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segunda-feira, 27 de julho de 2009

ArrumAÇÃO

Na minha velha casa nova há muito o que fazer. Tanta coisa eu deixei, tanta coisa eu trouxe. E a muDANÇA me fez remexer em meus pertences. Papéis, fotografias, roupas e mais roupas. Guardados, intocados. Meus, mas não me pertenciam mais já há muito tempo. Quanta coisa eu juntei em pouco mais de um ano e quanta coisa eu deixei há tanto tempo que eu nem sabia? Resolvi jogar TUDO fora. Dar o que me serve, mas não uso. O que não me serve mas que pode servir para alguém...

Várias coisas me desfiz sem olhar duas vezes. Mas encontrei tantas coisas das quais não consigo me desapegar... Cartas da minha melhor amiga, provas do tempo do colégio, carta dos meus penpals, fitas k-7 gravadas para mim. Não tive coragem, não tive... Havia uma fita que meu namorado gravou pra mim quando éramos apenas bons amigos. Uma seleção de músicas memoráveis para ele, que passaram a ser para mim... Eternamente.

Lado A

Giz - Legião Urbana
Border town - The Walkabouts
My aching heart - Ofra Haza
Solitare - Carpenters
Superstar - Carpenters
Your song - Elton John
Skyline Pigeon - Elton John
Meu mundo e nada mais - Guilherme Arantes
Êxtase - Guilherme Arantes
Cassiel's Song - Nick Cave
Vincent - Don McLean

Lado B

And more again - Love
Jealous guy - John Lennon
A whiter shade of pale - Procol Harum
About you - Jesus and Mary Chains
Let it grow - Renaissance
Lotta Love - Neil Young
What's the matter here - 10.000 Maniacs
As tears go by - Rolling Stones
Angie - Rolling Stones
Tears - Rush
Where the wild roses grow - Nick Cave
Shanti Mantra - Ravi Shankar

Querido, essa seleção memorável eu guardarei pra sempre, sempre... Enquanto eu viver, vou saber que essa é sua música predileta.

Ainda há muito que ainda não vi. Muito que ainda gostaria de não ver para não ter medo de não deixar ir, de me apegar. Mas essa semana, que é a última das férias, me pede para agir. Há muita coisa que me aguarda até a próxima sexta-feira. Tenho que abrir espaço - não só o físico, mas mental, para as coisas novas nascerem. Porque é tempo de criATIVIDADE!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Meu Pé de Maracujá

Eu não consigo entender... Não entendo. Não entra na minha cabeça... Por que as pessoas não se lembram da infância? Ou melhor, por que se comportam como se nunca tivessem tido uma? Eu me lembro da minha tão nitidamente que chega a doer. Talvez seja por isso que nunca me acostumo com a idéia de estar envelhecendo. Aliás, eu não sinto pesar ou tristeza com o passar do tempo. Claro que me desagradam os fios de cabelo branco (que tenho desde os 17), ainda que poucos. Entretanto, a infância em mim está tão viva quanto há décadas atrás. Assim, esteja avisado: vou falar muito dela aqui. E se esse assunto te incomoda, sinta-se à vontade para se retirar.


Eu vim contar sobre um episódio curioso do meu cotidiano e acabei me deparando com uma memória antiga – e caríssima. Quando era bem menina, havia uma novela chamada “Meu Pé de Laranja Lima”. Eu adorava! E achava que podia falar com as árvores, como fazia o Zezé (Zezinho, como eu me lembro também). Muito mais tarde, fui saber que a novela que eu tanto gostava era um livro de José Mauro de Vasconcelos. Outra coisa que sempre direi por aqui: NADA É POR ACASO. Um dia eu explico porque essa frase é tão emblemática pra mim. Por hora basta dizer que essa estória me faz refletir profundamente sobre as recentes experiências pelas quais tenho passado... Leia o livro. Quem me conhece e faz parte da minha vida (de verdade) vai entender tudo lendo esse livro. Principalmente um certo José...


As pessoas podem achar que plantas e animais não são nada perante o homem. Mas elas podem nos ensinar a ser muito mais humanos do que realmente somos se nos propomos a entender sua linguagem...


Da janela do meu quarto, vejo um pé de maracujá. Quando cheguei neste lugar, o pé estava um pouco judiado... Meio sem vida. Sem flores e sem frutos. Mas achei muito bom que ele estivesse lá. Eu amo plantas... Muito mesmo.






Nesse fim de semana, me dei conta de que ele gosta de mim... Ele está se inclinando para dentro da minha janela!









Bem, ele parece ser o mesmo de antes para quem não o vê como eu o vejo. Mas sinto que ele me diz alguma coisa... E acho que em setembro teremos lindas flores – aquelas que nem mesmo o mais lisérgico psicodélico poderia ter idealizado em suas mais loucas viagens!