O mundo é um lugar hostil. Em todos esses anos, desde que cheguei a ele, ainda não pude descobrir por que razão temos que viver nele. Diversos livros de um sem número de sábios tentam explicar tal mistério...
Mesmo cheio de delícias e momentos de indescritível alegria, ainda assim, a vida parece tão inútil quando nos sentimos sós, não é? Quando essa sensação nos invade, somos capazes de refletir sobre a solidão e a necessidade do outro para nos sentirmos (temporariamente) bem. Por que precisamos de carinho, proteção e do tal amor? Não sei... Será que um dia vou saber?
Ingenuamente, tenho acreditado que o mundo é o mesmo para todos - ricos e pobres, brancos e negros, doentes e sãos. Entretanto, nesse mesmo tempo, nesse mesmo espaço, as pessoas vivem num mundo particular cheio de regras que incluem e excluem.
Meu mundo é vasto; contudo, pequeno. Embora eu esteja sempre convidando, poucos se atrevem a entrar e os poucos que entram conseguem ficar. Acho que aos poucos meu mundo vai se tornar um reino sem súditos. Porque hoje eu entendo melhor que há mundos que não se misturam.


1 comentários:
Há tantos mundos, mas tomamos apenas esse como "real". Eu tinha uma namorada (por muito pouco tempo) que me disse que queria dividir o mundo dela comigo, mas de repente ela disse "acho q isso é impossível porque cada um tem um mundo que é só dele". As pessoas sem movem muito por construções sociais (cheias de preconceitos) do que pela Alma.
Quanto mais preconceitos temos mais é limitado nosso mundo e, claro, nosso campo de ação. Isso é liberdade?
O mundo aparece ser divididos em eternas dicotomias porque as divisões começam dentro de nós mesmos.
Triste é você querer se adaptar ao mundo dos outros para ser aceito. Mais importante do que ser aceito pelos outros é SER ACEITO POR SI MESMO.
Há muita riqueza dentro de nós para procurá-la fora de nós.
Seja vc mesma e ouvindo Kings of Convenience
Postar um comentário