segunda-feira, 8 de junho de 2009

Top 5 - parte I


Hoje não vou falar do que eu queria. Ou pelo menos do que eu deveria... Essa semana será dedicada aos apaixonados, aos românticos inveterados... ao Dia dos Namorados.

Essa época do ano é minha favorita! O tempo esfria. As pessoas ficam mais bonitas. Os programas que eu mais gosto ficam mais gostosos: ficar em casa, ver um filminho, tomar um chá quentinho adoçado com mel, um capuccino ou um leite com chocolate. Ficar na cama, ler um livro... Ficar juntinho, abraçado, aconchegado! No frio é muuuuuuuuuuuuuito melhor, não é?

Eu me recordo do primeiro Dia dos Namorados que eu passei desde que meu coração se abriu para a "minha pessoa". Eu lembro que marquei, num dia frio e gostoso como esse, um encontro com ele numa livraria chamada Liber. Eu esperei por ele lá... Vi os livros. Vi um chamado "Contato" - que virou filme e depois vimos juntos. Não comprei. Ele não foi. Mas a sensação de esperar, de estar apaixonada, de amar... Lembrar, muitas vezes, é melhor que a experiência em si... Melhor... Muitas vezes!

O Top 5 começa hoje. Será uma espécie de countingdown para o dia mais romântico do ano - segundo apenas o calendário. Dias românticos podem ser quando a gente quiser, acreditem-me! A 5ª canção mais romântica do mundo pra mim é If I fell, dos Beatles. Ela ficou belíssima no filme "Across the Universe" - que é um filme altamente recomendado para essa semana romântica!


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Meme do Beijo

Em clima de Dia dos Namorados, fui indicada pela @elfinha para participar do Meme especial sobre Beijo. Romântico - sem dúvida. Então tá, né? 'Bora participar...

1. Qual seu beijo de filme favorito?

Nossa, vou ter que pensar...
(30 minutos depois...)
Várias, mas essa cena é a minha favorita de todos os tempos!


2. Onde você deu seu primeiro beijo?
Tecnicamente meu primeiro beijo foi num ônibus, com meu primeiro namorado, quando eu tava voltando do Colégio, aos 15 anos.

3. Quando você deu seu último beijo?
Não faz tanto tempo assim... Mas prefiro não comentar!

4. Diga um sabor bom pra um beijo.
Se tivesse gosto de Melona, ia ser melhor ainda!

5. Qual o cenário mais bonito onde você já beijou?
Que cenário? Eu tava de olhos fechados, uai! hahahaha...

6. Qual a música ideal para beijar?
Stop, look, listen (tema do beijo da Bridget Jones)

7. Depois da boca, onde você mais gosta de beijo?
Nuca, bem pertinho da orelha...

8. Em que celebridade/ personagem você daria um beijão?
De língua? Eu beijaria o Takeshi Kaneshiro

9. Qual a melhor hora pra beijar?
Toda hora, todo minuto, a cada segundo! Beijar é bom demais...

Indico: Dri (do Kanten Blog), Má_r (do Mãe, tou sem roupa), Cláudia e Andrea (do Superzíper), TioTaba (do Marmota Lasciva), Cherry Bomb81 (do Cherry Bomb 81), Thais (do Thais.Defenestrando), Deilse (do Sweet Thoughts), LadyShampoo (do Shampoo.art.br) e Nana (do Fragmentos)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Não aprendi a brincar de soltar papagaio


Soltar papagaio (é assim que em Minas nós chamamos a pipa) é brincadeira de menino, determinaram. Aliás, há muitas coisas só de meninos que meninas não podem. E na minha cabecinha de criança, eu não entendia porque não. Eu via os meninos andando sem camisa na rua - menina não pode; lá ia eu cobrir minhas "vergonhas". Fazer e soltar pipa então era o tabu supremo. Eu via meu irmão mais velho no maior empenho preparando as taquaras de bambu, montando com papel de seda, fazendo rabiola com plástico de saco de lixo, socando vidro pra fazer cerol... Era a brincadeira predileta dele. Ele não me ensinou. Ninguém nunca.

Às vezes, penso que uma pipa voando na imensidão do céu é a metáfora perfeita da minha vida. Sinto-me presa por uma linha - longa, mas frágil - bailando no vento... Tento ir pra esquerda, me puxam pra direita. Dou uma pirueta, danço como posso. Luto contra e a favor do vento. Sou um pontinho minúsculo e colorido enfeitando a imensidão azul. Minha linha não tem cerol. Qualquer um pode vir querer me tosar. E tentam. E tentam. Mas o Soltador de Pipas é habilidoso. Ele dá um jeito de fugir e me manter bailando no Infinito.

Se um dia o vento me rasgar, que Ele me repare, me conserte. Mas se um dia a linha se desgastar, se arrebentar e eu cair, que seja suave a queda e que eu pouse nas mãos de quem me queira bem.




segunda-feira, 25 de maio de 2009

Aula de Romantismo

Não entendo porque eu nunca levei tão a sério a minha brincadeirinha de infância preferida: brincar de aulinha. Eu adorava um giz e queria um quadro negro! Minha tia - que tem quase a mesma idade que eu tinha. Eu adorava! Essa política da sociedade - e da própria categoria - de depreciação do ofício do magistério conseguiu fazer com que eu perdesse muito tempo. Demorei demais para seguir o que sempre foi a minha vocação. Mas eu não vivo depressa demais. Vivo cada segundo; devagar. Tenho pressa, é verdade. Mas, o fruto verde não tem sabor - tem que estar maduro primeiro.

Eu adoro estar numa sala de aula! Não existe outro lugar que eu poderia me sentir melhor. É lógico que eu tenho limitações e dificuldades. O fruto ainda está amadurecendo, é bem verdade. E por é bem por isso que o entusiasmo não me abandona. Quero sentir o sabor...

Hoje foi nossa primeira aula sobre o Romantismo - o estilo de época. Puxa, eu voltei no tempo uns 20 anos. A minha professora de Literatura na época levou a música Exagerado - do Cazuza para ilustrar sobre o romântico, a atitude do romântico. Eu tive uma ideia um pouco diferente. Quem conhece o Vander Lee? Estranho é o fato dele ser daqui de Minas, um Belo Horizontino, e não ser conhecido! Românticos é uma música perfeita pra ilustrar o espírito do romântico (que pode ser eu, pode ser você) e do poeta daquela época. Meus alunos amaram! E hoje foi só o começo...



quinta-feira, 21 de maio de 2009

A Legião Urbana - Metal contra as nuvens


A Legião fez parte da minha formação; da formação do meu caráter lírico. Eu era uma adolescente cheia de sonhos, cheia de vontade - de entender, de sentir e de viver. Cantava Faroeste Cabloco inteira de cor. Perdi o último show que fizeram em BH (uma vergonha que eu tenho dessa cidade e das pessoas que fizeram o que fizeram com o Renato aquele dia). Eu não entendia... Eu apenas sentia.

A música "Metal contra as nuvens" é tão diferente de tudo, tão diferente daquela fórmula tão comum de música: tema (sempre banal e óbvio) e refrão. Essa canção é uma quebra de "paradigma". A letra tem tanta poesia, tanta metáfora... E o sentido, fica com quem ouve, com quem consegue extraí-lo.

Essa música hoje faz muito mais sentido para mim do que naquela época. Não vou dizer... Deixo você tentar entender, como eu tentei... E de certa forma, consegui.

Veja o vídeo da versão acústica da canção clicando aqui.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Felicidade é clandestina

Clarice é minha favorita - é evidente. Mas recentemente tive que reconhecer que ela não era lá muito original. Muitas coisas legais que ela disse foram ditas por Fernando Sabino. Ela só colocou da maneira dela. É aquela tal de Lei de Lavoisier da literatura. É certo que me desapontou um pouco reconhecer isso depois de reler "O Encontro Marcado", mas assim mesmo ela (na verdade, o Sabino mais ainda) conseguiram pôr em palavras de maneira absolutamente perfeita como eu jamais conseguiria. Eu gosto muito do conto "Felicidade Clandestina". É como se fosse um retrato de mim também... E eu hoje estou pensando no que é felicidade.

Todo mundo quer ser feliz. Muita gente diz que é feliz. Mas eu duvido de todo mundo. Partindo do básico, consulto o dicionário. Concurso de circunstâncias que causam ventura - está lá! Concordo que esse seja talvez um caminho para que a gente possa identificá-la em nós, mas a felicidade é mais que clandestina - é sorrateira, oculta. Quando a gente é feliz, a gente nunca sabe. E só se dá conta quando a sensação fica quando ela passa.

Ontem foi o show do Heaven & Hell (Black Sabbath com o Dio). Meu namorado sabia do evento há meses, mas a perspectiva de estar lá era remota. Era um sonho de menino que ele tinha de ver o famoso guitarrista canhoto Tony Iommy e o vocalista Dio em pessoa cantando no palco na cidade dele. Já confessei aqui que nunca fui fã de heavy metal e outros gêneros, mas o amor que ele tem à música em geral é tão grande que me educou para apreciar de certa maneira até o que eu jamais pensei em curtir. Estávamos sem grana para os ingressos. O primeiro lote se esgotara rapidamente e uma semana antes do show, o site do Chevrolet Hall já avisava que todos os ingressos foram vendidos - tudo esgotado! O dinheiro surgiu na véspera do show, mas ele estava descrente. Eu procurei pessoas vendendo na internet - no Orkut, no Twitter e nada! Com algum esforço, consegui convencê-lo a tentar comprar na porta, horas antes do show começar. A porta da casa de espetáculos estava toda negra - uma multidão cabeluda e vestida de preto da cabeça aos pés, surgida "do nada", fazia fila para assistir aos ídolos do metal. Meu namorado estava entusiasmado e eu acabei sendo contagiada. Nervosos e sem muita esperança, fomos direto à bilheteria - uma chance infinitesimal de conseguir comprar entradas por preço real. Qual não foi nossa surpresa quando o rapaz da bilheteria disse com uma cara desapontada: só tem um. Pronto! A sorte era dele. O ingresso era dele! Mas ele me queria junto. Fomos para fila, ingresso garantido. Encontrei uma aluna minha na fila e ficamos ainda mais empolgados pelo espetáculo. Meu namorado tentou, mas os cambistas são implacáveis - querem lucro absoluto às custas de fãs inocentes. Jurei tentar conseguir comprar do lado de fora. Segui com os olhos a fila andando, meu namorado e minha aluna felizes indo ver os roqueiros legendários. Do meu lugar, eu senti a emoção dele. Tentei, como prometido, mas a ganância me derrotou. Vim para casa esperar por ele. Depois de 3 horas, ele chegou com rosto iluminado de alegria e os olhos vermelhos, banhados pelas lágrimas da emoção. Ele mal encontrava as palavras para descrever os acontecimentos e o impacto da experiência vivenciada. Sorrateira, a felicidade dizia que estava ali. Dentro dele e dentro de mim.

Felicidade para mim é essa: a que vem a mim através do outro, a do outro sendo a minha. Eu não estava lá. E justo por não ter estado que eu sei que a minha felicidade foi tão grande quanto a dele porque ELE estava feliz. Experimentar essa felicidade é maravilhoso! Gostaria que todos pudessem encontrá-la um dia, de repente - Sem surpresas. Pois se ela é clandestina, descobrí-la é uma experiência singularmente fascinante!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Você tem fome de que?


Do momento em que a gente nasce e dá o primeiro choro no mundo, a primeira coisa que a gente faz, o que é? Comer. A mãe dá o seio ao filho e esse para de chorar imediatamente. Comer é necessidade. Mas é uma necessidade associada - ao carinho, ao aconchego, ao afeto. Por isso, acredito que as pessoas que têm apetites vorazes quando adultas foram crianças que não receberam atenção como mereciam. Fome é sintoma - da falta, da ausência, do vazio. Usa-se dizer "tenho fome de viver". Mas e o que é viver? Como saber, se eu nem mesmo sei o que é a fome?

O dicionário fala que fome é um substantivo feminino sinônimo de apetite, urgência pelo alimento. Ainda bem que não temos fome de ar - respirar é automático; o organismo só grita se realmente falta! Entendo a fome como uma coisa muito psicológica. Acredite ou não, já passei 3 DIAS SEM COMER! Não foi um jejum sofrido, nenhum pagamento de promessa, nada disso. Eu simplemente estava feliz e essa felicidade me completava totalmente. Eu não tinha necessidade de nada, eu não desejava comer ou beber - estava completa. Naqueles dias, eu senti que eu podia passar o resto da minha vida sem botar um grão de arroz e uma gota d'água na boca. Foi uma das experiências mais fortes que eu já vivi. Não foi forçada, nem programada. Ela foi - a impressão ficou. A lição também, de alguma forma.

Fome não é coisa do estômago. É coisa do âmago, do ser. Nos anos 80, os Titãs falaram com bastante propriedade sobre o que é comida - pasto - e o que é a fome - desejo, necessidade, vontade. Eu olho para trás e vejo como há um tempo atrás eu vivia cheia de desejos sem distingui-los da necessidade. Hoje impera a vontade de (sobre)viver. A necessidade do emprego, do dinheiro para pagar as contas, de ter saúde (em tempos de gripe suína!). Ser feliz vira consequência. E as outras fomes? Fome de diversão, fome de arte, fome de música e espiritualidade? Eu tenho muita fome - insaciável e inquietante. Fome de entendimento, fome de (re)conhecimento, de pequenos e prosaícos prazeres. E você? Você tem fome de que?