contos de fada não imagina como ele pode estar contribuindo para que uma pessoa se conheça profundamente. Um conto sempre é uma metáfora de uma experiência, uma vivência, extremamente significativa. As mensagens sempre são ocultas, mas a mente madura e disposta a se (re)conhecer, descobre um tesouro ao interpretá-las...

David Bowie é um artista singularmente completo. Acho ridículo chamá-lo de camaleão. Muito clichê! Afinal, toda pessoa é camaleoa - a seu modo, quando necessário. A diferença é que Bowie é capaz de expressar todas suas facetas sem medo. Aliás, com muito gosto, com todo talento que lhe é peculiar! Para mim, Bowie já nasceu clássico. Tão imortal quanto qualquer Beatle! Há tantas canções maravilhosas... Mas As the world falls down é minha predileta!



Filmes como esse sempre me comovem. Eternizam-se na memória.
Ficou dele a magia... Sem qualquer menção ao registro do tempo!

2 comentários:

Cláudio disse...

Sou suspeito para falar do Mestre Bowie. Sou fã desde moleque. Fui ver este filme por causa dele e acabei gostando independente dele estar no filme.

Lisarbinha disse...

Guria!

minhas crianças, q já não o são mais, amavam este filme... vimos incansáveis vezes!
ainda o amam, a seu peculiar modo adolescente e eu, a mãe, os acompanho neste sentimento quase epifânico...
e não só o filme!
lembrando q me ensinaste o significado da intertextualidade, te conto q o menininho Tobby é filho dos autores d'O Livro das Fadas Esmagadas! Conheces? Vale muito a pena...