sábado, 7 de junho de 2014

A culpa é de quem? "A culpa é das Estrelas", John Green - Feliz Dia dos Namorados 2014

"Eu estou apaixonado por você. Me desculpe..." WATERS, Augustus 



Por que toda vez que sofremos - seja dor física, quer seja dor psicológica - estamos sempre em busca de um culpado, como se a descoberta do responsável tivesse mesmo o poder de curar? Fui ao cinema ontem descobrir de quem é a culpa. A pretexto dessa resenha, deixo meu registro de homenagem ao Dia dos Namorados deste ano, ofuscado pela Copa do Mundo. Não pretendia manifestar meu amor por ele de maneira tão explicita como tenho feito todos os anos (porque ele é um pouco Hazel e eu um pouco Gus), mas foi mais forte do que eu.

"Toda unanimidade é burra", dizia Nelson Rodrigues. No entanto, a sabedoria popular tem uma explicação quando se atesta a genialidade de certa unanimidade: "toda regra tem exceção". Confesso que torci o nariz por achar tão pouco original escrever um romance envolvendo câncer. Julguei - sem ler - no mínimo apelativo. Relutei. Relutei como Hazel Grace Lancaster - a nova Julieta - em seu primeiro encontro com Augustus Waters - o Romeu do século XXI. Relutei até a estreia, assim como Hazel Grace teve que subir todos os degraus (só quem leu o livro ou viu o filme vai entenderá o significado dessa metáfora) para enfim aceitar o inevitável: eu estou apaixonada por John Green e sua linda história de amor.

Nem todo grande amor começa no primeiro olhar. O grande amor começa quando aceitamos ser amados e que estamos amando. Hazel se vê ainda tão cedo responsável por descobrir o sentido da vida e encontrar um modo de não permitir que sua morte destrua as pessoas que ela mais ama. Augustus é praticamente seu oposto. Espirituoso e com uma implacável sede de viver, tem todas as qualidades que toda garota quer em um verdadeiro príncipe encantado. Como não se apaixonar? Impossível.

Descobri que o câncer foi um bom pretexto. Afinal, os verdadeiros românticos - aqueles do estilo de época, do século XVIII e XIX, como Goethe - já sabiam que morte e amor têm tudo a ver. E apreenderam bem cedo, com Shakespeare, que uma história de amor sem uma tragédia não é um história de amor. A diferença aqui é que a morte não supera a vida e a dor não supera o amor.

O grande mérito do filme - acredito eu, pois preferi ver o filme antes de ler o livro para poupar-me do drama das comparações que matam - é a atuação sensível dos personagens. Não consigo imaginar outros atores que não fossem Ansel Elgort (Gus) e Shailene Woodley (Hazel) em seus respectivos papéis. A fronteira entre realidade e ficção é tão tênue que é impossível não nos identificarmos com os personagens de modo profundo e irreversível. Sobre a trilha sonora? Prefiro nem comentar... Algumas das conversas de Hazel e Gus me lembram as de Céline e Jesse em "Antes do Amanhecer" - filme que meu amado tanto adora!

Ouvi muito choro com soluço na sessão de cinema repleta de meninas sensíveis. Talvez por não ser mais tão menina assim ri mais que chorei. As poucas lágrimas que derramei se devem ao fato de que eu tenho o meu Gus e essa história me fez pensar no quanto é importante expressar - de todas as maneiras possíveis, a qualquer hora, em qualquer lugar - o quanto amamos.

Para você que fica pensando por que "A culpa é das estrelas" tem esse nome, explico: o autor citou Shakespeare em sua obra "Júlio César" justamente para apresentar o grande argumento da história (afinal, mesmo sendo ficção, Hazel foi baseada em uma pessoa real chamada Esther Grace Earl). Enquanto Shakespeare defende a ideia de que não são nossas estrelas (nosso signo, a influência astrológica) que definem o nosso destino, mas nossa incapacidade de transformá-lo por simplesmente aceitá-lo, Green defende que nosso destino é traçado através de nossas escolhas.

Por algum tempo, assim como Hazel, eu relutei tanto! E cheguei um dia a acreditar mesmo que não tinha direito de ser amada. O que me salvou - e o que nos salva a todos - é sermos capazes de amar infinitamente, sem reservas, incondicionalmente - muito mais do que sermos amados. E de quem é a culpa? O amor não tem culpa e nem culpados... O.K?



sexta-feira, 6 de junho de 2014

Projeto 6 em 6 - Maio/Junho

O outono e as paisagens de Campos de Jordão marcaram o meu mês de maio. Fotografei bastante, mas nenhum registro fotográfico descreve a realização de um desejo bem antigo. Sempre quis conhecer essa cidade. Pintou oportunidade, sem muitos planos, de repente, não mais que de repente. Belas paisagens, friozinho gostoso, companhia maravilhosa, novos amigos e até uma aventura divertida com os caras do Pânico! Posso dizer que foi um maio inesquecível! Então me perdoem se esse 6X6 for muito monotemático e pouco original - já que muitas dessas fotos foram direto para o Instagram e FB.

Outra coisa que eu queria compartilhar foi o apoio que recebi das amigas Ludmila Almeida e Ione Dauzaker para o Projeto que desenvolvi com o tema Copa do Mundo intitulado "O Álbum de figurinhas como gênero textual". Elas foram super fofas e doaram tempo, carinho, figurinhas e álbuns. Não tenho palavras para expressar minha gratidão e minha alegria com os resultados que superaram minhas expectativas. Muitas vezes, me sinto desmotivada e chateada com a falta de interesse e engajamento dos alunos com as propostas pedagógicas. Dessa vez, eles ficaram tremendamente motivados e acabei mordendo a própria língua, pois fui uma das pessoas que não compreendia o significado de um álbum de figurinhas e o monte de coisas legais que mexer com um proporciona. Obrigada, meninas... Do fundo do coração!

Faltou uma foto de abril que vai entrar nesse 6X6. Foi do meu aniversário e eu amei demais!

Beijocas e até o próximo! ;)

Giovanna Loschiavo (esq.), eu e a Fabi Abud (dir).

Portal de Campos do Jordão. Que cidade encantadora!

Eu, Fabi Incontri e o Maluf (Pastelão do Maluf - Campos do Jordão)

E o feitiço virou contra o feiticeiro, porque afinal devolvi a ofensa com classe! hahahaha...

Não resisto a fotografar uma flor... Essa rosa estava tão linda, na glória de uma fria manhã de outono...

Álbuns e figurinhas doadas para o Projeto com os alunos da Escola Pública.


domingo, 11 de maio de 2014

Amor à primeira vista - Feliz Dia das Mães, Dona Iranir!


Eu nunca acreditei em amor à primeira vista. Na verdade, nunca o experimentei. O amor que sinto pelas pessoas não se explica - não nasceu ou morrerá, ele é. Mas se existe um amor à primeira vista, esse é o amor da mãe pelo seu filho. Claro que isso é apenas uma maneira de falar, pois uma mãe costuma amar seu filho muito antes: toda menina ama seus futuros filhos quando nina suas primeiras bonecas, desde a tenra infância. Muitas mães - não posso dizer todas as mães... - amam seus filhos muito antes de sua concepção. Não foi exatamente o meu caso, mas quero acreditar que fui amada pela minha mãe quando ela me viu pela primeira vez...

Dizem que o amor de mãe é o maior amor do mundo, o mais verdadeiro, o mais sincero, o mais próximo do amor de Deus. Hoje quero questionar essa premissa porque ninguém fala do amor de filho da mesma maneira. Quantos filhos não vi que dariam a vida por seus pais! Quantos são os filhos que amam suas mães mais do que a si mesmos? Nem sempre são aqueles que compram presentes caros, que estão ali em todas as ocasiões sociais da família... São aqueles que reconhecem o valor do amor que receberam à primeira vista...

Mãe, hoje eu quero te dar de presente as lembranças mais queridas com você. Espero que você também se lembre e que seu coração se encha de alegria, assim como o meu:

1º) Eu me lembro do dia em que minha mãe me levou na Mesbla para furar minha orelha. Eu era bem pequeninha e essa é uma das minhas lembranças mais remotas.
2º) Minha mãe me deu de presente uma boneca linda chamada "Mãezinha". Eu não me lembro exatamente o que aconteceu, mas ela tinha estragado. Lembro que estávamos no elevador indo à assistência técnica da Estrela para consertá-la.
3º) Lembro do dia em que a Musa - uma vira-lata presente do meu tio - chegou em casa. Eu pentelhei tanto a cachorra! Lembro como minha mãe se preocupava com a arrumação da casa. O chão estava sempre bem encerado com vermelhão.
4º) Um dia, cometi a travessura de pegar a tesoura e picotar meu cabelo sozinha. Me enfiei debaixo da cama. Ela ficou super brava e me levou para consertar o estrago. O resultado é que eu tive que ficar com cabelo curtinho.
5º) Meus pais gostavam muito de música. Ela colocou pra tocar Born to be alive - Patrick Hernandez - pra tocar e dançou comigo e meu irmão mais velho.
6º) Lembro do dia que meu pai deu a ela de presente o disco da novela "Como Salvar Meu Casamento" e como ela ouviu repetidas vezes a música "Cotidiano", do Chico Buarque, incansavelmente.
7º) Houve um Dia das Mães em que eu comprei para ela, com a minha mesada de criança, um par de livros. Eu nunca tinha visto minha mãe se emocionar com um presente daquela maneira. Ela disse que ela sempre dava livros de presente para os outros, mas nunca tinha ganhado. Fiquei muito feliz!
8º) Nunca vou esquecer os dias que ela passou comigo em São Paulo em 2012. Foram os dias mais felizes da minha vida. Pela primeira vez, não tive que dividir sua atenção com ninguém. Fizemos tudo juntas: brincamos com meus alunos no Hopi Hari, passeamos pela cidade, cozinhamos juntas.
9º) Nunca vou esquecer que essa é sua música favorita.




10º) Às vezes me pego agindo ou falando igualzinho a minha mãe. Não é de propósito. Não consigo explicar o porquê. Assim, não passa um dia da minha vida que sua lembrança não esteja comigo...

Mãe, a cada batida do meu coração, o seu amor reflete a pessoa que eu me tornei e a pessoa que eu quero ser. Ainda bem que eu tenho você... FELIZ DIA DAS MÃES!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Projeto 6 em 6 - Abril/Maio

Adoro fotografar flores que vejo na rua.Essa camélia está na porta do prédio da minha amiga Fabi Incontri.

Adicionei esse livro na minha lista... Parece tão bom!

Tão singela... Como todo mundo passa por ela todo dia sem notar?

Mesa posta para o almoço de Páscoa. Meu noivo estava comigo... Foi um dia muito feliz.

Essa foi do último dia da exposição sobre o David Bowie. Essa foi a parte que mais gostei. Esses "pássaros" são os livros que influenciaram sua carreira. Nessa sala, os figurinos mais legais! Eu amei muito!


Uma das coisas que eu amo em SP: arte de rua. 


domingo, 6 de abril de 2014

Projeto 6 em 6 - Março/Abril

A proposta do projeto é simples e interessante: contar sobre as 6 coisas mais legais que você experimentou no último mês. Fotografo bastante pelo smartphone coisas do meu cotidiano... Os lugares que freqüento, pessoas que amo, algo que me surpreende. Espero que vocês gostem!










1. Festinha de niver do Gu, filho caçula da Dri Delphino. O tema foi da Hora da Aventura. Foi super divertido!

2. Recebi a visita de uma amiga muito querida em casa. Foi um final de semana apenas, mas foram dias inesquecíveis! Preparei uma bela mesa e um jantarzinho bem gostoso.

3. Quando caminho pelas ruas, observo tudo ao meu redor. Aqui em São Paulo é muito comum esse tipo de arte moderna. Eu curto bastante!

4. Aqui perto de casa tem um Starbucks. Às vezes vou lá só pra descansar, ler um pouco, relaxar. É um dos meus lugares favoritos aqui...

5. Hambúrguer gourmet é modinha? Talvez. Mas o fato é que é uma delícia! E essa combinação é maravilhosa: maçã verde, wasabi-honey sauce, blues cheese num hambúrguer ao ponto, criação do chef Paulo Yoller, do Meats, que fica na rua Pinheiros.

6. Ontem foi meu aniversário. Há muitos anos, não tenho um dia tão perfeito quanto esse! Flores, perfumes e outros mimos abraços, beijos, carinho e bolo de chocolate com frutas vermelhas. Essa orquídea tem um cheiro maravilhoso...

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O direito de estar errado

Quando foi que a humanidade resolveu organizar as relações humanas e definir o que é certo e o que é errado? Quando julgamos os citados na matéria de Veja SP dessa semana sobre os "reis do camarote", minha indignação faz coro com a da maioria das pessoas que estão nas minhas redes sociais. A verdade é que a discussão acabou provocando uma reflexão: quais são os valores que determinam o que eu realmente sou? Temos o direito de estarmos errados em nossas escolhas ou temos o dever de estarmos certos em qualquer circunstância?

Pensei em todo aquele dinheiro gasto em baladas... Na noção de mulher como objeto e no álcool como isca. A noção de mulher carne, de mulher objeto. Uma palavra muito em voga: OSTENTAÇÃO. E se tirarmos os milhares de reais gastos em carrões, roupas de grife, consumação em concorridos camarotes desses caras, o que lhes resta? Penso que todo valor humano que se lhes atribui está no em tudo que o dinheiro pode comprar. Sem dinheiro, sem posses, eles não se reconheceriam. Seriam seres sem identidade. Para eles, o certo é fazer tudo que justifique seu comportamento e a realização de seus desejos... Acho muito triste uma vida assim.

Certo e errado dependem do ponto de vista. O que é certo para mim, pode não sê-lo para você ou para a maioria. Assim, como julgar com isenção? Aliás, nenhum julgamento é isento! Tudo que posso dizer, nesse caso, é que essa vida não serve para mim...

É muito difícil conviver num meio onde você é considerado o tempo todo como o ERRADO. Você só tem duas opções: se ajustar ou reivindicar seu direito de estar errado. A vida é feita de escolhas. Certas ou erradas, são SUAS escolhas. Mas em quê elas estão baseadas? Decisões tomadas sem reflexão, sem entendimento, são vazias de sentido e invariavelmente produzem como resultado o sofrimento. Particularmente, confesso que não me agrada imaginar-me julgada pela maioria como esses reis do camarote e tantos outros que toda semana aparecem na internet para desviar nossa atenção da nossa própria vida (que é o que realmente importa!). Não digo que não busco aceitação, porque o desejo de aceitação é um condicionamento que é praticamente passado via DNA. Porém, penso em não dar tanta importância à rejeição da maioria quando sou considerada "errada" se minha consciência diz que estou no caminho certo.


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Você é... Feliz aniversário, Fabi!


Todo mundo está o tempo todo desejando alguma coisa: uma roupa nova, uma bolsa, um sapato, uma casa, um carro ou mesmo um grande amor. Hoje na escola falamos sobre o futuro e projeto de vida: o que quero pra mim e o que devo fazer para alcançar meus objetivos? Quanto mais vivo, mas concluo que querer é como uma doença incurável e que nunca ficamos satisfeitos - nem com o que temos e nem com o que acabamos de conseguir. Querer sempre mais parece que nos impulsiona a progredir, mas será que isso é verdade? Penso hoje em dia que querer cada vez menos e apreciar o que se tem é que é o segredo de uma vida (menos in)feliz.

Não quero muito mais da vida depois de 38 primaveras. No momento, estou mais inclinada a apreciar o que conquistei e o que me foi dado. Eu tenho uma família (im)perfeita, tenho um companheiro que me completa (na falta de uma definição melhor) amigos e amigas que moram no coração. Uns que estão, uns que se vão e talvez por vir. Mas dentre todos os meus queridos, você, Fabiana, foi aquela que eu mais desejei e esperei em minha vida.

Talvez essa data te deixe meio melancólica e isso eu posso dizer que entendo como ninguém, mas pense no quanto sou grata pela sua existência e por amar você tanto assim... Eu vou ser meio brega agora, mas no seu aniversário quero que você saiba o quanto você significa pra mim. Não se passa um dia da minha vida agora que eu não pense (mesmo que só um pouquinho) em você com carinho. Eu quis tanto vir para São Paulo! Deixei tanto para trás, mas ganhei sua amizade! Se tudo que passo aqui que me faz sofrer for o preço de ter te conhecido e de ser sua amiga, pago com satisfação porque você é...

O leite condensado do meu brigadeiro,
A Coca Zero do meu gelo,
A avelã da minha Nutella,
O papel das minhas cartas,
O game do meu console,
A letra da minha música,
A história do meu romance,
A janela da minha cela,
A estrela do meu céu,
O sol no meu inverno,
O queijo da minha pizza,
A manteiga do meu croissant,
O outfit da minha Blythe,
A Penny da minha Amy,
O Leonard do meu Sheldon,
O C3PO do meu R2D2 e
O Wilson do meu House.

Feliz Aniversário!

Da sua amiga de hoje e sempre