O Dears é uma banda mista de origem canadense. Essa música particularmente lembra bastante Coldplay e Radiohead - mas tem uns arranjos muito muito diferentes durante a música. Eu achei extremamente criativo...
Tenho trabalhado com meus alunos o conceito de intertextualidade e é tão bacana ver o conceito na prática... Quero dizer que de fato quanto mais conhecimento de mundo, quanto mais capital cultural você consegue adquirir, maior vai ser sua compreensão e deleite.
É extremamente curioso que essa banda também tenha surgido originalmente na década de 90 e só agora, no novo século, que tem seu trabalho mais reconhecido. Essa música é do álbum Gang of Losers, de 2007 - muito bem recebido pela crítica e nomeado a vários prêmios. Outra: eles já abriram show pra muita gente boa... Adivinha pra quem? KEANE! Amei saber disso...
Sei que a Dafne vai reclamar dizendo que eu só falo de música... Mas é que eu tenho achado tanta coisa legal, que eu tinha que registrar aqui. De fato, tem acontecido tanta coisa na minha vida que está precisando ser registrada aqui, mas isso é assunto para um próximo post.
Em primeiro lugar, dedico esse post ao meu namorado que me ensinou e me ensina todos os dias tudo que eu sei sobre música. Foi ele quem instilou em mim o desejo do conhecimento a respeito de música em geral - o que refinou profundamente meu gosto. Além disso, é a esse conhecimento que atribuo meu elevado grau de satisfação na apreciação musical. Ouvir música para mim é algo tão delicioso como saborear um autêntico prato da mais alta gastronomia! É um hábito que se tornou tão necessário e urgente para mim como respirar e usar óculos...
Se me perguntam, sempre respondo que sou eclética. Mas quem me conhece bem, sabe o som que eu curto. Tem sempre algo de pop, mas não é senso comum. É sempre doce, suave e, muitas vezes, alegre. Essa particularmente tem sons de violinos clássicos soando lado a lado de uma voz calma e macia - nem grave nem aguda.
Meu namorado curte de tudo: de trash metal obscuro a música experimental de qualquer lugar do mundo. Eu não sou como ele. Eu tenho o gosto bem particular... Assim, eu achei Let's Go Sailing. Há pouquíssimo sobre eles (na verdade, se entendi bem, surgiu a partir um projeto de uma menina chamada Shana Levy). É classificada como uma 'twee band' - algo que está muito na moda ultimamente. (Twee em inglês significa exageradamente delicado) Se a gente observar bem, vai perceber que a Mallu Magalhães segue essa onda twee - mas aquela vozinha soprosa dela não me agrada!
Ele costuma procurar música para apreciar. Eu peguei esse hábito dele... Mas comigo, a coisa acontece de uma forma menos científica - digamos... É a música que acaba me encontrando! Foi assim com essa canção. Ela tocou no meu shuffle hoje - ela está na minha playlist já há alguns meses e não havia sido tocada, acreditam? Para vocês terem noção da quantidade de música que eu tenho aqui no pc... Bem, para o dia de hoje, caiu como uma luva! E porque eu sei que ele também vai gostar, porque lembra muito Monkey Swallows the Universe - que ele adora! - e eu me lembrei dele ao ouvi-la!
Desde dezembro do ano passado que meu passatempo preferido tornou-se baixar e assitir séries americanas. Nos anos 80, elas eram consideradas enlatados - consumia-se muito! Elas infestavam a tv aberta e em horários bastante comerciais. Hoje em dia, elas se concentram nos canais de tv por assinatura - Fox, Sony, AXN, etc... A Globo comprou Lost - que foi (não sei se ainda é) uma febre -, 24 Horas e está exibindo a recente Prision Break. Algumas séries bem populares como Smallville e Ugly Betty estão no SBT. Infelizmente, o horário reservado para elas na tv aberta é péssimo! Talvez seja por isso mesmo que eu nunca tenha tido saco pra acompanhá-las - exceto Smallville, que sempre fui fã. No ano passado, criei o hábito de ficar acordada até altas horas. Foi assim que vi um episódio de Grey's Anatomy - 2.09 - Thanks for the memories. Eu já sabia sobre essa série desde 2006, por causa da filha da minha orientadora que era fã incondicional. Nunca tinha me animado a ver. Até aquela noite... Não entendi nada, obviamente. Peguei o bonde andando. Mas sabe o que me agradou? A trilha sonora!
Grey's Anatomy é uma série médica - nos anos 90, eu fui muito fã de E.R (Plantão Médico - de onde saiu George Clooney). Grey's... é bacana porque ela dosa humor, drama e romance - na medida certa! A música de abertura já anuncia a tônica das músicas da série: Cosy in the Rocket, música da banda britânica Psapp. Grey's é recheada de hits do indie!! Prato cheio pra mim... Eu assisti todas as temporadas quase ininterruptamente por semanas - tão viciada eu fiquei. A série revelou para mim lindas canções e intérpretes maravilhosos! Posso fazer uma lista enorme aqui, mas vou falar apenas sobre a Ingrid....
Ingrid Michaelson é uma nova-iorquina que faz o melhor indie pop da década! Conheci The way I am ouvindo a 90fm Blumenau , mas a canção está no episódio Six Days - part 1. Foi uma surpresa gostosa ouvir uma canção conhecida em Grey's... Um dos melhores momentos da série inteira é embalado pela canção Keep breathing (encerra a 3ª temporada, no episódio Didn't We Almost Have it All?), composta especialmente para Grey's. Grandes nomes do cenário pop atual como Joshua Radin, Jason Mraz e Sara Bareilles cantam com ela... One tree hill também tem algumas de suas músicas. Sendo uma estrela, Ingrid não deixa de ser uma jovem como nós. Por motivos óbvios, ela mantem seu perfil no MySpace. Mas o fascinante é saber que a artista tem um perfil (hiper) ativo no Twitter que é administrado pela PRÓPRIA CANTORA! Sim, é ela mesmo quem twitta! Tem um blog super gracinha, que eu recomendo: Bliggty Blog by Ingrid Michaelson. É tão bacana saber que seu artista favorito é como a gente... Eu tenho essa satisfação. Eu acompanho a Ingrid no Twitter e sei várias coisas sobre ela (contadas por ela mesma): é viciada em Nutella, adora Lost e posta no blog! Sim, Ingrid é gente como a gente! ^__^
Cena final do episódio final da 3ª temporada (SPOILER!)
Essa semana que passou foi difícil. Peguei um resfriado que me deixou de cama!... Eu, como boa ariana, lutei bravamente e cá estou: melhor.
Eu interpreto as circunstâncias dessa forma: tudo é um desafio para que a gente alcance o melhor: uma saúde melhor, uma idéia melhor, uma vida melhor, enfim... Deveríamos estar abertos para essas experiências com espírito de aprendiz. Tudo é para nos ensinar... Tudo!
À propósito disso que vou contar agora - e não o contrário, como o início deste post dá a entender - eu vim compartilhar o vídeo de uma canção linda chamada Better. O cantor é inglês: de Suffolk (região da Cornuália). Seu nome: Tom Baxter. Ele já está na estrada desde 2004, mas seu último álbum ganhou boas posições nas paradas inglesas em 2007. A canção é singela, bem no estilo das composições do filme "Once" (que ganhou o Oscar de melhor canção original esse ano) e muito parecido com Damien Rice. Seria esse um estilo novo? Parece indie... Mas seria necessário uma categoria especial dentro do indie para classificá-la com propriedade. O clip dessa música é tão adorável! Compartilho com vocês!
Acho que é para elas que ele canta, que ele compõe. Conhecendo-o em seus clips estranhos - distoantes das canções "folk indie" - poderíamos imaginá-lo pilotando caças ou um boing? Sim, James Blunt é formado em engenharia aeroespacial. Me surpreendeu saber que ele serviu o exército em Kosovo (algo me lembra Elvis e Hendrix servindo). A verdade é que ele vem de uma família muito tradicional e o pai é militar. Acredito que o que tenha feito uma grande diferença em sua vida foi sua experiência de estudar em um colégio interno, afastado do convívio familiar. Sobre si mesmo, diz que não se sente diferente de quando tinha 8 anos (alguma coincidência ou acaso com respeito ao que eu disse ontem à respeito de infância?): "No pátio do recreio garotos e garotas ficam fofocando sobre quem beijou quem, quem disse o quê sobre quem, quem não é legal por não estar usando a roupinha da moda... Agora, numa escala global, as pessoas escrevem sobre quem beijou quem, quem disse o quê e quem está usando as roupinhas da moda".
Outras declarações peculiares:
(sobre Back to Bedlam) "Trata-se de uma muito honesta, um tanto quanto ingênua coleção de pensamentos, emoções e experiências. Eu jamais imaginaria que alguém as ouviria".
"Nós estamos realmente passando por essa inacreditável experiência chamada 'vida' e temos estado tentando entendê-la e entender por que diabos estamos nela. Eu realmente amo a vida. Eu realmente tento curti-la ao máximo, mas ela realmente me perturba e à medida que vou vivendo, sobrevém um certo apego - afinal, a vida não é muito longa. E a gente imagina o que tem feito para sair dela e empreendemos uma busca por um maior e mais amplo significado para ela. Por isso fazemos as coisas que fazemos para preenchê-la. Acho que todos passamos por isso".
"Minha música é autobigráfica. Ela é a expressão de mim mesmo e foi feita para mim".
"É necessário expressar. De outra forma, eu seria apenas um britânico usando um escudo".
"Ser sensível não é ser um fraco. Ser sensível é estar tão dolorosamente desperto que até mesmo uma pulga picando um cachorro soa como uma bomba sônica". (citando Jeff Buckley)
Influências: Fleetwood Mac, Don Mclean, Elton John, Steely Dan, David Bowie e (pasmem) Led Zeppelin.
Duas de suas canções viraram hits por fazerem parte de trilha sonora de novelas globais. Mas será que as mesmas pessoas que ouviram incansavelmente 'You're beautiful' e 'Same mistake' são capazes de apreciar igualmente 'Wiseman' e 'Carry you home'? Bem, essa última parece ser a nova música de trabalho pois recentemente assisti o clip na MTV (aquele meu velho hábito matinal) e não me canso de ouvir. Me disseram que James também tem formação em Sociologia. Não pude certificar, mas se for verdade, pode ser que seja por isso que ele tenha e queira dizer algo às ínumeras almas perdidas desse nosso mundo.
Supergrass é uma banda do cenário britânico – são de Oxford os três (agora quatro) rapazes alegres que gostam de uma certa erva que dá "barato". Quem tenha vivido (bem ou mal) os anos 90, vai lembrar daquela música deles que já nasceu clássica: Alright.
Indie. Indie puro! Quando ganharam expressão e destaque, ficaram entre as melhores bandas do british pop da época: Blur e Elástica. Puxa, como me lembro daquele tempo... Parece que foi ontem! Eles ficaram meio apagados pelo brilho de outras bandas britânicas de forte expressão como Oasis e Radiohead. E eu, até bem pouco tempo – antes de retomar meu hábito antigo, aquele mencionado ontem! – tinha pensado que essa banda nem existia mais. Mas a "super grama" está "de volta" – de disco novo. E os caras estão direto na MTV – pelo menos no horário em que assisto... Parece até jabá!... O que importa se for, se o som é bom?