domingo, 6 de março de 2011

O meu mundo e o mundo dos outros


O mundo é um  lugar hostil. Em todos esses anos, desde que cheguei a ele, ainda não pude descobrir por que razão temos que viver nele. Diversos livros de um sem número de sábios tentam explicar tal mistério...

Mesmo cheio de delícias e momentos de indescritível alegria, ainda assim, a vida parece tão inútil quando nos sentimos sós, não é? Quando essa sensação nos invade, somos capazes de refletir sobre a solidão e a necessidade do outro para nos sentirmos (temporariamente) bem. Por que precisamos de carinho, proteção e do tal amor? Não sei... Será que um dia vou saber?

Ingenuamente, tenho acreditado que o mundo é o mesmo para todos - ricos e pobres, brancos e negros, doentes e sãos. Entretanto, nesse mesmo tempo, nesse mesmo espaço, as pessoas vivem num mundo particular cheio de regras que incluem e excluem. 

Meu mundo é vasto; contudo, pequeno. Embora eu esteja sempre convidando, poucos se atrevem a entrar e os poucos que entram conseguem ficar. Acho que aos poucos meu mundo vai se tornar um reino sem súditos. Porque hoje eu entendo melhor que há mundos que não se misturam.

Um comentário:

Cláudio disse...

Há tantos mundos, mas tomamos apenas esse como "real". Eu tinha uma namorada (por muito pouco tempo) que me disse que queria dividir o mundo dela comigo, mas de repente ela disse "acho q isso é impossível porque cada um tem um mundo que é só dele". As pessoas sem movem muito por construções sociais (cheias de preconceitos) do que pela Alma.
Quanto mais preconceitos temos mais é limitado nosso mundo e, claro, nosso campo de ação. Isso é liberdade?
O mundo aparece ser divididos em eternas dicotomias porque as divisões começam dentro de nós mesmos.
Triste é você querer se adaptar ao mundo dos outros para ser aceito. Mais importante do que ser aceito pelos outros é SER ACEITO POR SI MESMO.
Há muita riqueza dentro de nós para procurá-la fora de nós.
Seja vc mesma e ouvindo Kings of Convenience