domingo, 27 de fevereiro de 2011

Nunca quis ser Sidney Poitier


Quando é que uma pessoa decide o que ela qur ser pelo resto da ida? Quem de nós não se lembra de ter respondido à tia do jardim de infância, sem pensar duas vezes, bombeiro, policial ou professor? Todo mundo quer ser alguma coisa. Mas quando há quem queira simplesmente ser, esse vai encontrar sérios problemas na vida social adulta. 

Todo mundo tem que ser alguma coisa para manter o mundo funcionando. Mas quem é que se torna alguma coisa movido única e exclusivamente pelo Ser? 

Estou pensando no porque de ter desejado um dia me tornar professora. Educação é uma palavra tão desgastada quanto a palavra amor. Aliás, não deveria o ato de educar ser um impulso amoroso? E quem é que ama exercer um pseudo-educar?

Do filme do Poitier, lembro da canção que comoveu gerações. Muito pouco da história me lembro. Todavia, acredito estar passando, nesse momento da minha carreira, por algo bem próximo disso. Quem é que tenha brincado na infância de lousa e giz de cera na mão, imaginaria enfrentar tantas dificuldades e barreiras? Ninguém...

O filme tem um final feliz, acho. Não me lembro bem. Só sei que o mestre será lembrado e seu dever foi cumprido - para com seus alunos e para com sua consciência. O meu filme? Bem, esse está apenas começando...

Um comentário:

Cláudio disse...

Vivemos em um mundo onde tudo é permitido, menos ser você mesmo. É como você disse, "educação" é apenas uma palavra bonita como amor; tudo mundo repete mas ninguém sabe o que significa