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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

This One - Paul McCartney


A passagem do Beatle mais tietado de todos pelo Brasil parece nem ter acontecido. Mal se encerraram a série de shows - restritos a São Paulo e Porto Alegre - ninguém mais fala do cara. Antes, surgiram fãs do nada, gente tatuando o autógrafo do cantor, muito frenesi e histeria quase beatlemaníaca. Bateu, segundo fontes seguras, os maiores recordes de público até hoje. Da imensa multidão que marcou presença, gostaria muito de saber qual a porcentagem dos que realmente conhecem a carreira do ex-membro da banda mais famosa de todos os tempos e curtiram de verdade. Garanto que muitos sacudiram os celulares ligados para a música Yesterday como se ele não tivesse feito nada melhor... Até John, que apesar de ter jogado na imprensa que tudo que Paul fez (de bom) foi Yesterday, sabia que Paul era um Midas da música pop. Nenhum beatle foi mais pop que ele...

Apesar dos altos e baixos da carreira "solo" de Paul, quase tudo que ele fez foi um tremendo sucesso. Enumerar todos seus hits é tão desnecessário quanto redundante. O que posso dizer dele que não tenha sido dito nem pareça uma tietagem boba? Acho que ninguém nunca reparou que Paul também era bem ligado às coisas espirituais. Não é só a questão do vegetarianismo não! Os valores espirituais, principalmente os pregados pelo Hinduísmo, deixaram uma marca indelével na obra de George, mas tanto John quanto Paul fizeram trabalhos que remetem à espiritualidade. Isso fica bastante explícito num sucesso de 89, do álbum "Flowers in the dirt" e que depois foi o hit do 42º single do artista, intitulado This one. 

A canção é uma metáfora para o relacionamento do devoto com o Deus (ou Eu Interior): um relacionamento íntimo e aberto. Na filosofia hindu, o homem deve estabelecer um contato com seu Ser - alma - e não permitir que o Ego (consciência de uma existência escrava da matéria e dos desejos) o subjulgue. A única forma possível é abrir o coração (open up your heart) e saber que a alma é seu verdadeiro ser (you were mine - ou seja, o hong só: "Eu sou Ele"). A letra é um alerta ao devoto para não perder a oportunidade de cultivar essa Amizade Divina com seu próprio interior deixando escapar momentos preciosos. Só há um tempo ideal para tal: o agora (there never could be a better moment than this one). A imagem de Deus  (Brahma) montado em um cisne (hans vahana) representa o conhecimento. 

This one parece ter sido feita em parceria com beatle mais espiritualizado. A melodia, inclusive, tem muita semelhança com trabalhos do projeto Traveling Wilburys - um "super" grupo com ninguém menos que George Harrison, Bob Dylan, Roy Orbison e Tom Petty. Foram feitas duas versões videoclípticas para o single. Essa é 2ª versão e mais condizente com a letra e o espírito de sua mensagem. É uma das minhas favoritas do Paul e muito pouco reconhecida pelos fãs... 



terça-feira, 18 de maio de 2010

A morte não existe para alguém como ele - R.I.P Dio (1942-2010)

Poderia falar mil coisas sobre a morte. Uma delas seria dizer sobre o quanto ela paradoxalmente nos choca mesmo quando eminentemente evidente e inevitável. Parece que foi mesmo ontem que eu li a notícia de que o Dio foi diagnosticado com câncer no estômago. Com 60 e poucos anos, achei que fosse possível uma cura. Recebi a notícia no último domingo via Twitter da maneira mais chocante e triste... Várias pessoas dizendo que não sabiam quem era Dio. Não digo deprimente e vergonhoso porque o gênero não é dos mais populares. O Metal ficou muito datado e restrito aos anos 80 como coisa trash - culpa de idiotas como o Marcos Mion. Gostando ou não de rock pesado, como amante de música em geral não posso evitar me deprimir ao saber que uma voz tão formidável se foi para sempre...

Eu poderia detalhar sobre sua vida e sua carreira, mas isso não me faria sentir melhor. Entretanto, lembrar com nostalgia do "horror" que me causou a capa de Holy Diver é reconfortante. Lembro com muita saudade um colega de trabalho, no tempo em que eu fui livreira, que adorava o Dio... O Marquinhos o amava! Penso se hoje ele se lembra do adolescente que ele foi na época e se ainda hoje ouvia com o mesmo entusiasmo seu som...

As aparências enganam, ninguém questiona. Todavia, considero um grave erro dizer que quem vê cara, não vê coração. A despeito de seus trajes, seu cabelo comprido e o "sinal satânico" que costumava fazer sempre, sei ao olhar para aqueles olhos em vídeos e fotografias a pessoa amável, educada, sincera, gentil e adorável que ele foi. No ano passado, contei aqui saga do show do Heaven and Hell do qual não pude participar. Eu lamento muito por isso hoje sabendo que nunca mais terei a mesma oportunidade... Ele não fez parte tanto assim da minha história, contudo eu soube e tive a certeza da sua importância não somente para o gênero, mas para a história da música. Dio sempre será querido e sua música realmente não morrerá, como bem disse a sua amada esposa Wendy.


sábado, 8 de maio de 2010

Meio bossa nova e Pop n' roll

Há algumas semanas atrás, ouvi uma versão bossa nova de "Like a Virgin". Vocês já imaginaram algo assim? Achei completamente inusitado... Procurando na web, achei um álbum inteiro de versões de clássicos do pop transformados em bossa nova e cool jazz - dos anos 70 em diante, incluíndo Rolling Stones, The Cure, Madonna, The Police, Soft Cell, Radiohead, U2, Bob Marley, The Clash, No Doubt, Gun n' Roses, Oasis e até Ramones! Eu não entendo como esse povo consegue! O que vocês acham?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Long live the Queen: Madonna - Express yourself (1989)

Ok. O Diva Pop do novo século é Lady GaGa. Eu não discuto. Confesso que só há bem pouco tempo consegui entender quem é essa nova musa da cultura pop e aprender a render culto a ela. Descartável? Não. Ela já fez história. Mas ficará na história como Madonna? Sinceramente, acho difícil afirmar. Só a presente geração, daqui há alguns anos poderá dizer, como eu direi sobre Madonna agora.

O que faz de Madonna Louise Veronica Ciccone um ícone imortal é a ligação afetiva que a sua carreira meteórica tem com o meu amadurecimento. Os primeiros sucessos dela coincidiram com o início da minha adolescência. Lembro-me com carinho das primeiras lições de inglês com seus grandes sucessos. O primeiro deles foi Boderline, num programa da TV Cultura muito bacana que infelizmente não existe mais (alguém se lembra?). Minha primeira paixão platônica foi meu professor de inglês e ele sempre trazia Madonna para sala de aula - La Isla Bonita, Like a Prayer... Dominou toda a segunda metade dos anos 80, atingindo seu auge nos primeiros da década seguinte. Fui muito influenciada por um amigo chamado Gustavo - comprei dele o álbum duplo Imaculate Collection. Dele também ganhei uma cópia do VHS com os vídeos que revolucionaram a música pop naqueles tempos. Dancei muito Madonna na Foccus... E em outras undergrounds quando eu já podia sair sozinha à noite, já com os meus vinte e poucos anos. Dos cds que ainda conservo em meu acervo está a coletânia de baladas da cantora lançada em 1995 - Something to remember.

Quando contabilizo que já se passaram 12 anos desde o maravilhoso retorno da diva em 1998 com Ray of Light, mal posso acreditar. Essa fase da Rainha do Pop coincide com uma fantástica mudança na minha vida, quando conheci meu namorado e meu grande amigo Geraldo (que não por acaso também é grande fã dela). Até Bill Gates se rendeu à ela, adotando o hit para campanha publicitária para o sistema operacional mais revolucionário da época: o Windows XP (que até hoje não foi superado, na minha opinião).

Minha geração envelheceu muito rápido. Acredito que muitos não admitiriam estar ouvindo e curtindo Madonna sem serem associados a grupos GLS, mais atualmente chamados LGBT ou de apenas nostálgicos. A incursão da cantora no novo conceito de música pop dos anos 2000 não foi um desastre, mas já ouvi dos mais jovens que está mais que na hora da diva pendurar as chuteiras e passar o trono para outra. 

Dificilmente vou admirar uma cantora pop como admiro Madonna. A despeito de toda produção e marketing envolvidos em sua longa e produtiva carreira, suas letras são memoráveis e serão sempre cantadas. Poderia destacar várias, pois minha inspiração para esse post foi o último episódio na série de maior sucesso nos EUA na atualidade - Glee, intitulado The Power of Madonna. Não por acaso, a primeira canção interpretada pelos alunos da William McKinley é uma das quais eu me identifico mais. Express Yourself, segundo single do 4º álbum da cantora (Like a Prayer), fala da autoconfiança que uma garota deve ter quando estiver em um relacionamento, de obter tudo o que realmente vale a pena numa relação verdadeira (e duradoura). Por mais que as músicas de GaGa nos façam querer sair dançando e seu visual nos arranque aplausos e gargalhadas, espero dela uma canção como essa, que me faça sentir uma mulher realmente poderosa e senhora da minha própria vida!

P.S: Nunca tinha pensado em como fui influenciada por ela em minha aparência. Como ela fez por muitos anos, modifiquei e modifico as cores e meus cortes de cabelo. Quem me conhece, sabe que é verdade!




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Outra Vez, Ritchie (2009)


O que nos faz humanos? Sentimentos? Não. Tudo que existe sente - tudo. Pensamentos? Não. Só porque não entendemos como plantas e bichos pensam, não quer dizer que eles não pensem. Ainda assim, dizem que o que nos classifica humanos é a nossa capacidade de associar pensamentos e sentimentos racionalmente. Só o homem pode planejar seu futuro e olhar para trás - com saudade ou não. Todos os outros seres vivem apenas o agora. Essa é a grande diferença.

O que é tão mágico na música? É ser um registro eterno de algo bom que todos os envolvidos em sua criação e execução compartilham com o mundo inteiro. Posso entender a sensação de quem compõe uma letra que com melodia se tornará o que entendemos por música propriamente dita. Pensar nisso tudo me faz lembrar do filme Music and Lyrics (Música e Letra) em que Hugh Grant e Drew Barrymore interpretam, na comédia romântica, a perfeita analogia do tema. Entendo esse ato criativo. Contudo, foge à minha compreensão o quanto é necessário para que ela fique perfeita.

Não somos humanos porque fazemos música - afinal, a natureza sempre foi o mestre nesse quesito - mas, na medida em que precisamos uns dos outros para que a nossa música atinja o nosso fim, isso nos diferencia do resto de tudo que existe. Um músico sozinho não faz tudo: há os produtores, engenheiros de som, arranjadores, instrumentistas... Uma música só é maravilhosa porque várias pessoas acreditaram na canção e se dedicaram ao máximo para transformá-la em algo que tocasse a alma de cada pessoa ao ouví-la.

Há alguns anos atrás, houve uma música que tocou em todas as rádios; ninguém ficava indiferente a ela. Todos sabiam cantá-la. Aquela voz tinha nome e imagem que apareceu consecutivas vezes naTV. Só mais tarde eu soube que o cantor de "Menina Veneno" viera ao Brasil quase por acaso. Diz a lenda que ele veio à convite de Rita Lee - numa visita da cantora à Londres - um daqueles, bem brasileiro, do tipo "Vai lá em casa". Veio e acabou ficando. Depois desse sucesso, vieram vários. Eu não tinha idade para ser veneno mas, menina que era, cantava todos. Imaginei durante anos qual seria a cor de carne do abajour, como seria ficar presa no elevador e o que é um casanova. Como o David Bowie que brilhou no cenário pop internacional daquela década, esse David brilhou - e muito! - em terras nacionais. Aquele Ricardo vindo da Inglaterra encontrou uma nova pátria. E se tornou seu rei. Seu nome verdadeiro? Richard David Court - Ritchie para o todo o povo brasileiro.

Nem em sonho eu imaginaria que aquela grande estrela um dia falaria comigo como se fosse um vizinho ou que pudesse me soar como grande e bom amigo. Entrementes, o Twitter fez com que ele pudesse entrar nas casas de seus fãs daquela época e na de todos os outros que passaram a conhecê-lo atrevés dele. Ritchie voltou a fazer parte do meu cotidiano de uma forma totalmente nova e, outra vez, está marcando minha memória com lembranças felizes - como na infância, quando eu o "conheci" - com seus tweets sobre suas belas canções. Seu novo trabalho traz aqueles sucessos memoráveis - de Menina Veneno a Lágrimas Demais - em nova roupagem, sempre surpreendentemente encantadora. Recomendo assistir "A vida tem dessas coisas" versão de 83 e a de 2009.

Pioneiro,"Outra Vez - Ao Vivo no Estúdio é primeiro Blu-ray a ser gravado, produzido, autorado e fabricado no Brasil. Certamente, por essa fabulosa produção independente, @ritchieguy será eternamente lembrado. Fruto de seu trabalho de décadas é, ao mesmo tempo, nostalgia e encantamento pelo novo. A música que dá título ao cd/dvd/blu-ray tocou-me tão profundamente que não tive alternativa senão ouví-la outra vez e outra vez...

É. A vida tem dessas coisas... Coisas que fazem lembrar porque somos humanos, porque sentimos e pensamos o nosso passado e projetamos o nosso futuro. A música nos ajuda a sentir melhor, a pensar melhor, sermos pessoas melhores, enfim. Preciso agradecer ao Ritchie por ser parte das minhas melhores lembranças e das melhores emoções presentes. Não somente a ele, mas a todos que junto dele tornaram essa mágica real. E esse é o meu jeito de demonstrar o que não cabe num simples muito obrigada!



quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Jason Mraz Tour in Brazil - Belo Horizonte/MG - 29/11/2009


Coincidências não existem. Tampouco acaso. Acredito que todos os eventos da vida têm alguma conexão, explicação, sentido ou significado em essência. Jung deu a esse tipo de evento o nome de Sincronicidade. Já há alguns anos tenho notado esses eventos "mágicos" ocorrendo o tempo todo comigo, sempre me impressionando, sempre me surpreendendo. Recentemente tenho sido atacada por eles e isso me enche de alegria...

Conheci Jason Mraz ouvindo a 90 Fm Blumenau. Muito antes de Lucky e I'm yours, a rádio já tocava Make it mine. Infelizmente, poucas pessoas conhecem-no pelo conjunto de sua obra até agora. O show lotou no último domingo muito em função da participação dele no programa do Faustão no último dia 15/11, no início da turnê do artista pelo Brasil.

Eu soube do show por "acaso"... O anúncio estava pregado na traseira de um ônibus e quando eu bati o olho, meu coração disparou de emoção. Não sosseguei enquanto não comprei o ingresso e esperei por esse dia ansiosamente. O meu pesar é que eu iria estar sozinha num show, pela primeira vez.

Eu não procurei muito, mas o pouco que sei sobre a vida dele me faz admirar ainda mais sua arte e a pessoa que ele é. Jason, até onde sei, me corrija se eu estiver enganada, é espiritualista - provavelmente vinculado à algum movimento religioso ou filosófico relacionado à yoga (um de seus violões tem um enorme símbolo do OM pregado nele) e, estando no Twitter, posta periodicamente autoafirmações positivas. As mensagens de suas canções são singelas e falam de um amor mais universal em detrimento do pessoal. Make it mine e I'm yours são exemplos disso, pois tratam da união com Deus (verdadeiro significado da palavra Yoga). Nesse sentido, para mim, Jason é um artista que se aproxima muito de George Harrison. Não no estilo, mas na mensagem espiritual de amor universal e união com o Divino.

Meu namorado me levou até o local do show com 1 hora apenas de antecedência. Estava tudo lotado e eu fiquei um pouco ansiosa de estar no meio de uma multidão completamente sozinha. Assim que o show começou, toda a minha angústia se desvaneceu. Ele estava lá, cantando para todos, por todos e para mim. Minha mente esvaziou-se. E se encheu de cores e sons. Poucas músicas foram cantadas em uníssono, exceto I'm yours e Lucky (que contou com a participação especial de uma fã que o próprio pediu para subir ao palco para cantar com ele). Entretanto, todos se envolveram harmoniosamente sob sua regência. Ele cantou TODAS as minhas músicas favoritas. Surpreendeu-me particularmente a performance em Dynamo of volition em que Jason ensina antes de começar a tocar alguns movimentos que depois compreendi como sendo uma espécie de língua de sinais para a canção. No quesito simpatia, o cantor é hors concours... Em determinado momento, agradeceu ao público em espanhol, o que gerou um certo desconforto que foi imediatamente contornado - ele agradeceu em vários idiomas e foi ensurdecedoramente aplaudido. Carinhosamente, Jason retribuiu os coraçõezinhos feitos com a mão - que aprendeu com a gente, obviamente...

As performances em Coyotes (em que Jason faz um vocal lírico excepcional) , em Beautiful mess (cheguei às lágrimas pensando na única pessoa no mundo que eu queria que estivesse comigo naquele momento) e em We all dialed in (foi muito emocionante ver aquele mar de luzes, antigamente feitos com isqueiros hoje substituídos por celulares) superaram qualquer expectativa que eu pudesse ter tido com relação ao espetáculo. Eu realmente me senti conectada com todos os que estavam ali com ele, compartilhando aquele momento tão único!

A sincronicidade novamente falou alto naquele instante pois em duas ocasiões o artista frisou "everything will be fine" - em Details on the fabric e na música incidental (se não me engano, no bis com a música Butterfly) Three Little Birds - "don't worry about a thing, 'coz every little thing is gonna be all right". Um arrepio percorreu-me quando ele disse, quase mantricamente à plateia "cantem esse refrão para uma pessoa que não está aqui com vocês". Coisas que só eu e a minha pessoa podemos entender...

Não é possível pôr em palavras tantas emoções, tantas impressões cheias de significância... Elas reduzem a experiência em si mesma que foi minha e ao mesmo tempo de todos. Renovam-me as esperanças saber que existe um artista como Jason no mundo. Ele consegue me fazer acreditar que a vida é realmente MARAVILHOSA!






segunda-feira, 27 de julho de 2009

ArrumAÇÃO

Na minha velha casa nova há muito o que fazer. Tanta coisa eu deixei, tanta coisa eu trouxe. E a muDANÇA me fez remexer em meus pertences. Papéis, fotografias, roupas e mais roupas. Guardados, intocados. Meus, mas não me pertenciam mais já há muito tempo. Quanta coisa eu juntei em pouco mais de um ano e quanta coisa eu deixei há tanto tempo que eu nem sabia? Resolvi jogar TUDO fora. Dar o que me serve, mas não uso. O que não me serve mas que pode servir para alguém...

Várias coisas me desfiz sem olhar duas vezes. Mas encontrei tantas coisas das quais não consigo me desapegar... Cartas da minha melhor amiga, provas do tempo do colégio, carta dos meus penpals, fitas k-7 gravadas para mim. Não tive coragem, não tive... Havia uma fita que meu namorado gravou pra mim quando éramos apenas bons amigos. Uma seleção de músicas memoráveis para ele, que passaram a ser para mim... Eternamente.

Lado A

Giz - Legião Urbana
Border town - The Walkabouts
My aching heart - Ofra Haza
Solitare - Carpenters
Superstar - Carpenters
Your song - Elton John
Skyline Pigeon - Elton John
Meu mundo e nada mais - Guilherme Arantes
Êxtase - Guilherme Arantes
Cassiel's Song - Nick Cave
Vincent - Don McLean

Lado B

And more again - Love
Jealous guy - John Lennon
A whiter shade of pale - Procol Harum
About you - Jesus and Mary Chains
Let it grow - Renaissance
Lotta Love - Neil Young
What's the matter here - 10.000 Maniacs
As tears go by - Rolling Stones
Angie - Rolling Stones
Tears - Rush
Where the wild roses grow - Nick Cave
Shanti Mantra - Ravi Shankar

Querido, essa seleção memorável eu guardarei pra sempre, sempre... Enquanto eu viver, vou saber que essa é sua música predileta.

Ainda há muito que ainda não vi. Muito que ainda gostaria de não ver para não ter medo de não deixar ir, de me apegar. Mas essa semana, que é a última das férias, me pede para agir. Há muita coisa que me aguarda até a próxima sexta-feira. Tenho que abrir espaço - não só o físico, mas mental, para as coisas novas nascerem. Porque é tempo de criATIVIDADE!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Top 5 - parte V

Chegamos ao topo do top! E enfim o Dia dos Namorados chegou...

Meu namorado diz que não gosta de contar o tempo. E de fato, ele nunca conta. E nunca comemoramos o dia em que começamos a namorar. Sei que ele se lembra, mas não marcou no calendário o dia do nosso primeiro beijo e como ele foi. Eu me lembro até hoje da sensação. E da série de eventos "místicos" que nos aproximou e me fez ter a certeza de que eu e ele somos um do outro. Foi num dia 13/06. Vimos um filme nada romântico - "O Advogado do Diabo" - num cinema que nem existe mais - do extinto Central Shopping (que não tinha nada de central). Isso foi há tanto tempo... É... muita coisa aconteceu de lá pra cá. Coisas que nenhum de nós sequer imaginaria...

A música escolhida para ser a nº 1 já esteve aqui no blog. Pasmem! Num dia 12! Em outubro... E eu também tinha estado resfriada, como estou agora. E hoje também estou, melhor. O que eu disse naquele dia 12, cabe muito bem para o 12 de hoje. Mas a justificativa para que essa música seja a minha #1 desse top 5 é que esse vídeo expressa de uma maneira muito delicada o amor entre duas pessoas. A letra fala de como eu me sinto em relação ao que eu (ainda) sinto pelo meu namorado depois de todos esses anos juntos. Tentarei traduzir:

Our love has changed,
It’s not the same,
And the only way to say it
Is say it .. it’s better.

(Nosso amor mudou, não é mais o mesmo... e o único jeito de dizer é dizer que ele é... ele é melhor)

I can’t concede,

This way I feel,
For all the time we spent, together,
Forever .. just gets better.

(Não posso te explicar claramente o jeito que eu me sinto... por todo esse tempo que passamos juntos, pra sempre... apenas tem se tornado [a cada dia] melhor)

See what I’m trying to say is:
You make things .. better
And no matter what the day is,
With you here .. it’s better.

(Veja, o que eu estou tentando dizer é que você faz as coisas... melhores. E não importa qual dia seja, com você comigo, [sempre] é melhor)

I’ll stand by you,
If you stand by me.
I think time that I, reveal it,
‘Coz I believe it
It’s better

(Eu te apoio se você me apoia. O tempo revela isso para mim, porque eu acredito... É melhor)

See what I’m trying to say is:
You make things .. better
And no matter what the day is,
With you here .. it’s better

(Veja, o que eu estou tentando dizer é que você faz as coisas... melhores. E não importa qual dia seja, com você comigo, [sempre] é melhor)

Ooh the more I .. talk .. to .. you
The more in love with
E .. vry .. thing .. you .. do

(E quanto mais eu falo com você, mais eu me apaixono por tudo que você faz)

Doo doo doo doo doo doo

See what I’m trying to say is:
You make things .. better
And no matter what the day is,
With you here .. it’s better

(Veja, o que eu etou tentando dizer é que você faz as coisas... melhores. E não importa qual dia seja, com você comigo, [sempre] é melhor)

Our love has changed
It’s not the same
And the only way to say it
Is say it .. it’s better

(Nosso amor mudou, não é mais o mesmo... e o único jeito de dizer é dizer que ele é... ele é melhor)

Dedico essa canção a todos os apaixonados de hoje, em especial meu amigo @Nmarques e sua namorada, a quem esse vídeo me faz recordar um momento especial deles e que acabou se tornando meu também.

FELIZ DIA DOS NAMORADOS!




quinta-feira, 11 de junho de 2009

Top 5 - parte IV

Oi zentes! Vim postar rapidinho a 2ª colocada. Essa deveria, na verdade, ser a #1!! No meu coração e no de muita gente, aliás, ela é. Minha eleita de amanhã também tal vez seja uma escolha injusta, tamanha a beleza da que eu deixei ficar em 2º lugar. Amanhã, espero que vocês entendam...

Essa música é trilha sonora do dia dos namorados pra sempre! Acho que isso ficou ainda mais claro pra mim quando a MTV, na década de 90 - não sei se foi 92, não me lembro mais... - fez um especial dos Namorados daquele ano. A vinheta era essa música. O programa especial trazia vários artistas escolhendo as músicas mais românticas e declarando seu amor... Foi a melhor fase da MTV pra mim... Hoje em dia, não consigo mais assistir. Uma pena mesmo, foi uma época tão boa!

Parece muita coincidência que mais de uma música desse top 5 seja da década de 70, mas o que eu posso fazer se as melhores canções são da década em que eu nasci? Foi uma época em que ainda havia quem sabia fazer música de amor de verdade, sem ser baba demais, sentimental na dose certa. Mas o fato é que essa música, na verdade, foi feita na década anterior! Vamos entender melhor...

Se tínhamos aqui Sandy & Jr (talvez a comparação não seja muito feliz, reconheço - mas não pude evitar! xD), na época havia Karen & Richard - The Carpenters. Eles estiveram no topo das paradas americanas muitas vezes. Suas versões para canções famosas - tais como "Please, Mr. Postman" (The Marvelettes) e "Ticket to ride" (The Beatles) - foram e são até hoje muito reconhecidas. Inclusive, "Close to you", composta por Burt Bacharach e lançada em 1963, interpretada por Richard Chamberlain (ator americano muito famoso como Dr. Kildare (Alô, Dr. House!), mas em minha memória importalizado pelo personagem Ralph de Bricassart, em Pássaros Feridos - originalmente The Thorn Birds), com título original "They Long to Be Close to You". No mesmo ano, Dionne Warwick a interpreta e grava como demo, regravada no ano seguinte com novo arranjo do compositor para a cantora. A versão ficou registrada como Lado B da cantora (1965), em "Here I am". Curioso como uma canção, aparentemente obscura, tornou-se um grande hit na década seguinte, na voz de Karen...



Infelizmente, Karen sofria de um mal hoje bastante conhecido e tratável, se detectado precocemente: Anorexia nervosa. Veio a falecer, muito jovem, por complicações causadas por esse distúrbio...

P.S: Eu estava me lembrando que o dia 12/06 não é uma data especial para "nós" (eu e meu namorado), mas sim o dia 13/06... Amanhã vou contar tudo! Aguardem... ;)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Top 5 - parte III

A 3ª colocada é uma música muito conhecida na voz de uma mulher. Nicollete Larson ganhou "Lotta Love" de presente (se não me engano) em 1978 do mestre das baladas inabaláveis Neil Young. A música ganhou fama na voz dela, mas a versão do compositor me agrada muito mais.

Uma pena não ter encontrado o vídeo dele e nem ter um decente dela pra pôr aqui... Mas dá pra curtir assim mesmo... Juntinho, bem a dois!

Edit: A versão da cantora foi gravada posteriormente à de Neil Young, com um arranjo bem diferente. A versão original foi realmente gravada em 1978, no álbum "Comes a time" (aliás, meu favorito dele!). A versão de Nicollete fez muito muito sucesso mesmo, mais do que a original...


Top 5 - Parte II

Hoje foi um dia estranho. Não entrarei em detalhes. Só digo que terminou bem, afinal...

E então? Qual será a música nº 4 da listinha das mais românticas? Olha, a lista original tem mais de 5 e está muito, muito difícil selecionar...

Sinto muito se vai parecer que essa lista só vai ter música dos Beatles. Na verdade, essa é de um dos Beatles. Não é o meu predileto. O meu beatle favorito foi e sempre será o George. Logo a seguir, vem ele: o John. Integrados, eles formavam um só corpo. Assim, para mim, George era o espírito; John, o coração. O Paul sempre foi fera nas baladas românticas. Mas a paixão de John por Yoko rendeu uma das músicas mais românticas do mundo, na minha humilde opinião. Quem não queria ser uma Yoko para ouvir do amado essas palavras: "Mulher, eu quase não consigo expressar minhas emoções confusas na minha negligência. Afinal de contas, estou eternamente em dívida com você. E, mulher, eu tentarei expressar meus sentimentos interiores e gratidão por me mostrar o significado do sucesso (...) Então, deixe-me te dizer de novo e de novo e de novo: Eu te amo, sim, sim, agora e eternamente."


quinta-feira, 21 de maio de 2009

A Legião Urbana - Metal contra as nuvens


A Legião fez parte da minha formação; da formação do meu caráter lírico. Eu era uma adolescente cheia de sonhos, cheia de vontade - de entender, de sentir e de viver. Cantava Faroeste Cabloco inteira de cor. Perdi o último show que fizeram em BH (uma vergonha que eu tenho dessa cidade e das pessoas que fizeram o que fizeram com o Renato aquele dia). Eu não entendia... Eu apenas sentia.

A música "Metal contra as nuvens" é tão diferente de tudo, tão diferente daquela fórmula tão comum de música: tema (sempre banal e óbvio) e refrão. Essa canção é uma quebra de "paradigma". A letra tem tanta poesia, tanta metáfora... E o sentido, fica com quem ouve, com quem consegue extraí-lo.

Essa música hoje faz muito mais sentido para mim do que naquela época. Não vou dizer... Deixo você tentar entender, como eu tentei... E de certa forma, consegui.

Veja o vídeo da versão acústica da canção clicando aqui.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O talento de Susan Boyle




Susan é uma escocesa que vive "sozinha" - na companhia de seu gatinho Peebles. É uma "coroa" de 47 anos, "feia" (todas as notas de jornais online reforçam essa ideia) - nunca foi beijada - e "ridícula" - todos esperavam que ela pagasse um mico. Acontece que Susan surpreendeu não somente a Grã-Bretanha como o mundo todo com sua voz de ouro! A canção escolhida pela cantora foi bem apropriada: I dreamed the dream - do musical Les Miserables. E eu, particularmente, acredito que ela realizou muito mais do que ela pôde sonhar numa vida inteira.

A performance de Susan é emocionante. Não apenas por sua voz magnífica, mas pelo brilho de sua personalidade carismática - alegre, encantadora, humilde mas autoconfiante. Ela desbancou e derrubou vigorosamente a ridícula máscara do preconceito humano que sempre espera o risível e tem o deboche - na cara (quando não diz) e no tom da voz (quando resolve dizer quando devia se calar). Dos três jurados, apenas Amanda (um dos rostos bonitinhos da Inglaterra) não esperou dela o pior. Em seu rosto havia a expectativa do admirável. Foi a única que demonstrou algum respeito pela candidata antes mesmo de sua performance. O escárnio chega ao auge quando Susan diz que seu sonho é ser como Elaine Paige - a grande cantora de musicais da Grã-Bretanha. Nesse momento, a plateia ri. E quando Susan solta sua voz, seguido do breve silêncio constrangedor, a mesma plateia que riu e esperou dela o ridículo, aplaude insurdecedoramente. Bando de hipócritas!

Susan não me surpreendeu - porque eu não esperava dela o pior, o ridículo: ao contrário. Ela simplesmente me emocionou porque ela teve coragem - a coisa mais importante que precisamos ter para enfrentar todas as dificuldades da vida. Susan, você é DEMAIS! Ainda bem que existem muitas Susans nesse mundo. E felizes são aqueles que têm o privilégio de conhecê-las e principalmente reconhecê-las!




terça-feira, 7 de abril de 2009

The Dears - Gang of Losers

O Dears é uma banda mista de origem canadense. Essa música particularmente lembra bastante Coldplay e Radiohead - mas tem uns arranjos muito muito diferentes durante a música. Eu achei extremamente criativo...

Tenho trabalhado com meus alunos o conceito de intertextualidade e é tão bacana ver o conceito na prática... Quero dizer que de fato quanto mais conhecimento de mundo, quanto mais capital cultural você consegue adquirir, maior vai ser sua compreensão e deleite.

É extremamente curioso que essa banda também tenha surgido originalmente na década de 90 e só agora, no novo século, que tem seu trabalho mais reconhecido. Essa música é do álbum Gang of Losers, de 2007 - muito bem recebido pela crítica e nomeado a vários prêmios. Outra: eles já abriram show pra muita gente boa... Adivinha pra quem? KEANE! Amei saber disso...

Sei que a Dafne vai reclamar dizendo que eu só falo de música... Mas é que eu tenho achado tanta coisa legal, que eu tinha que registrar aqui. De fato, tem acontecido tanta coisa na minha vida que está precisando ser registrada aqui, mas isso é assunto para um próximo post.


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Now playing: Dears - You & I Are A Gang Of Losers
via FoxyTunes

domingo, 5 de abril de 2009

High - James Blunt

Eu sempre gostei dessa música. Mas hoje, particularmente, eu acordei com vontade de ouvi-la antes de mais nada. Engraçado é que a gente, mesmo conhecendo a língua, nunca presta atenção realmente no que ela diz. Então, eu fiz como costumo fazer todas as vezes que eu sinto essa vontade inexplicável de ouvir determinada música. Pronto, tá tudo explicado... Para quem é "bom entendedor", pingo é letra. Essa é para meu namorado, Cláudio - HOJE e pra sempre.



Belo amanhecer,
Ilumina a beira da praia pra mim.
Não há mais nada no mundo,
Que eu prefira acordar e ver, (com você)...

Belo amanhecer,
Eu estou correndo atrás do tempo,
Pensei que morreria sozinho, numa noite sem fim.

Mas agora estou nas alturas...
Correndo alegre no meio das estrelas lá em cima.
Às vezes...
É difícil de acreditar que você lembra de mim.

Belo amanhecer,
Se mistura com as estrelas outra vez.
Você lembra do dia, quando a minha jornada começou?
Você lembrará do fim, (do tempo)?

Belo amanhecer,
Você está apenas avivando minha memória, outra vez,
Pensei que tivesse nascido numa noite sem fim, até você brilhar...

Mas agora estou nas alturas...
Correndo alegre no meio de todas as estrelas lá em cima.
Às vezes...
É difícil de acreditar que você lembra de mim.

Será você o meu ombro, quando eu estiver grisalho e velho?
Prometa-me que o amanhã começa com você,

Subindo...
Correndo alegre entre todas as estrelas lá em cima.
Às vezes...
É difícil de acreditar que você lembra de mim.

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Now playing: James Blunt - High
via FoxyTunes

terça-feira, 31 de março de 2009

Sideways - Let's Go Sailing

Em primeiro lugar, dedico esse post ao meu namorado que me ensinou e me ensina todos os dias tudo que eu sei sobre música. Foi ele quem instilou em mim o desejo do conhecimento a respeito de música em geral - o que refinou profundamente meu gosto. Além disso, é a esse conhecimento que atribuo meu elevado grau de satisfação na apreciação musical. Ouvir música para mim é algo tão delicioso como saborear um autêntico prato da mais alta gastronomia! É um hábito que se tornou tão necessário e urgente para mim como respirar e usar óculos...

Se me perguntam, sempre respondo que sou eclética. Mas quem me conhece bem, sabe o som que eu curto. Tem sempre algo de pop, mas não é senso comum. É sempre doce, suave e, muitas vezes, alegre. Essa particularmente tem sons de violinos clássicos soando lado a lado de uma voz calma e macia - nem grave nem aguda.

Meu namorado curte de tudo: de trash metal obscuro a música experimental de qualquer lugar do mundo. Eu não sou como ele. Eu tenho o gosto bem particular... Assim, eu achei Let's Go Sailing. Há pouquíssimo sobre eles (na verdade, se entendi bem, surgiu a partir um projeto de uma menina chamada Shana Levy). É classificada como uma 'twee band' - algo que está muito na moda ultimamente. (Twee em inglês significa exageradamente delicado) Se a gente observar bem, vai perceber que a Mallu Magalhães segue essa onda twee - mas aquela vozinha soprosa dela não me agrada!

Ele costuma procurar música para apreciar. Eu peguei esse hábito dele... Mas comigo, a coisa acontece de uma forma menos científica - digamos... É a música que acaba me encontrando! Foi assim com essa canção. Ela tocou no meu shuffle hoje - ela está na minha playlist já há alguns meses e não havia sido tocada, acreditam? Para vocês terem noção da quantidade de música que eu tenho aqui no pc... Bem, para o dia de hoje, caiu como uma luva! E porque eu sei que ele também vai gostar, porque lembra muito Monkey Swallows the Universe - que ele adora! - e eu me lembrei dele ao ouvi-la!



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Now playing: Let's Go Sailing - Sideways
via FoxyTunes

sexta-feira, 13 de março de 2009

"Esqueçam seus problemas e aproveitem a noite" - Show do Keane em BH

Não sou o Wally, mas quero ver se me encontra na foto! hahaha...



Pior que não conseguir alguma coisa - realizar um desejo, fazer uma prova e ser bem sucedido, conseguir "aquele" emprego, fechar "aquele" negócio, viajar pra "aquele" lugar... - é QUASE conseguir aquela coisa. Já faz algum tempo que eu só ando batendo na trave. Pior: na boca do pênalti!

Os ingressos para o show estavam comprados desde antes do Carnaval. Eu sou fã dos caras há bastante tempo. E nunca me acostumei com o fato de que sempre que eu dizia que gostava deles, sempre me diziam: nunca ouvi falar. Eu achei muito estranho a chamada para o show escolhida pela divulgação - algo do tipo "nova sensação" do rock britânico... (Keane foi formado há mais de 10 anos, mas só estouraram em 2004 - não é nada, não é nada, são 5 anos, poh!)

Bem, eu estava muito ansiosa pela noite de hoje e tive uma chance única na vida perdida - consegui entrar na lista para assistir à passagem de show com a banda e conhecê-los pessoalmente. Um mal entendido telefônico pôs fim numa alegria sem preço... Eu hoje havia esquecido realmente todos meus problemas e me entregado à feliz possibilidade de estar ao lado deles de pertinho, cara a cara. Tudo deu errado. Tudo! Horas antes do show eu estava suada, descabelada e desolada. Pensei em quantas coisas que eu preciso e quero conseguir que eu sempre acabo ficando no "quase". Entrei no carro cabisbaixa, cansada e me sentindo miserável apesar de estar ali, realizando o sonho de vê-los cantando ao vivo. Pensei no quanto o quase é cruel - tão melhor seria nem haver a possibilidade a quase conquistá-la... Mas agora eu sei: se a gente não aprende o que tem que aprender com o quase, o "eu consegui!" não será tão maravilhoso quanto deve ser!

Perdi a chance de conversar e tirar fotos com Tim, Tom e os outros rapazes que eu adoro. Na minha mania de auto-comisseração, quase perdi o encanto de estar num show do Keane no Brasil - e melhor: na minha cidade! Quem conheceu a banda desde "Hopes & Fears" se assustou vendo um "brand new" Tom Chaplin. No auge da carreira da banda, Tom sofreu muitas críticas por estar "acima do peso" e por sua origem "humilde". Isso o afetou tão negativamente que quase o destruiu. Tom hoje é magro e já saiu da rehab, totalmente recuperado. Sua voz está infinitamente melhor e hoje ele realmente assumiu, de verdade e com brilhantismo, a liderança do time!

Se Tom ficou surpreso - tanto quanto eu, porque não conhecia ninguém além de mim e do meu namorado que amassem tanto o Keane - com a calorosíssima recepção belo horizontina, ficamos ainda mais surpresos ao ouví-lo falar a "nossa língua" - literalmente: Tom não apenas nos deu boa noite, mas nos brindou com frases completas em português. Disse: "Esqueçam seus problemas e aproveitem a noite". Foi como se ele tivesse jogado em mim o pó de pirlimpimpim, transportando-me para um mundo sem problemas - nem esperanças, nem medos. Um lugar onde só existia aquele momento, aquelas canções e aquela vibração...

Eu nunca me emocionei assistindo a um show a ponto de ir às lágrimas. Mas quando Tom cantou "This is the last time" e tocou no violão (sozinho) "Bend and Break" eu chorei. Meu Belo Horizonte fez bonito: encantou e cantou junto. Fizemos Tom descer do palco e vir pra perto de nós. Cantamos todas as canções do setlist e dançamos muito em "Spiraling" e em várias outras! "You Don't See Me" foi um dos pontos mais altos do show, tendo sido eleita por Tom a melhor música da banda. Fomos agraciados com a versão do Keane para "Under Pressure" e o show foi maravilhosamente encerrado com "Bedshaped".

Eu estava exausta, suada, com os pés latejando de dor e, na minha frente, havia um mar de gente com suas câmeras digitais registrando tudo - e aproveitando quase nada! Entretanto, durante aquela 1 hora e meia de show, eu suportei tudo e esqueci de tudo de ruim também.

É bem verdade que eu quase consegui dizer para eles pessoalmente o quanto eu esperei por "aquele" momento. Mas eu sei que ter conseguido estar no show essa noite valeu muito, mas muito mais do que eu poderia imaginar! E eu quase estraguei tudo! Obrigada, Tom... Por suas palavras mágicas. Especialmente aquelas: "Eu prometo, do fundo do meu coração, que vamos voltar à cidade do Belo Horizonte tão logo quanto possível". Não, não foi a última vez... E sim, eu tenho esperança, sem temores: e da próxima vez, o quase vai ser "eu consegui"!




segunda-feira, 2 de março de 2009

Positivity

Não tem segunda-feira que derrube meu humor, começando o dia ouvindo essa música:

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Introducing Ingrid Michaelson

Desde dezembro do ano passado que meu passatempo preferido tornou-se baixar e assitir séries americanas. Nos anos 80, elas eram consideradas enlatados - consumia-se muito! Elas infestavam a tv aberta e em horários bastante comerciais. Hoje em dia, elas se concentram nos canais de tv por assinatura - Fox, Sony, AXN, etc... A Globo comprou Lost - que foi (não sei se ainda é) uma febre -, 24 Horas e está exibindo a recente Prision Break. Algumas séries bem populares como Smallville e Ugly Betty estão no SBT. Infelizmente, o horário reservado para elas na tv aberta é péssimo! Talvez seja por isso mesmo que eu nunca tenha tido saco pra acompanhá-las - exceto Smallville, que sempre fui fã. No ano passado, criei o hábito de ficar acordada até altas horas. Foi assim que vi um episódio de Grey's Anatomy - 2.09 - Thanks for the memories. Eu já sabia sobre essa série desde 2006, por causa da filha da minha orientadora que era fã incondicional. Nunca tinha me animado a ver. Até aquela noite... Não entendi nada, obviamente. Peguei o bonde andando. Mas sabe o que me agradou? A trilha sonora!

Grey's Anatomy é uma série médica - nos anos 90, eu fui muito fã de E.R (Plantão Médico - de onde saiu George Clooney). Grey's... é bacana porque ela dosa humor, drama e romance - na medida certa! A música de abertura já anuncia a tônica das músicas da série: Cosy in the Rocket, música da banda britânica Psapp. Grey's é recheada de hits do indie!! Prato cheio pra mim... Eu assisti todas as temporadas quase ininterruptamente por semanas - tão viciada eu fiquei. A série revelou para mim lindas canções e intérpretes maravilhosos! Posso fazer uma lista enorme aqui, mas vou falar apenas sobre a Ingrid....


Ingrid Michaelson é uma nova-iorquina que faz o melhor indie pop da década! Conheci The way I am ouvindo a 90fm Blumenau , mas a canção está no episódio Six Days - part 1. Foi uma surpresa gostosa ouvir uma canção conhecida em Grey's... Um dos melhores momentos da série inteira é embalado pela canção Keep breathing (encerra a 3ª temporada, no episódio Didn't We Almost Have it All?), composta especialmente para Grey's. Grandes nomes do cenário pop atual como Joshua Radin, Jason Mraz e Sara Bareilles cantam com ela... One tree hill também tem algumas de suas músicas. Sendo uma estrela, Ingrid não deixa de ser uma jovem como nós. Por motivos óbvios, ela mantem seu perfil no MySpace. Mas o fascinante é saber que a artista tem um perfil (hiper) ativo no Twitter que é administrado pela PRÓPRIA CANTORA! Sim, é ela mesmo quem twitta! Tem um blog super gracinha, que eu recomendo: Bliggty Blog by Ingrid Michaelson. É tão bacana saber que seu artista favorito é como a gente... Eu tenho essa satisfação. Eu acompanho a Ingrid no Twitter e sei várias coisas sobre ela (contadas por ela mesma): é viciada em Nutella, adora Lost e posta no blog! Sim, Ingrid é gente como a gente! ^__^




Cena final do episódio final da 3ª temporada (SPOILER!)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Life is wonderful - Jason Mraz

Essa música é o espírito do meu dia. O som da minha voz, hoje.

Eu não sei o que vai acontecer daqui há um segundo. Mas eu sinto que a vida é o bem mais precioso que temos e nada, nada do que aconteça deveria nos fazer desejar que ela termine...

Desafios, dificuldades, obstáculos. Fazem parte. Aprendizado: Sempre!

Uma tristeza, uma mágoa... São mesmo alguma coisa quando uma alegria fecunda inunda o espírito? Não. Nenhuma dor que eu tenha sentido, nenhuma agressão verbal ou física representam qualquer coisa quando eu posso sentir uma alegria totalmente nova!

A Vida é Maravilhosa - Jason Mraz

É preciso um guindaste para construir um guindaste
É preciso duas pessoas para fazer uma estória
É preciso um ovo para ter uma galinha
É preciso uma galinha para ter um ovo
Não há fim para o que estou dizendo

É preciso um pensamento para obter uma palavra
E é preciso algumas palavras para se obter uma ação
E é preciso algumas ações para se obter um resultado
É preciso uma pouco de bondade para se magoar
É preciso um pouco de maldade para se satisfazer

Ah la la la la la la a vida é maravilhosa
Ah la la la la la la a vida é um circulo completo
Ah la la la la la la a vida é maravilhosa
Ah la la la la

É preciso da noite para se ter a madrugada
E é preciso um dia para te entediar
É preciso do velho para te fazer jovem
É preciso do frio para reconhecer o Sol
É preciso de um para ter o outro

E não é preciso de tempo algum para se apaixonar (fall in love)
Mas é preciso anos para saber oque é o amor (love)
E é preciso algum medo para você confiar
É preciso daquelas rachaduras para se enferrujarem
É preciso do pó para se polir

Ah la la la la la la a vida é maravilhosa
Ah la la la la la la a vida é um circulo completo
Ah la la la la la la a vida é maravilhosa
Ah la la la la

É preciso do silencio para se fazer o som
E é preciso perder antes de achar algo
E é preciso um caminho para se ir nenhum lugar
É preciso uma taxa para você se importar
É preciso um buraco para ter uma montanha

Ah la la la la la la a vida é maravilhosa
Ah la la la la la la a vida é um círculo completo
Ah la la la la la la a vida é maravilhosa
Ah la la la la la la a ida é cheia de significados
Ah la la la la la la a vida é maravilhosa
Ah la la la la la la it is so... maravilhosa
Tão significativa
Tão maravilhosa
Significativa
Maravilhosa
Significativa
É um círculo completo
Maralhivosa
Significativa
Círculo Completo
Maravilhosa