terça-feira, 29 de setembro de 2009

O lugar onde eu fui feliz

Me sinto só. O ar que eu respiro são as letras. O meu sangue, as palavras.

Hoje me assaltou um complexo de Dorothy: quero voltar para o meu lar. Mas, não, não tenho sapatinhos vermelhos...

Elegi um lugar onde a memória pudesse me levar sempre que eu quisessse. Não fiz backup. Deletei... para sempre.

Lembrar não é o mesmo que não esquecer. Esquecer é desistir de lembrar - definitivamente.

Eu desisto de lembrar porque eu agora entendo que o lugar onde eu fui feliz nunca existiu.

Um comentário:

Cláudio disse...

Eu adoro esse filme, achei que era sobre uma assunto e era sobre memória.
Lugar onde fomos felizes só existe na consciência. Esse filme de certa forma mostra isso. Tudo acontece ao mesmo tempo: passado, presente e futuro se misturam.
A consciência só consegue analisar os fatos através do tempo/espaço, pois assim ela foi treinada.
Não Adriana, não tem volta, porque nunca se foi.