quinta-feira, 22 de abril de 2010

Long live the Queen: Madonna - Express yourself (1989)

Ok. O Diva Pop do novo século é Lady GaGa. Eu não discuto. Confesso que só há bem pouco tempo consegui entender quem é essa nova musa da cultura pop e aprender a render culto a ela. Descartável? Não. Ela já fez história. Mas ficará na história como Madonna? Sinceramente, acho difícil afirmar. Só a presente geração, daqui há alguns anos poderá dizer, como eu direi sobre Madonna agora.

O que faz de Madonna Louise Veronica Ciccone um ícone imortal é a ligação afetiva que a sua carreira meteórica tem com o meu amadurecimento. Os primeiros sucessos dela coincidiram com o início da minha adolescência. Lembro-me com carinho das primeiras lições de inglês com seus grandes sucessos. O primeiro deles foi Boderline, num programa da TV Cultura muito bacana que infelizmente não existe mais (alguém se lembra?). Minha primeira paixão platônica foi meu professor de inglês e ele sempre trazia Madonna para sala de aula - La Isla Bonita, Like a Prayer... Dominou toda a segunda metade dos anos 80, atingindo seu auge nos primeiros da década seguinte. Fui muito influenciada por um amigo chamado Gustavo - comprei dele o álbum duplo Imaculate Collection. Dele também ganhei uma cópia do VHS com os vídeos que revolucionaram a música pop naqueles tempos. Dancei muito Madonna na Foccus... E em outras undergrounds quando eu já podia sair sozinha à noite, já com os meus vinte e poucos anos. Dos cds que ainda conservo em meu acervo está a coletânia de baladas da cantora lançada em 1995 - Something to remember.

Quando contabilizo que já se passaram 12 anos desde o maravilhoso retorno da diva em 1998 com Ray of Light, mal posso acreditar. Essa fase da Rainha do Pop coincide com uma fantástica mudança na minha vida, quando conheci meu namorado e meu grande amigo Geraldo (que não por acaso também é grande fã dela). Até Bill Gates se rendeu à ela, adotando o hit para campanha publicitária para o sistema operacional mais revolucionário da época: o Windows XP (que até hoje não foi superado, na minha opinião).

Minha geração envelheceu muito rápido. Acredito que muitos não admitiriam estar ouvindo e curtindo Madonna sem serem associados a grupos GLS, mais atualmente chamados LGBT ou de apenas nostálgicos. A incursão da cantora no novo conceito de música pop dos anos 2000 não foi um desastre, mas já ouvi dos mais jovens que está mais que na hora da diva pendurar as chuteiras e passar o trono para outra. 

Dificilmente vou admirar uma cantora pop como admiro Madonna. A despeito de toda produção e marketing envolvidos em sua longa e produtiva carreira, suas letras são memoráveis e serão sempre cantadas. Poderia destacar várias, pois minha inspiração para esse post foi o último episódio na série de maior sucesso nos EUA na atualidade - Glee, intitulado The Power of Madonna. Não por acaso, a primeira canção interpretada pelos alunos da William McKinley é uma das quais eu me identifico mais. Express Yourself, segundo single do 4º álbum da cantora (Like a Prayer), fala da autoconfiança que uma garota deve ter quando estiver em um relacionamento, de obter tudo o que realmente vale a pena numa relação verdadeira (e duradoura). Por mais que as músicas de GaGa nos façam querer sair dançando e seu visual nos arranque aplausos e gargalhadas, espero dela uma canção como essa, que me faça sentir uma mulher realmente poderosa e senhora da minha própria vida!

P.S: Nunca tinha pensado em como fui influenciada por ela em minha aparência. Como ela fez por muitos anos, modifiquei e modifico as cores e meus cortes de cabelo. Quem me conhece, sabe que é verdade!




Um comentário:

Cláudio disse...

Nunca fui grande fã da Madonna porque sempre fui homem (rs).
os jovens atuais não curte madonna, e as músicas delas dos anos 80, chamam-nas de música de velho.
Quem viveu os "anos 80" sabe como ela fez sucesso, não era diferente da Lady Gaga hoje. Madonna tb não soube se manter, seu último disco usou arranjos da era "disco" sem nenhum colorido moderno, aí reforçou mais ainda o ar de "música velha". Nem adiantou encontrar Jesus.
Só com o passar dos anos (ou décadas) percebemos melhor como um artista foi importante pra nós e para uma geração.