Mostrando postagens com marcador Séries. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Séries. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de junho de 2011

Winter is coming - Game of Thrones, a nova febre mundial


O inverno chegou para nós dos trópicos no último dia 21 sem muito alarde. Morando aqui em São Paulo, já passei por temperaturas mais baixas antes mesmo da estação mais fria do ano chegar... Fui a Minas no feriado e trouxe de lá todas minhas lãs, agulhas e agasalhos - um verdadeiro arsenal para me manter aquecida(embora tenha esquecido as meias...). Mas antes mesmo que o inverno aportasse em terras tropicais, uma série produzida pela HBO já anunciava que o inverno seria quente... Refiro-me à mais nova febre mundial intitulada Game of Thrones.

Game of Thrones (ou apenas GOT), série produzida pela HBO baseada na obra A Game of Thrones de George R. R. Martin, segue o filão do bom-mocismo maniqueísta - de um lado, heróis cheios de nobreza e escrúpulos e de outro, vilões sanguinários e loucos. Fãs de AD&D - os vulgos nerds do passado e atuais geeks - foram todos seduzidos pela trama envolvente de David Benioff e D. B. Weiss. Há alguns rostos bem familiares - reconheci vários, embora não soubesse exatamente os nomes dos atores e em quais outras séries ou filmes atuaram. Reconheci imediatamente Sir Eddard - o ator mais famoso da série inteira - como o amante de Lady Chatterley - série produzida pela BBC na década de 90 - e também, claro, o Boromir de Senhor dos Anéis. Reconheci até mesmo o Mr. Filch de Harry Potter como Lord Walder Frey. Salvo raras exceções, homens e mulheres dos 7 Reinos - nobres e plebeus - são todos muito lindos! O bandidão Lannister e a prostituta ruiva Ros são tão gatos que chega ser uma ofensa!

Super bem produzida, a série conta com elenco, figurino, efeitos especiais e cenários dignos de cinema. Há muito de medievalismo e pitadas de vários elementos que sempre povoaram o imaginário humano - magia e dragões, por exemplo - e principalmente a introdução de personagens históricos e lendas romanas: o rei louco que se assemelha a Nero, os lobos dos filhos da casa de Stark. É aquela coisa tão peculiar ao ser humano a de recriar, reinventar o que já foi criado ou inventado, uma fórmula tão antiga que dá e sempre dará certo.

A primeira temporada conta com 10 capítulos com cerca de 1 hora cada. É tão eletrizante que fiquei um dia inteiro assistindo e já estou sentindo falta... Recomendo a série para aquecer seu inverno! ;)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Miserable

Estamos acostumados com o sentido comum do termo miserável - desprovido de recursos materiais: um sem-teto, um sem-dinheiro, um "nada". Esse sentido é o mais forte na nossa língua; é o que parece. Em inglês, miserable é o termo mais "completo" que expressa uma terrível infelicidade - tão grande e devastadora que pode até mesmo nos matar.

Eu me sinto absolutamente miserável quando sou pega por um resfriado. Uma "simples" gripe me derruba mais que uma bala de canhão, palavras de escárnio ou desprezo, um murro no meio da cara. Ela me reduz a um caco, a um trapo velho e em desuso, descartável... Nada me conforta. Nem mesmo a certeza de que a gripe "não mata", apesar de derrubar. Mesmo sabendo que ela vai passar e que vou ficar bem, só o fato de estar mal e não saber exatamente quando vou me sentir um ser humano outra vez é o suficiente para me deixar completamente MISERABLE - literalmente.

Hoje, ante de ir para a escola, eu assisti o último episódio da atual temporada de House M.D. Ele caiu sobre mim como uma bomba, como um raio - fulminante, mortal. Não vou "spoilear", mas o fato é que me fez pensar numa coisa importante, séria e - pasme, como eu! - verdadeira: as pessoas menos prováveis de serem miseráveis são justamente as mais miseráveis de todas! Desconfio agora e daqui pra frente de toda a pessoa que autoafirma a felicidade, a pessoa que está sempre sorrindo, a solícita, a que sempre está ali para te ajudar. Porque é ela a mais infeliz, a mais solitária, a que mais clama por socorro - essa é a sua maneira de pedir. É por isso que eu gosto de ver House. Essa série sempre me leva a profundas reflexões sobre o comportamento humano - além da mera filosofia existencialista e do senso comum.

E o que tem tudo isso a ver como fato da gripe me deixar tão "miserable"? A gripe é meu grito de socorro. É o que me mostra o quanto eu me sinto miserável por não ser reconhecida pelo que faço, pelo que sinto, pelo que sou... A gripe me aponta como sou sensível à indiferença do outro e o quanto o que ele pensa ou sente sobre mim me afeta...

Já identifiquei em House algumas pessoas que eu conheço. Mas dessa vez, eu absurdamente me identifiquei com um personagem, reconhecendo em mim tudo que havia nele. Por isso, hoje, sou capaz de encarar a minha própria miséria. E não vou culpar a gripe.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Introducing Ingrid Michaelson

Desde dezembro do ano passado que meu passatempo preferido tornou-se baixar e assitir séries americanas. Nos anos 80, elas eram consideradas enlatados - consumia-se muito! Elas infestavam a tv aberta e em horários bastante comerciais. Hoje em dia, elas se concentram nos canais de tv por assinatura - Fox, Sony, AXN, etc... A Globo comprou Lost - que foi (não sei se ainda é) uma febre -, 24 Horas e está exibindo a recente Prision Break. Algumas séries bem populares como Smallville e Ugly Betty estão no SBT. Infelizmente, o horário reservado para elas na tv aberta é péssimo! Talvez seja por isso mesmo que eu nunca tenha tido saco pra acompanhá-las - exceto Smallville, que sempre fui fã. No ano passado, criei o hábito de ficar acordada até altas horas. Foi assim que vi um episódio de Grey's Anatomy - 2.09 - Thanks for the memories. Eu já sabia sobre essa série desde 2006, por causa da filha da minha orientadora que era fã incondicional. Nunca tinha me animado a ver. Até aquela noite... Não entendi nada, obviamente. Peguei o bonde andando. Mas sabe o que me agradou? A trilha sonora!

Grey's Anatomy é uma série médica - nos anos 90, eu fui muito fã de E.R (Plantão Médico - de onde saiu George Clooney). Grey's... é bacana porque ela dosa humor, drama e romance - na medida certa! A música de abertura já anuncia a tônica das músicas da série: Cosy in the Rocket, música da banda britânica Psapp. Grey's é recheada de hits do indie!! Prato cheio pra mim... Eu assisti todas as temporadas quase ininterruptamente por semanas - tão viciada eu fiquei. A série revelou para mim lindas canções e intérpretes maravilhosos! Posso fazer uma lista enorme aqui, mas vou falar apenas sobre a Ingrid....


Ingrid Michaelson é uma nova-iorquina que faz o melhor indie pop da década! Conheci The way I am ouvindo a 90fm Blumenau , mas a canção está no episódio Six Days - part 1. Foi uma surpresa gostosa ouvir uma canção conhecida em Grey's... Um dos melhores momentos da série inteira é embalado pela canção Keep breathing (encerra a 3ª temporada, no episódio Didn't We Almost Have it All?), composta especialmente para Grey's. Grandes nomes do cenário pop atual como Joshua Radin, Jason Mraz e Sara Bareilles cantam com ela... One tree hill também tem algumas de suas músicas. Sendo uma estrela, Ingrid não deixa de ser uma jovem como nós. Por motivos óbvios, ela mantem seu perfil no MySpace. Mas o fascinante é saber que a artista tem um perfil (hiper) ativo no Twitter que é administrado pela PRÓPRIA CANTORA! Sim, é ela mesmo quem twitta! Tem um blog super gracinha, que eu recomendo: Bliggty Blog by Ingrid Michaelson. É tão bacana saber que seu artista favorito é como a gente... Eu tenho essa satisfação. Eu acompanho a Ingrid no Twitter e sei várias coisas sobre ela (contadas por ela mesma): é viciada em Nutella, adora Lost e posta no blog! Sim, Ingrid é gente como a gente! ^__^




Cena final do episódio final da 3ª temporada (SPOILER!)