segunda-feira, 31 de maio de 2010

Especial Dia dos Namorados



Nem acredito que já chegamos ao mês de junho... Daqui a poucos minutos, termina o mês de maio e começa a contagem regressiva para o Dia dos Namorados. Romântica que sou, sempre me empolgo com essa data, ainda que ela pareça assim tão comercial. No ano passado, tivemos o Top Top das melhores músicas românticas do mundo. Esse ano, teremos algo realmente especial! Pela primeira vez na história desse blog, contaremos com participação especial! #comoassimbial?

Simples: do dia 1º ao dia 10 de junho, serão publicadas as entrevistas realizadas com 10 dos maiores e melhores blogueiros amigos sobre o tema Dia dos Namorados. A cada dia, você lerá respostas diferentes para perguntas iguais: Vários pontos de vista, muito senso de humor e - é claro! - bastante romantismo. Na véspera e no dia D, teremos dois post surpresa super legais!

Espero que essa série de participações pra lá de especiais seja capaz de colocá-lo no clima e que você acompanhe essa curiosa e divertida contagem regressiva! ;)


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Um pequeno gesto de gentileza

Esse ano, estou afastada das minhas atividades docentes por causa da minha pesquisa. Entretanto, quando solicitada, leciono numa escola particular em caráter eventual. A infraestrutura é maravilhosa, os alunos são muito motivados (claro que há algumas exceções!) e o lugar é lindo, cercado pela natureza... Difícil não me pegar suspirando e pensando na minha escola e em como eu era feliz naquele tempo e, graças a Deus, sempre soube! 

Como não faço parte do staff permanente, na hora das refeições, quando todos os professores estão reunidos, me sinto completamente deslocada. Então, elegi um lugar onde sempre me sento todas as vezes... É ruim comer sem ter com quem conversar porque a tendência é comer depressa e isso não é bom. Porém, dessa vez, um dos professores estava mancando, com muletas, e eu ofereci ajuda. Ele disse que estava tudo bem, serviu-se e, ao invés de sentar perto dos outros colegas, sentou-se comigo.

Fiquei muito encabulada porque ele é professor de inglês e não sabe português. Então, ele me perguntou: "How is your day?", ao que respondi... "So far, so good". Engrenamos uma conversa com meu inglês macarrônico. Lógico que me agarrei em algumas partes, por falta de vocabulário, mas a conversa foi tão agradável e sua gentileza tão genuína que fiquei sinceramente tocada. Ele falava e me olhava nos olhos e tinha um riso muito leve e autêntico. Falávamos sobre as séries americanas de TV e recomendei que ele visse Glee. Qual não foi minha surpresa o descobrir que ele também se chamava William? 

Essa manhã, acordei um pouco dolorida e inquieta. Acredito que meu corpo esteja reagindo à vacina H1N1 de forma sutil - bom sinal, presumo. E assim, comecei a me lembrar desse evento corriqueiro e aparentemente sem a menor importância. Comecei a pensar no bem-estar que a gente pode causar para uma pessoa apenas sendo gentil com ela, ouvindo, olhando nos olhos, dizendo: olá, bom dia, como vai... Somos educados para fazer esses pequenos gestos de gentileza, mas quantas vezes os fazemos sinceramente? A sinceridade foi varrida das atitudes humanas quando os interesses individuais se tornaram o cerne de tudo. É por isso que me comove e me surpreende quando alguém que não me conhece e literalmente não fala minha língua se comunique comigo tão melhor do que muitos que me conhecem e não o fazem!


terça-feira, 18 de maio de 2010

A morte não existe para alguém como ele - R.I.P Dio (1942-2010)

Poderia falar mil coisas sobre a morte. Uma delas seria dizer sobre o quanto ela paradoxalmente nos choca mesmo quando eminentemente evidente e inevitável. Parece que foi mesmo ontem que eu li a notícia de que o Dio foi diagnosticado com câncer no estômago. Com 60 e poucos anos, achei que fosse possível uma cura. Recebi a notícia no último domingo via Twitter da maneira mais chocante e triste... Várias pessoas dizendo que não sabiam quem era Dio. Não digo deprimente e vergonhoso porque o gênero não é dos mais populares. O Metal ficou muito datado e restrito aos anos 80 como coisa trash - culpa de idiotas como o Marcos Mion. Gostando ou não de rock pesado, como amante de música em geral não posso evitar me deprimir ao saber que uma voz tão formidável se foi para sempre...

Eu poderia detalhar sobre sua vida e sua carreira, mas isso não me faria sentir melhor. Entretanto, lembrar com nostalgia do "horror" que me causou a capa de Holy Diver é reconfortante. Lembro com muita saudade um colega de trabalho, no tempo em que eu fui livreira, que adorava o Dio... O Marquinhos o amava! Penso se hoje ele se lembra do adolescente que ele foi na época e se ainda hoje ouvia com o mesmo entusiasmo seu som...

As aparências enganam, ninguém questiona. Todavia, considero um grave erro dizer que quem vê cara, não vê coração. A despeito de seus trajes, seu cabelo comprido e o "sinal satânico" que costumava fazer sempre, sei ao olhar para aqueles olhos em vídeos e fotografias a pessoa amável, educada, sincera, gentil e adorável que ele foi. No ano passado, contei aqui saga do show do Heaven and Hell do qual não pude participar. Eu lamento muito por isso hoje sabendo que nunca mais terei a mesma oportunidade... Ele não fez parte tanto assim da minha história, contudo eu soube e tive a certeza da sua importância não somente para o gênero, mas para a história da música. Dio sempre será querido e sua música realmente não morrerá, como bem disse a sua amada esposa Wendy.


sábado, 8 de maio de 2010

Meio bossa nova e Pop n' roll

Há algumas semanas atrás, ouvi uma versão bossa nova de "Like a Virgin". Vocês já imaginaram algo assim? Achei completamente inusitado... Procurando na web, achei um álbum inteiro de versões de clássicos do pop transformados em bossa nova e cool jazz - dos anos 70 em diante, incluíndo Rolling Stones, The Cure, Madonna, The Police, Soft Cell, Radiohead, U2, Bob Marley, The Clash, No Doubt, Gun n' Roses, Oasis e até Ramones! Eu não entendo como esse povo consegue! O que vocês acham?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

It's (too) hard to say goodbye - R.I.P Krueger


Eu queria que o amanhã não chegasse, que não houvesse amanhã. Queria que você ficasse pra sempre comigo, Totó...Já sinto tanto a sua falta... Essa casa, a sala, os quartos, o banheiro... o quintal... tudo ficará muito grande sem você preenchendo tudo! Como seria bom se você pudesse me dizer o que eu posso te falar de várias formas: te alimentando, te acariciando, brincando com você ou simplesmente dizendo: 'eu te amo, sabia? eu te amo muito, muito, muito... no ritmo do meu coração!' Eu sei que é isso que você diz, à sua maneira, mas eu não consigo aceitar ter que decidir se você deve continuar vivendo ou não. O papel de Deus não serve pra mim, Totó...  
Nunca haverá outro você. Ninguém preencherá o seu lugar. Você é único no mundo. Meu mundo ficará muito mais triste sem os seus latidos...Por enquanto, enquanto todos estão no trabalho realizando suas tarefas, realizando seus sonhos, te vejo aqui do meu lado deitado no seu paninho... tão inocente! Você não me diz que dói, mas eu sei que está doendo, que você está doente e que precisa partir. Mas preciso suportar a dor de te perder para sempre porque eu não posso suportar a dor de te ver sofrendo. 

Sei que você seria capaz de sofrer até o fim por mim e por todos nós que te amamos tanto, mas o preço da nossa felicidade não deve e nem pode ser a sua dor, mesmo que a sua dor seja também a sua felicidade. Prometo que vou ser muito feliz, do jeito que eu sei que você quer, para honrar sua memória e todas as alegria que você nos deu todos esses anos. Eu não te amo mais ou menos que antes de você ter que partir. A cirucusntância é que está me obrigando a enxergar como meu amor por você é tão grande que não cabe dentro de mim... 
Perdoe-me a covardia, mas eu não vou conseguir ver você indo. Gostaria de ser forte e segurar na sua pata antes de você dormir o sono dos justos, dos que não têm culpa, dos que merecem o Céu. Permita-me, então, ficar do seu lado pelo pouco tempo que ainda resta. 

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Long live the Queen: Madonna - Express yourself (1989)

Ok. O Diva Pop do novo século é Lady GaGa. Eu não discuto. Confesso que só há bem pouco tempo consegui entender quem é essa nova musa da cultura pop e aprender a render culto a ela. Descartável? Não. Ela já fez história. Mas ficará na história como Madonna? Sinceramente, acho difícil afirmar. Só a presente geração, daqui há alguns anos poderá dizer, como eu direi sobre Madonna agora.

O que faz de Madonna Louise Veronica Ciccone um ícone imortal é a ligação afetiva que a sua carreira meteórica tem com o meu amadurecimento. Os primeiros sucessos dela coincidiram com o início da minha adolescência. Lembro-me com carinho das primeiras lições de inglês com seus grandes sucessos. O primeiro deles foi Boderline, num programa da TV Cultura muito bacana que infelizmente não existe mais (alguém se lembra?). Minha primeira paixão platônica foi meu professor de inglês e ele sempre trazia Madonna para sala de aula - La Isla Bonita, Like a Prayer... Dominou toda a segunda metade dos anos 80, atingindo seu auge nos primeiros da década seguinte. Fui muito influenciada por um amigo chamado Gustavo - comprei dele o álbum duplo Imaculate Collection. Dele também ganhei uma cópia do VHS com os vídeos que revolucionaram a música pop naqueles tempos. Dancei muito Madonna na Foccus... E em outras undergrounds quando eu já podia sair sozinha à noite, já com os meus vinte e poucos anos. Dos cds que ainda conservo em meu acervo está a coletânia de baladas da cantora lançada em 1995 - Something to remember.

Quando contabilizo que já se passaram 12 anos desde o maravilhoso retorno da diva em 1998 com Ray of Light, mal posso acreditar. Essa fase da Rainha do Pop coincide com uma fantástica mudança na minha vida, quando conheci meu namorado e meu grande amigo Geraldo (que não por acaso também é grande fã dela). Até Bill Gates se rendeu à ela, adotando o hit para campanha publicitária para o sistema operacional mais revolucionário da época: o Windows XP (que até hoje não foi superado, na minha opinião).

Minha geração envelheceu muito rápido. Acredito que muitos não admitiriam estar ouvindo e curtindo Madonna sem serem associados a grupos GLS, mais atualmente chamados LGBT ou de apenas nostálgicos. A incursão da cantora no novo conceito de música pop dos anos 2000 não foi um desastre, mas já ouvi dos mais jovens que está mais que na hora da diva pendurar as chuteiras e passar o trono para outra. 

Dificilmente vou admirar uma cantora pop como admiro Madonna. A despeito de toda produção e marketing envolvidos em sua longa e produtiva carreira, suas letras são memoráveis e serão sempre cantadas. Poderia destacar várias, pois minha inspiração para esse post foi o último episódio na série de maior sucesso nos EUA na atualidade - Glee, intitulado The Power of Madonna. Não por acaso, a primeira canção interpretada pelos alunos da William McKinley é uma das quais eu me identifico mais. Express Yourself, segundo single do 4º álbum da cantora (Like a Prayer), fala da autoconfiança que uma garota deve ter quando estiver em um relacionamento, de obter tudo o que realmente vale a pena numa relação verdadeira (e duradoura). Por mais que as músicas de GaGa nos façam querer sair dançando e seu visual nos arranque aplausos e gargalhadas, espero dela uma canção como essa, que me faça sentir uma mulher realmente poderosa e senhora da minha própria vida!

P.S: Nunca tinha pensado em como fui influenciada por ela em minha aparência. Como ela fez por muitos anos, modifiquei e modifico as cores e meus cortes de cabelo. Quem me conhece, sabe que é verdade!




terça-feira, 13 de abril de 2010

Plantão Nada Contra o Verso - Ler é o melhor negócio!

Extra! Extra!
Tou viva! E o blog ainda respira...

Estive ausente em por diversos motivos. E um deles - o maior de todos, talvez - seja não ter algo de útil para dizer. Falar da vida pessoal transformaria o blog num diário desinteressante até para mim. Entretanto, não sei até que ponto saber o que se passa comigo é importante para quem me lê. Quem é meu amigo - ou pelo menos se considera sem muitas vezes realmente sê-lo - geralmente não demonstra tanto interesse assim. E a cada dia eu entendo um pouco melhor os big brothers da vida que passam meses trancafiados como bichos buscando não só 1 milhão e meio em dinheiro, mas atenção e popularidade. Quase de vez em sempre, eu gostaria de ser feliz apenas pelo simples fato de ser eu mesma minha melhor e eterna companhia, mas eu gosto de pensar que as pessoas são uma extensão de mim mesma. Eu me importo com o que fazem os que eu chamo de amigo - o que eles estão fazendo de bom, se estão bem, se estão felizes, por onde andam... A melhor forma de acompanhá-los e estar perto deles é lendo. Eu leio meus amigos - no Twitter, nos blogs, no MSN. Ler, para mim, torna-se o melhor negócio!

Por falar em ler, divagações à parte, vim divulgar algo bem bacana: a Editora da UFMG está disponibilizando para venda a partir do dia 13 de abril até 14 de maio vários títulos a 10 reais! Não é bacana? As compras podem ser feitas pelo site, pelo Setor de Vendas, no telefone (31) 3409-4657 ou 3409-4658 e por e-mail vendasonline@editora.ufmg.br. Eis abaixo os volumes em promoção! Façam sua escolhas e garantam seus exemplares!



    A Escola de Minas de Ouro Preto
    O peso da glória
    José Murilo De Carvalho
    Área: História;
    Coleção: Humanitas
    2002. 2ª edição. 219 p. ISBN: 85-7041-264-9
    Preço: R$ 33,00 por R$ 10,00

    Descreve a origem e relata um século de vida da Escola de Minas de Ouro Preto. O autor recria uma época, revela fatos novos, coloca em cena personagens pouco conhecidos do grande público, mostra o papel decisivo do Estado na introdução de uma grande transformação. Documento extraordinário que, além de seu imenso valor histórico, constitui certamente um dos textos essenciais para se decifrar o enigma da tecnologia entre nós.
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    Agonia, aposta e ceticismo
    Ensaios de filosofia política
    Renato Lessa
    Co-edição: IUPERJ
    Área: Filosofia Política;
    Coleção: Origem
    2003. 160 p. ISBN: 85-7041-383-1
    Preço: R$ 30,00 por R$ 10,00

    Destaca a importância e fecundidade da tradição cética como recurso para lidar com a diversidade e o conflito de certezas e petições de verdade que constituem a história do pensamento político. Mais do que sugerir indiferença ou indecisão incurável, o ceticismo orienta a investigação para os efeitos, no plano da vida comum, dessa incurável desavença. Por suas lentes, a filosofia política surge como campo constituído por crenças e desenhos de mundos sociais imaginários.
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    Alegorias da derrota
    A ficção pós-ditadura e o trabalho do luto na América Latina
    Idelber Avelar
    Área: Literatura;
    Coleção: Humanitas
    2003. 299 p. ISBN: 85-7041-365-3
    Preço: R$ 40,00 por R$ 10,00

    Estudo do luto e da melancolia nas literaturas e culturas latino-americanas pós-ditatoriais. O livro analisa alguns dos principais romancistas contemporâneos argentinos, chilenos e brasileiros (Ricardo Piglia, Silviano Santiago, Tununa Mercado, Diamela Eltit, João Gilberto Noll e outros) a partir de uma revisão das teorias do luto, de Platão a Derrida, e de uma crítica do paradigma modernizante do boom sessentista da literatura latino-americana. Inclui ainda reflexões sobre o papel dos intelectuais e das universidades, as teorias do autoritarismo e a escrita de testemunho durante o período pós-ditadura.
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    The Art Of Elizabeth Bishop (em inglês)
    Sandra Regina Goulart Almeida; Gláucia Renate Gonçalves; Eliana Lourenço de Lima Reis (Org.)
    Área: Crítica Literária;
    Obra Avulsa
    2002. 292 p. ISBN: 85-7041-257-6
    Preço: R$ 35,00 por R$ 10,00

    Elizabeth Bishop foi uma modernista tardia. Nos seus poemas descritivos revelam-se inúmeras fontes, tais como cartas enviadas e recebidas, anotações rápidas e travessas, relatos de conversa, entrevistas, depoimentos, rascunhos de possíveis obras, diários íntimos próprios e alheios etc. Um cotejo desses inumeráveis papéis avulsos com o texto finalmente dado à luz como digno do nome “poema” acaba sendo revelador da intensidade das impressões subjetivas no processo de elaboração do processo criativo da autora. É sobre isso (e muito mais) que versam os ensaios incluídos neste livro, produto de um encontro de autores, artistas, acadêmicos e outros, na cidade de Ouro Preto, em 1999.
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    O Corpo do delito
    Um manual
    Josefina Ludmer
    Maria Antonieta Pereira (Tradução)
    Área: Letras;
    Coleção: Humanitas
    2002. 478 p. ISBN: 85-7041-314-9
    Preço: R$ 47,00 por R$ 10,00

    Uma das mais importantes críticas culturais da atualidade, Josefina Ludmer apresenta um inusitado panorama dos saberes, dos valores e das artes no mundo contemporâneo. A autora mostra como os processos de transgressão das leis sociais e lingüísticas constituem um importante motivo para a literatura e a cultura argentinas enquanto espaço de mediação entre o cânone e as margens da cultura latino-americana.
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    A Crise não moderna da universidade moderna
    Willy Thayer
    Rômulo Monte Alto (Tradução)
    Área: Filosofia;
    Coleção: Humanitas
    2002. 200 p. ISBN: 85-7041-306-8
    Preço: R$ 35,00 por R$ 10,00

    Apresenta questionamentos sobre como pensar a Universidade, levando em conta que ela não pode mais ser pensada a partir do esquema teleológico instrumental francês ou do esquema teleológico especulativo alemão. Da mesma forma, o acontecimento universitário não pode ser pensado teleológica nem categorialmente. A idéia de universidade missionária, mãe e fonte da ciência, controladora, crítica e autônoma, centro enciclopédico do saber, condutora e educadora do espírito do povo e das forças do trabalho, motor do progresso, torna-se atualmente impertinente para pensar a realidade universitária.
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    O dilema do centauro
    Ensaios de teoria da história e pensamento latino-americano
    Antonio Mitre
    Área: História;
    Coleção: Humanitas
    2003. 179 p. ISBN: 85-7041-345-9
    Preço: R$ 33,00 por R$ 10,00

    Reúne ensaios de teoria da história e de história das idéias, abordando problemas conceituais subjacentes ao conhecimento historiográfico, como as tensões entre ideografia e nomologia e as formas de entender o tempo, a memória, o passado, bem como análise do pensamento de autores clássicos latino-americanos, cuja reflexão, atravessada pelo tema da identidade cultural, gira em torno do conflito entre tradição e modernidade.
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    Educação musical ao teclado
    (Livro do Aluno)
    Nair Pires; César Buscacio; Izabella Montesanto
    Área: Música;
    Obra Avulsa
    2002. 36 p. / 208 p. ISBN: 85-7041-251-7
    Preço: R$ 33,00 por R$ 10,00

    Trata de metodologia de ensino do teclado eletrônico em grupo, para crianças na faixa etária de 7 a 10 anos de idade. É composto de unidades que apresentam conteúdos específicos, porém complementares, que devem ser trabalhados na ordem disposta, pelo caráter gradativo e cumulativo. A apreensão dos conceitos propostos se dá como um movimento cíclico, através do retorno aos conteúdos já trabalhados. O livro do professor contém uma descrição detalhada da metodologia, apresentando sugestões de atividades de criação, improvisação / composição, possibilitando ao professor melhor aplicação dos conteúdos.
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    Ficção científica, fantasia e horror no Brasil - 1875 A 1950
    Roberto de Sousa Causo
    Área: Literatura;
    Coleção: Origem
    2003. 340 p. ISBN: 85-7041-355-6
    Preço: R$ 41,00 por R$ 10,00

    A publicação imperdível para todos os interessados na interface entre ciência e literatura brasileira, em particular no que se refere à chamada “literatura especulativa” (ficção, fantasia e horror). É um trabalho pioneiro que garimpa, desde meados do século 19, os escritos de autores brasileiros desta área, como Augusto Zaluar, Gastão Cruls, Berilo Neves, Jerônymo Monteiro e muitos outros, e estabelece comparações com os escritos clássicos de autores norte-americanos e europeus. Traz também belas ilustrações de alguns dos livros e revistas brasileiros mais importantes de ficção científica.
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    Ficções de fundação
    Os romances nacionais da América Latina
    Doris Sommer
    Gláucia Renate Gonçalves; Eliana Lourenço de Lima Reis (Tradução)
    Área: Ficção Latino-Americana - História e Crítica;
    Coleção: Humanitas
    2003. 488 p. ISBN: 85-7041-370-X
    Preço: R$ 70,00 por R$ 10,00

    A partir de uma análise inovadora de romances do século 19, Doris Sommer discute
    a relação entre a sexualidade e política na fundação de diversas nações latino-americanas, entre elas, o Brasil. A autora demonstra ainda que esses romances, utilizados como instrumento pedagógico de uma postura patriótica, apresentam a paixão e o sentimento nacionalista como dois lados de uma mesma moeda, enfatizando, principalmente, alianças regionais, étnicas e de classe, além de questões de gênero.
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    As Funções da retórica parlamentar na revolução francesa
    Estudos preliminares para uma pragmática histórica do texto
    Hans Ulrich Gumbrecht
    Georg Otte (Tradução)
    Área: Filosofia;
    Coleção: Humanitas
    2003. 211 p. ISBN: 85-7041-350-5
    Preço: R$ 42,00 por R$ 10,00

    Gumbrecht, partindo dos resultados teóricos da estética da recepção e da teoria das ações de linguagem, apresenta os fundamentos de uma pragmática textual histórica por meio de uma análise dos discursos dos grandes protagonistas da Revolução Francesa, tais como Mirabeau e Robespierre. Revela as especificidades comunicativas da retórica parlamentar, desmascarando, assim, o caráter coercitivo na formação da unanimidade e identidade política.
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    Intervenções críticas
    Arte, cultura, gênero e política
    Nelly Richard
    Rômulo Monte Alto (Tradução)
    Área: Filosofia da Cultura;
    Coleção: Humanitas
    2002. 206 p. ISBN: 85-7041-321-1
    Preço: R$ 50,00 por R$ 10,00

    Na paisagem chilena do período da redemocratização política, vários autores lançam mão dos elementos simbólicos disponíveis para tentar recriar algum sentido para o imaginário social que a ditadura havia dilacerado. No entanto, um grupo de artistas, escritores e críticos descobre que outra batalha pela recuperação do sentido será travada em um novo ambiente, a transição, em que os papéis parecem estar previamente definidos em torno das mesmas categorias utilizadas anteriormente, agora com sinal invertido.
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    Labirintos simétricos
    Introdução à teoria sociológica de Talcott Parsons
    Tania Quintaneiro; Márcia Gardênia Monteiro de Oliveira
    Área: Sociologia;
    Coleção: Humanitas Pocket
    2002. 216 p. ISBN: 85-7041-300-9
    Preço: R$ 27,00 por R$ 10,00

    A amplitude e a diversidade do trabalho teórico e empírico de Parsons fazem desta obra uma referência obrigatória para as diversas áreas das ciências sociais, especialmente no estudo da sociedade capitalista contemporânea. Talcott Parsons (1902-1979) foi seguramente o sociólogo norte-americano mais conhecido em todo o mundo. Em geral, seus críticos entenderam-no como um pensador conservador, preocupado basicamente com o bom ordenamento da sociedade, sem ter muita tolerância para com a desconformidade ou a dissidência dos que podiam manifestar-se contra ela. Sua obsessão era determinar a função que os indivíduos desempenhavam na estrutura social, visando a excelência das coisas. Era um estudioso da Estratificação Social, não da mudança ou da transformação.
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    Memórias videntes do Brasil
    A obra de Pedro Nava
    José Maria Cançado
    Área: Literatura Brasileira;
    Coleção: Humanitas
    2003. 234 p. ISBN: 85-7041-376-9
    Preço: R$ 35,00 por R$ 10,00

    A consulta desta obra é fundamental para aqueles que querem se aproximar um pouco da figura singular de Pedro Nava. Como diz José Maria Cançado, um dos paradoxos mais fascinantes deste escritor, um dos mais prolíferos memorialistas de nossa literatura, consiste no fato de que sua originalidade estava não em pertencer a qualquer tradição, ou qualquer território, ou qualquer visão de mundo, mas, ao contrário, em inventar a sua própria forma de pertencer a uma certa tradição, a um certo território, ou a uma certa visão de mundo, tanto do ponto de vista literário quanto como médico. Tratando-se de um resgate de memória, apresenta um relato bem elaborado, no sentido de que as informações, os dados e as situações passaram por uma organização narrativa que, contudo, não o desloca, em momento algum, para o registro ficcional.
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    Os monstros e a questão racial na narrativa modernista brasileira
    Célia Magalhães
    Área: Literatura;
    Coleção: Origem
    2003. 146 p. ISBN: 85-7041-354-8
    Preço: R$ 30,00 por R$ 10,00
    EDITORA UFMG 97
    Trata-se de uma narrativa literária, entendida contemporaneamente como tecnologia de construção de significados culturais. O livro analisa a monstruosidade como tecnologia de produção de sentidos em narrativas literárias aparentemente diversas, como é o caso do Drácula, de Bram Stocker, e do Macunaíma, de Mário de Andrade. Numa perspectiva comparada, estabelece-se um diálogo entre os monstros o vampiro, e o trickster aqui interpretados como construtores culturais de raças.
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    Notícia sobre os selvagens do Mucuri
    Teófilo Otoni
    Regina Horta Duarte (Org.)
    Área: História - Viagens - Minas Gerais;
    Coleção: Inéditos & Esparsos
    2002. 184 p. ISBN: 85-7041-290-8
    Preço: R$ 30,00 por R$ 10,00

    Reproduz dois importantes documentos escritos por Teófilo Benedito Otoni (1807- 1869): o primeiro traz suas observações sobre a questão indígena no Mucuri. O outro detalha o agenciamento de europeus pela Companhia do Mucuri e uma série de problemas daí advindos. Seguem-se duas correspondências e dois mapas da região. Apresenta notas explicativas, atualização ortográfica dos documentos, apresentação e estudo introdutório.
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    A poética do hipocentauro
    Literatura, sociedade e discurso ficcional em Luciano de Samósata
    Jacyntho Lins Brandão
    Área: Estudos Clássicos;
    Coleção: Humanitas
    2001. 369 p. ISBN: 85-7041-222-3
    Preço: R$ 43,00 por R$ 10,00
    EDITORA UFMG 101
    Relevante produção para os interessados em estudos clássicos, A poética do hipocentauro mostra a visão crítica de Luciano de Samósata, escritor que pode ser considerado um pós-clássico. Em sua produção literária, Samósata satiriza o pensamento filosófico de sua época, conseguindo, mesmo inserido na cultura helênica, criticar o mundo grego. Sua obra exerceu influência sobre autores como, Ariosto, Thomas Morus, Rabelais, Gil Vicente, Cervantes, Quevedo, Leopardi, Voltaire, Diderot, Dostoiévski, Flaubert, Eça de Queiroz, Machado de Assis, entre outros.
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    A poética do suicídio em Sylvia Plath
    Ana Cecília Carvalho
    Área: Literatura e Psicanálise;
    Coleção: Origem
    2003. 307 p. ISBN: 85-7041-368-8
    Preço: R$ 41,00 por R$ 10,00

    Em fevereiro de 1963, aos 30 anos de idade, a escritora americana Sylvia Plath se suicidou em Londres. A morte de Plath aconteceu em meio a uma intensa produção
    poética, que haveria de incluí-la, por fim, entre as autoras mais importantes do século 20. Uma abordagem psicanalítica da obra da escritora revelará elementos que nos permitem reconhecer uma espécie de toxidez da escrita. Este aspecto aponta a presença de impulsos destrutivos que operam no interior do processo criativo. Na articulação entre vida, obra e morte, este livro procura ressaltar os modos pelos quais esses impulsos relacionam-se aos limites da escrita literária em sua dupla face funcional e disfuncional.
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    Sob o signo da vontade popular
    O Orçamento Participativo e o dilema da Câmara
    Municipal de Porto Alegre
    Marcia Ribeiro Dias
    Co-edição: IUPERJ
    Área: Ciência Política;
    Coleção: Origem
    2002. 305 p. ISBN: 85-7041-303-3
    Preço: R$ 30,00 por R$ 10,00

    Tem como foco central o dilema entre representação e participação política, em sua feição mais atual. O Orçamento Participativo no município de Porto Alegre reformulou os parâmetros de relacionamento entre o Estado e a sociedade civil. Mostra que, entre a vontade que se representa e a vontade que se manifesta, os vereadores de Porto Alegre necessitaram reformular suas estratégias de atuação e seu relacionamento com o Executivo municipal.
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    Sonata BWV 1020
    Transcrição para duo de violões de Flavio Barbeitas
    Johann Sebastian Bach
    Área: Música;
    Obra Avulsa
    2003. 26 p. ISBN: 85-7041-250-9
    Preço: R$ 22,00 por R$ 10,00

    Duas polêmicas envolvem a sonata BWV 1020, do compositor clássico Johann Sebastian Bach: não se sabe ao certo para qual instrumento ela foi originalmente composta, se para o cravo e a flauta ou para o violino e o teclado. A tonalidade da sonata foi modificada de sol menor para lá menor, a fim que se adequasse ao violão, assim como foram necessárias algumas alterações no valor das notas. A peça musical, monotemática e barroca, é composta de três movimentos e executada em vinte minutos, aproximadamente. Destina-se a instrumentistas profissionais e a estudantes de nível médio a avançado.
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    A tradição esquecida
    Os parceiros do Rio Bonito e a sociologia de Antonio Candido
    Luiz Carlos Jackson
    Co-edição: FAPESP
    Área: Sociologia;
    Coleção: Humanitas
    2002. 234 p. ISBN: 85-7041-267-31
    Preço: R$ 33,00 por R$ 10,00

    Toma como ponto de partida a íntima relação entre literatura, crítica e sociologia na
    obra de Antonio Candido e avalia em particular o significado de Os parceiros do Rio
    Bonito na formação da sociologia paulista e brasileira. Analisa também a existência de uma tradição intelectual, constituída por Euclides da Cunha, Antonio Candido e Maria Isaura Queiroz, além de entrevistas inéditas, ajudando-nos a compreender melhor o universo intelectual de Antonio Candido.
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    Valores
    Arte mercado política
    Reinaldo Marques; Lúcia Helena Vilela (Org.)
    Co-edição: Associação
    Brasileira de Literatura Comparada - ABRALIC
    Área: Literatura Comparada;
    Coleção: Humanitas
    2002. 198 p. ISBN: 85-7041-320-3
    Preço: R$ 33,00 por R$ 10,00

    Os trabalhos reunidos neste volume resultam de uma proposta da Abralic de discutir o tema “valores: arte, mercado, política”, com o intuito de enfatizar o diálogo dos estudos literários com outros discursos. Cada ensaio estabelece os contornos de um enfoque crítico para o tema “valores”, em suas articulações com o estético, o mercadológico e o político, abrindo um espaço instigante para as questões envolvidas nas trocas culturais no contexto da globalização. Em sua diversidade, os ensaios refletem não apenas os múltiplos enfoques da arte e da cultura, mas também as suas possíveis interfaces.
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    Ética, política e cultura
    Coletânea de textos em homenagem ao Prof. José Henrique Santos
    Ivan Domingues; Paulo Roberto Margutti Pinto; Rodrigo Duarte (Org.)
    Área: Filosofia;
    Coleção: Humanitas
    2003. 373 p. ISBN: 85-7041-347-5
    Preço: R$ 42,00 por R$ 10,00

    Presta uma homenagem a José Henrique Santos, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais, ex-reitor da mesma Universidade e membro da Academia Mineira de Letras, pela generosidade e presença marcante desse mestre na vida acadêmica, pela riqueza, densidade e abrangência de suas contribuições. Constitui uma sólida referência para a história da filosofia brasileira, em uma etapa importante de sua formação nas Minas Gerais.