quinta-feira, 22 de abril de 2010

Long live the Queen: Madonna - Express yourself (1989)

Ok. O Diva Pop do novo século é Lady GaGa. Eu não discuto. Confesso que só há bem pouco tempo consegui entender quem é essa nova musa da cultura pop e aprender a render culto a ela. Descartável? Não. Ela já fez história. Mas ficará na história como Madonna? Sinceramente, acho difícil afirmar. Só a presente geração, daqui há alguns anos poderá dizer, como eu direi sobre Madonna agora.

O que faz de Madonna Louise Veronica Ciccone um ícone imortal é a ligação afetiva que a sua carreira meteórica tem com o meu amadurecimento. Os primeiros sucessos dela coincidiram com o início da minha adolescência. Lembro-me com carinho das primeiras lições de inglês com seus grandes sucessos. O primeiro deles foi Boderline, num programa da TV Cultura muito bacana que infelizmente não existe mais (alguém se lembra?). Minha primeira paixão platônica foi meu professor de inglês e ele sempre trazia Madonna para sala de aula - La Isla Bonita, Like a Prayer... Dominou toda a segunda metade dos anos 80, atingindo seu auge nos primeiros da década seguinte. Fui muito influenciada por um amigo chamado Gustavo - comprei dele o álbum duplo Imaculate Collection. Dele também ganhei uma cópia do VHS com os vídeos que revolucionaram a música pop naqueles tempos. Dancei muito Madonna na Foccus... E em outras undergrounds quando eu já podia sair sozinha à noite, já com os meus vinte e poucos anos. Dos cds que ainda conservo em meu acervo está a coletânia de baladas da cantora lançada em 1995 - Something to remember.

Quando contabilizo que já se passaram 12 anos desde o maravilhoso retorno da diva em 1998 com Ray of Light, mal posso acreditar. Essa fase da Rainha do Pop coincide com uma fantástica mudança na minha vida, quando conheci meu namorado e meu grande amigo Geraldo (que não por acaso também é grande fã dela). Até Bill Gates se rendeu à ela, adotando o hit para campanha publicitária para o sistema operacional mais revolucionário da época: o Windows XP (que até hoje não foi superado, na minha opinião).

Minha geração envelheceu muito rápido. Acredito que muitos não admitiriam estar ouvindo e curtindo Madonna sem serem associados a grupos GLS, mais atualmente chamados LGBT ou de apenas nostálgicos. A incursão da cantora no novo conceito de música pop dos anos 2000 não foi um desastre, mas já ouvi dos mais jovens que está mais que na hora da diva pendurar as chuteiras e passar o trono para outra. 

Dificilmente vou admirar uma cantora pop como admiro Madonna. A despeito de toda produção e marketing envolvidos em sua longa e produtiva carreira, suas letras são memoráveis e serão sempre cantadas. Poderia destacar várias, pois minha inspiração para esse post foi o último episódio na série de maior sucesso nos EUA na atualidade - Glee, intitulado The Power of Madonna. Não por acaso, a primeira canção interpretada pelos alunos da William McKinley é uma das quais eu me identifico mais. Express Yourself, segundo single do 4º álbum da cantora (Like a Prayer), fala da autoconfiança que uma garota deve ter quando estiver em um relacionamento, de obter tudo o que realmente vale a pena numa relação verdadeira (e duradoura). Por mais que as músicas de GaGa nos façam querer sair dançando e seu visual nos arranque aplausos e gargalhadas, espero dela uma canção como essa, que me faça sentir uma mulher realmente poderosa e senhora da minha própria vida!

P.S: Nunca tinha pensado em como fui influenciada por ela em minha aparência. Como ela fez por muitos anos, modifiquei e modifico as cores e meus cortes de cabelo. Quem me conhece, sabe que é verdade!




terça-feira, 13 de abril de 2010

Plantão Nada Contra o Verso - Ler é o melhor negócio!

Extra! Extra!
Tou viva! E o blog ainda respira...

Estive ausente em por diversos motivos. E um deles - o maior de todos, talvez - seja não ter algo de útil para dizer. Falar da vida pessoal transformaria o blog num diário desinteressante até para mim. Entretanto, não sei até que ponto saber o que se passa comigo é importante para quem me lê. Quem é meu amigo - ou pelo menos se considera sem muitas vezes realmente sê-lo - geralmente não demonstra tanto interesse assim. E a cada dia eu entendo um pouco melhor os big brothers da vida que passam meses trancafiados como bichos buscando não só 1 milhão e meio em dinheiro, mas atenção e popularidade. Quase de vez em sempre, eu gostaria de ser feliz apenas pelo simples fato de ser eu mesma minha melhor e eterna companhia, mas eu gosto de pensar que as pessoas são uma extensão de mim mesma. Eu me importo com o que fazem os que eu chamo de amigo - o que eles estão fazendo de bom, se estão bem, se estão felizes, por onde andam... A melhor forma de acompanhá-los e estar perto deles é lendo. Eu leio meus amigos - no Twitter, nos blogs, no MSN. Ler, para mim, torna-se o melhor negócio!

Por falar em ler, divagações à parte, vim divulgar algo bem bacana: a Editora da UFMG está disponibilizando para venda a partir do dia 13 de abril até 14 de maio vários títulos a 10 reais! Não é bacana? As compras podem ser feitas pelo site, pelo Setor de Vendas, no telefone (31) 3409-4657 ou 3409-4658 e por e-mail vendasonline@editora.ufmg.br. Eis abaixo os volumes em promoção! Façam sua escolhas e garantam seus exemplares!



    A Escola de Minas de Ouro Preto
    O peso da glória
    José Murilo De Carvalho
    Área: História;
    Coleção: Humanitas
    2002. 2ª edição. 219 p. ISBN: 85-7041-264-9
    Preço: R$ 33,00 por R$ 10,00

    Descreve a origem e relata um século de vida da Escola de Minas de Ouro Preto. O autor recria uma época, revela fatos novos, coloca em cena personagens pouco conhecidos do grande público, mostra o papel decisivo do Estado na introdução de uma grande transformação. Documento extraordinário que, além de seu imenso valor histórico, constitui certamente um dos textos essenciais para se decifrar o enigma da tecnologia entre nós.
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    Agonia, aposta e ceticismo
    Ensaios de filosofia política
    Renato Lessa
    Co-edição: IUPERJ
    Área: Filosofia Política;
    Coleção: Origem
    2003. 160 p. ISBN: 85-7041-383-1
    Preço: R$ 30,00 por R$ 10,00

    Destaca a importância e fecundidade da tradição cética como recurso para lidar com a diversidade e o conflito de certezas e petições de verdade que constituem a história do pensamento político. Mais do que sugerir indiferença ou indecisão incurável, o ceticismo orienta a investigação para os efeitos, no plano da vida comum, dessa incurável desavença. Por suas lentes, a filosofia política surge como campo constituído por crenças e desenhos de mundos sociais imaginários.
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    Alegorias da derrota
    A ficção pós-ditadura e o trabalho do luto na América Latina
    Idelber Avelar
    Área: Literatura;
    Coleção: Humanitas
    2003. 299 p. ISBN: 85-7041-365-3
    Preço: R$ 40,00 por R$ 10,00

    Estudo do luto e da melancolia nas literaturas e culturas latino-americanas pós-ditatoriais. O livro analisa alguns dos principais romancistas contemporâneos argentinos, chilenos e brasileiros (Ricardo Piglia, Silviano Santiago, Tununa Mercado, Diamela Eltit, João Gilberto Noll e outros) a partir de uma revisão das teorias do luto, de Platão a Derrida, e de uma crítica do paradigma modernizante do boom sessentista da literatura latino-americana. Inclui ainda reflexões sobre o papel dos intelectuais e das universidades, as teorias do autoritarismo e a escrita de testemunho durante o período pós-ditadura.
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    The Art Of Elizabeth Bishop (em inglês)
    Sandra Regina Goulart Almeida; Gláucia Renate Gonçalves; Eliana Lourenço de Lima Reis (Org.)
    Área: Crítica Literária;
    Obra Avulsa
    2002. 292 p. ISBN: 85-7041-257-6
    Preço: R$ 35,00 por R$ 10,00

    Elizabeth Bishop foi uma modernista tardia. Nos seus poemas descritivos revelam-se inúmeras fontes, tais como cartas enviadas e recebidas, anotações rápidas e travessas, relatos de conversa, entrevistas, depoimentos, rascunhos de possíveis obras, diários íntimos próprios e alheios etc. Um cotejo desses inumeráveis papéis avulsos com o texto finalmente dado à luz como digno do nome “poema” acaba sendo revelador da intensidade das impressões subjetivas no processo de elaboração do processo criativo da autora. É sobre isso (e muito mais) que versam os ensaios incluídos neste livro, produto de um encontro de autores, artistas, acadêmicos e outros, na cidade de Ouro Preto, em 1999.
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    O Corpo do delito
    Um manual
    Josefina Ludmer
    Maria Antonieta Pereira (Tradução)
    Área: Letras;
    Coleção: Humanitas
    2002. 478 p. ISBN: 85-7041-314-9
    Preço: R$ 47,00 por R$ 10,00

    Uma das mais importantes críticas culturais da atualidade, Josefina Ludmer apresenta um inusitado panorama dos saberes, dos valores e das artes no mundo contemporâneo. A autora mostra como os processos de transgressão das leis sociais e lingüísticas constituem um importante motivo para a literatura e a cultura argentinas enquanto espaço de mediação entre o cânone e as margens da cultura latino-americana.
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    A Crise não moderna da universidade moderna
    Willy Thayer
    Rômulo Monte Alto (Tradução)
    Área: Filosofia;
    Coleção: Humanitas
    2002. 200 p. ISBN: 85-7041-306-8
    Preço: R$ 35,00 por R$ 10,00

    Apresenta questionamentos sobre como pensar a Universidade, levando em conta que ela não pode mais ser pensada a partir do esquema teleológico instrumental francês ou do esquema teleológico especulativo alemão. Da mesma forma, o acontecimento universitário não pode ser pensado teleológica nem categorialmente. A idéia de universidade missionária, mãe e fonte da ciência, controladora, crítica e autônoma, centro enciclopédico do saber, condutora e educadora do espírito do povo e das forças do trabalho, motor do progresso, torna-se atualmente impertinente para pensar a realidade universitária.
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    O dilema do centauro
    Ensaios de teoria da história e pensamento latino-americano
    Antonio Mitre
    Área: História;
    Coleção: Humanitas
    2003. 179 p. ISBN: 85-7041-345-9
    Preço: R$ 33,00 por R$ 10,00

    Reúne ensaios de teoria da história e de história das idéias, abordando problemas conceituais subjacentes ao conhecimento historiográfico, como as tensões entre ideografia e nomologia e as formas de entender o tempo, a memória, o passado, bem como análise do pensamento de autores clássicos latino-americanos, cuja reflexão, atravessada pelo tema da identidade cultural, gira em torno do conflito entre tradição e modernidade.
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    Educação musical ao teclado
    (Livro do Aluno)
    Nair Pires; César Buscacio; Izabella Montesanto
    Área: Música;
    Obra Avulsa
    2002. 36 p. / 208 p. ISBN: 85-7041-251-7
    Preço: R$ 33,00 por R$ 10,00

    Trata de metodologia de ensino do teclado eletrônico em grupo, para crianças na faixa etária de 7 a 10 anos de idade. É composto de unidades que apresentam conteúdos específicos, porém complementares, que devem ser trabalhados na ordem disposta, pelo caráter gradativo e cumulativo. A apreensão dos conceitos propostos se dá como um movimento cíclico, através do retorno aos conteúdos já trabalhados. O livro do professor contém uma descrição detalhada da metodologia, apresentando sugestões de atividades de criação, improvisação / composição, possibilitando ao professor melhor aplicação dos conteúdos.
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    Ficção científica, fantasia e horror no Brasil - 1875 A 1950
    Roberto de Sousa Causo
    Área: Literatura;
    Coleção: Origem
    2003. 340 p. ISBN: 85-7041-355-6
    Preço: R$ 41,00 por R$ 10,00

    A publicação imperdível para todos os interessados na interface entre ciência e literatura brasileira, em particular no que se refere à chamada “literatura especulativa” (ficção, fantasia e horror). É um trabalho pioneiro que garimpa, desde meados do século 19, os escritos de autores brasileiros desta área, como Augusto Zaluar, Gastão Cruls, Berilo Neves, Jerônymo Monteiro e muitos outros, e estabelece comparações com os escritos clássicos de autores norte-americanos e europeus. Traz também belas ilustrações de alguns dos livros e revistas brasileiros mais importantes de ficção científica.
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    Ficções de fundação
    Os romances nacionais da América Latina
    Doris Sommer
    Gláucia Renate Gonçalves; Eliana Lourenço de Lima Reis (Tradução)
    Área: Ficção Latino-Americana - História e Crítica;
    Coleção: Humanitas
    2003. 488 p. ISBN: 85-7041-370-X
    Preço: R$ 70,00 por R$ 10,00

    A partir de uma análise inovadora de romances do século 19, Doris Sommer discute
    a relação entre a sexualidade e política na fundação de diversas nações latino-americanas, entre elas, o Brasil. A autora demonstra ainda que esses romances, utilizados como instrumento pedagógico de uma postura patriótica, apresentam a paixão e o sentimento nacionalista como dois lados de uma mesma moeda, enfatizando, principalmente, alianças regionais, étnicas e de classe, além de questões de gênero.
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    As Funções da retórica parlamentar na revolução francesa
    Estudos preliminares para uma pragmática histórica do texto
    Hans Ulrich Gumbrecht
    Georg Otte (Tradução)
    Área: Filosofia;
    Coleção: Humanitas
    2003. 211 p. ISBN: 85-7041-350-5
    Preço: R$ 42,00 por R$ 10,00

    Gumbrecht, partindo dos resultados teóricos da estética da recepção e da teoria das ações de linguagem, apresenta os fundamentos de uma pragmática textual histórica por meio de uma análise dos discursos dos grandes protagonistas da Revolução Francesa, tais como Mirabeau e Robespierre. Revela as especificidades comunicativas da retórica parlamentar, desmascarando, assim, o caráter coercitivo na formação da unanimidade e identidade política.
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    Intervenções críticas
    Arte, cultura, gênero e política
    Nelly Richard
    Rômulo Monte Alto (Tradução)
    Área: Filosofia da Cultura;
    Coleção: Humanitas
    2002. 206 p. ISBN: 85-7041-321-1
    Preço: R$ 50,00 por R$ 10,00

    Na paisagem chilena do período da redemocratização política, vários autores lançam mão dos elementos simbólicos disponíveis para tentar recriar algum sentido para o imaginário social que a ditadura havia dilacerado. No entanto, um grupo de artistas, escritores e críticos descobre que outra batalha pela recuperação do sentido será travada em um novo ambiente, a transição, em que os papéis parecem estar previamente definidos em torno das mesmas categorias utilizadas anteriormente, agora com sinal invertido.
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    Labirintos simétricos
    Introdução à teoria sociológica de Talcott Parsons
    Tania Quintaneiro; Márcia Gardênia Monteiro de Oliveira
    Área: Sociologia;
    Coleção: Humanitas Pocket
    2002. 216 p. ISBN: 85-7041-300-9
    Preço: R$ 27,00 por R$ 10,00

    A amplitude e a diversidade do trabalho teórico e empírico de Parsons fazem desta obra uma referência obrigatória para as diversas áreas das ciências sociais, especialmente no estudo da sociedade capitalista contemporânea. Talcott Parsons (1902-1979) foi seguramente o sociólogo norte-americano mais conhecido em todo o mundo. Em geral, seus críticos entenderam-no como um pensador conservador, preocupado basicamente com o bom ordenamento da sociedade, sem ter muita tolerância para com a desconformidade ou a dissidência dos que podiam manifestar-se contra ela. Sua obsessão era determinar a função que os indivíduos desempenhavam na estrutura social, visando a excelência das coisas. Era um estudioso da Estratificação Social, não da mudança ou da transformação.
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    Memórias videntes do Brasil
    A obra de Pedro Nava
    José Maria Cançado
    Área: Literatura Brasileira;
    Coleção: Humanitas
    2003. 234 p. ISBN: 85-7041-376-9
    Preço: R$ 35,00 por R$ 10,00

    A consulta desta obra é fundamental para aqueles que querem se aproximar um pouco da figura singular de Pedro Nava. Como diz José Maria Cançado, um dos paradoxos mais fascinantes deste escritor, um dos mais prolíferos memorialistas de nossa literatura, consiste no fato de que sua originalidade estava não em pertencer a qualquer tradição, ou qualquer território, ou qualquer visão de mundo, mas, ao contrário, em inventar a sua própria forma de pertencer a uma certa tradição, a um certo território, ou a uma certa visão de mundo, tanto do ponto de vista literário quanto como médico. Tratando-se de um resgate de memória, apresenta um relato bem elaborado, no sentido de que as informações, os dados e as situações passaram por uma organização narrativa que, contudo, não o desloca, em momento algum, para o registro ficcional.
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    Os monstros e a questão racial na narrativa modernista brasileira
    Célia Magalhães
    Área: Literatura;
    Coleção: Origem
    2003. 146 p. ISBN: 85-7041-354-8
    Preço: R$ 30,00 por R$ 10,00
    EDITORA UFMG 97
    Trata-se de uma narrativa literária, entendida contemporaneamente como tecnologia de construção de significados culturais. O livro analisa a monstruosidade como tecnologia de produção de sentidos em narrativas literárias aparentemente diversas, como é o caso do Drácula, de Bram Stocker, e do Macunaíma, de Mário de Andrade. Numa perspectiva comparada, estabelece-se um diálogo entre os monstros o vampiro, e o trickster aqui interpretados como construtores culturais de raças.
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    Notícia sobre os selvagens do Mucuri
    Teófilo Otoni
    Regina Horta Duarte (Org.)
    Área: História - Viagens - Minas Gerais;
    Coleção: Inéditos & Esparsos
    2002. 184 p. ISBN: 85-7041-290-8
    Preço: R$ 30,00 por R$ 10,00

    Reproduz dois importantes documentos escritos por Teófilo Benedito Otoni (1807- 1869): o primeiro traz suas observações sobre a questão indígena no Mucuri. O outro detalha o agenciamento de europeus pela Companhia do Mucuri e uma série de problemas daí advindos. Seguem-se duas correspondências e dois mapas da região. Apresenta notas explicativas, atualização ortográfica dos documentos, apresentação e estudo introdutório.
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    A poética do hipocentauro
    Literatura, sociedade e discurso ficcional em Luciano de Samósata
    Jacyntho Lins Brandão
    Área: Estudos Clássicos;
    Coleção: Humanitas
    2001. 369 p. ISBN: 85-7041-222-3
    Preço: R$ 43,00 por R$ 10,00
    EDITORA UFMG 101
    Relevante produção para os interessados em estudos clássicos, A poética do hipocentauro mostra a visão crítica de Luciano de Samósata, escritor que pode ser considerado um pós-clássico. Em sua produção literária, Samósata satiriza o pensamento filosófico de sua época, conseguindo, mesmo inserido na cultura helênica, criticar o mundo grego. Sua obra exerceu influência sobre autores como, Ariosto, Thomas Morus, Rabelais, Gil Vicente, Cervantes, Quevedo, Leopardi, Voltaire, Diderot, Dostoiévski, Flaubert, Eça de Queiroz, Machado de Assis, entre outros.
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    A poética do suicídio em Sylvia Plath
    Ana Cecília Carvalho
    Área: Literatura e Psicanálise;
    Coleção: Origem
    2003. 307 p. ISBN: 85-7041-368-8
    Preço: R$ 41,00 por R$ 10,00

    Em fevereiro de 1963, aos 30 anos de idade, a escritora americana Sylvia Plath se suicidou em Londres. A morte de Plath aconteceu em meio a uma intensa produção
    poética, que haveria de incluí-la, por fim, entre as autoras mais importantes do século 20. Uma abordagem psicanalítica da obra da escritora revelará elementos que nos permitem reconhecer uma espécie de toxidez da escrita. Este aspecto aponta a presença de impulsos destrutivos que operam no interior do processo criativo. Na articulação entre vida, obra e morte, este livro procura ressaltar os modos pelos quais esses impulsos relacionam-se aos limites da escrita literária em sua dupla face funcional e disfuncional.
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    Sob o signo da vontade popular
    O Orçamento Participativo e o dilema da Câmara
    Municipal de Porto Alegre
    Marcia Ribeiro Dias
    Co-edição: IUPERJ
    Área: Ciência Política;
    Coleção: Origem
    2002. 305 p. ISBN: 85-7041-303-3
    Preço: R$ 30,00 por R$ 10,00

    Tem como foco central o dilema entre representação e participação política, em sua feição mais atual. O Orçamento Participativo no município de Porto Alegre reformulou os parâmetros de relacionamento entre o Estado e a sociedade civil. Mostra que, entre a vontade que se representa e a vontade que se manifesta, os vereadores de Porto Alegre necessitaram reformular suas estratégias de atuação e seu relacionamento com o Executivo municipal.
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    Sonata BWV 1020
    Transcrição para duo de violões de Flavio Barbeitas
    Johann Sebastian Bach
    Área: Música;
    Obra Avulsa
    2003. 26 p. ISBN: 85-7041-250-9
    Preço: R$ 22,00 por R$ 10,00

    Duas polêmicas envolvem a sonata BWV 1020, do compositor clássico Johann Sebastian Bach: não se sabe ao certo para qual instrumento ela foi originalmente composta, se para o cravo e a flauta ou para o violino e o teclado. A tonalidade da sonata foi modificada de sol menor para lá menor, a fim que se adequasse ao violão, assim como foram necessárias algumas alterações no valor das notas. A peça musical, monotemática e barroca, é composta de três movimentos e executada em vinte minutos, aproximadamente. Destina-se a instrumentistas profissionais e a estudantes de nível médio a avançado.
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    A tradição esquecida
    Os parceiros do Rio Bonito e a sociologia de Antonio Candido
    Luiz Carlos Jackson
    Co-edição: FAPESP
    Área: Sociologia;
    Coleção: Humanitas
    2002. 234 p. ISBN: 85-7041-267-31
    Preço: R$ 33,00 por R$ 10,00

    Toma como ponto de partida a íntima relação entre literatura, crítica e sociologia na
    obra de Antonio Candido e avalia em particular o significado de Os parceiros do Rio
    Bonito na formação da sociologia paulista e brasileira. Analisa também a existência de uma tradição intelectual, constituída por Euclides da Cunha, Antonio Candido e Maria Isaura Queiroz, além de entrevistas inéditas, ajudando-nos a compreender melhor o universo intelectual de Antonio Candido.
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    Valores
    Arte mercado política
    Reinaldo Marques; Lúcia Helena Vilela (Org.)
    Co-edição: Associação
    Brasileira de Literatura Comparada - ABRALIC
    Área: Literatura Comparada;
    Coleção: Humanitas
    2002. 198 p. ISBN: 85-7041-320-3
    Preço: R$ 33,00 por R$ 10,00

    Os trabalhos reunidos neste volume resultam de uma proposta da Abralic de discutir o tema “valores: arte, mercado, política”, com o intuito de enfatizar o diálogo dos estudos literários com outros discursos. Cada ensaio estabelece os contornos de um enfoque crítico para o tema “valores”, em suas articulações com o estético, o mercadológico e o político, abrindo um espaço instigante para as questões envolvidas nas trocas culturais no contexto da globalização. Em sua diversidade, os ensaios refletem não apenas os múltiplos enfoques da arte e da cultura, mas também as suas possíveis interfaces.
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    Ética, política e cultura
    Coletânea de textos em homenagem ao Prof. José Henrique Santos
    Ivan Domingues; Paulo Roberto Margutti Pinto; Rodrigo Duarte (Org.)
    Área: Filosofia;
    Coleção: Humanitas
    2003. 373 p. ISBN: 85-7041-347-5
    Preço: R$ 42,00 por R$ 10,00

    Presta uma homenagem a José Henrique Santos, professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais, ex-reitor da mesma Universidade e membro da Academia Mineira de Letras, pela generosidade e presença marcante desse mestre na vida acadêmica, pela riqueza, densidade e abrangência de suas contribuições. Constitui uma sólida referência para a história da filosofia brasileira, em uma etapa importante de sua formação nas Minas Gerais.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Outra Vez, Ritchie (2009)


O que nos faz humanos? Sentimentos? Não. Tudo que existe sente - tudo. Pensamentos? Não. Só porque não entendemos como plantas e bichos pensam, não quer dizer que eles não pensem. Ainda assim, dizem que o que nos classifica humanos é a nossa capacidade de associar pensamentos e sentimentos racionalmente. Só o homem pode planejar seu futuro e olhar para trás - com saudade ou não. Todos os outros seres vivem apenas o agora. Essa é a grande diferença.

O que é tão mágico na música? É ser um registro eterno de algo bom que todos os envolvidos em sua criação e execução compartilham com o mundo inteiro. Posso entender a sensação de quem compõe uma letra que com melodia se tornará o que entendemos por música propriamente dita. Pensar nisso tudo me faz lembrar do filme Music and Lyrics (Música e Letra) em que Hugh Grant e Drew Barrymore interpretam, na comédia romântica, a perfeita analogia do tema. Entendo esse ato criativo. Contudo, foge à minha compreensão o quanto é necessário para que ela fique perfeita.

Não somos humanos porque fazemos música - afinal, a natureza sempre foi o mestre nesse quesito - mas, na medida em que precisamos uns dos outros para que a nossa música atinja o nosso fim, isso nos diferencia do resto de tudo que existe. Um músico sozinho não faz tudo: há os produtores, engenheiros de som, arranjadores, instrumentistas... Uma música só é maravilhosa porque várias pessoas acreditaram na canção e se dedicaram ao máximo para transformá-la em algo que tocasse a alma de cada pessoa ao ouví-la.

Há alguns anos atrás, houve uma música que tocou em todas as rádios; ninguém ficava indiferente a ela. Todos sabiam cantá-la. Aquela voz tinha nome e imagem que apareceu consecutivas vezes naTV. Só mais tarde eu soube que o cantor de "Menina Veneno" viera ao Brasil quase por acaso. Diz a lenda que ele veio à convite de Rita Lee - numa visita da cantora à Londres - um daqueles, bem brasileiro, do tipo "Vai lá em casa". Veio e acabou ficando. Depois desse sucesso, vieram vários. Eu não tinha idade para ser veneno mas, menina que era, cantava todos. Imaginei durante anos qual seria a cor de carne do abajour, como seria ficar presa no elevador e o que é um casanova. Como o David Bowie que brilhou no cenário pop internacional daquela década, esse David brilhou - e muito! - em terras nacionais. Aquele Ricardo vindo da Inglaterra encontrou uma nova pátria. E se tornou seu rei. Seu nome verdadeiro? Richard David Court - Ritchie para o todo o povo brasileiro.

Nem em sonho eu imaginaria que aquela grande estrela um dia falaria comigo como se fosse um vizinho ou que pudesse me soar como grande e bom amigo. Entrementes, o Twitter fez com que ele pudesse entrar nas casas de seus fãs daquela época e na de todos os outros que passaram a conhecê-lo atrevés dele. Ritchie voltou a fazer parte do meu cotidiano de uma forma totalmente nova e, outra vez, está marcando minha memória com lembranças felizes - como na infância, quando eu o "conheci" - com seus tweets sobre suas belas canções. Seu novo trabalho traz aqueles sucessos memoráveis - de Menina Veneno a Lágrimas Demais - em nova roupagem, sempre surpreendentemente encantadora. Recomendo assistir "A vida tem dessas coisas" versão de 83 e a de 2009.

Pioneiro,"Outra Vez - Ao Vivo no Estúdio é primeiro Blu-ray a ser gravado, produzido, autorado e fabricado no Brasil. Certamente, por essa fabulosa produção independente, @ritchieguy será eternamente lembrado. Fruto de seu trabalho de décadas é, ao mesmo tempo, nostalgia e encantamento pelo novo. A música que dá título ao cd/dvd/blu-ray tocou-me tão profundamente que não tive alternativa senão ouví-la outra vez e outra vez...

É. A vida tem dessas coisas... Coisas que fazem lembrar porque somos humanos, porque sentimos e pensamos o nosso passado e projetamos o nosso futuro. A música nos ajuda a sentir melhor, a pensar melhor, sermos pessoas melhores, enfim. Preciso agradecer ao Ritchie por ser parte das minhas melhores lembranças e das melhores emoções presentes. Não somente a ele, mas a todos que junto dele tornaram essa mágica real. E esse é o meu jeito de demonstrar o que não cabe num simples muito obrigada!



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

The Lake House (2006)


Toda menina é educada para gostar de rosa, brincar de boneca e de casinha, sonhar com os contos de fada e ser a princesa à espera do príncipe encantado. Quando a gente vira mocinha, só não brinca mais, mas os sonhos são os mesmos. Somos as princesas suspirando pelo príncipe de armadura brilhante que virá nos salvar, que vai ser gentil, que virá nos amar, nos fará sua rainha e nos construirá um reino de amor, de paz e felicidade. Por isso, lemos romances e vemos filmes românticos. Lembro como se fosse hoje quando eu pegava os inúmeros romances Júlia da minha madrinha para ler nas férias e me divertir. Foi quando eu descobri que queria ser escritora.

Toda menina nasce com talento para imaginar e idealizar um mundo romântico em torno de si. E assim, a gente acha que o primeiro beijo é o mais inesquecível, o primeiro namorado vai ser o único e o casamento vai ser o coroamento do nosso anelo mais almejado. The Lake House, ou A Casa do Lago, é o retrato fiel do sonho das mulheres que foram a menina e a garota que eu fui um dia. Uma mulher realizada profissionalmente - Só lhe falta o grande amor. Um homem solitário em busca de algo que preencha o vazio de sua existência. Uma mistura perfeita de vários clássicos do cinema: Love Affair (tão clássico que já fizeram dois remakes dele), Somewhere in Time (Em algum lugar do passado), 84 Charing Cross Road (Nunca te vi, sempre te amei) - para citar apenas as referências mais especiais, porque há várias! Seria ofensivo dizer que o roteiro é um Frankenstein dos dramas românticos do cinema que eu mais gosto? Acho que não... O personagem de Mary Shelley é extremamente romântico. Aliás, o roteiro também faz menção à autora inglesa Jane Austen - autora dos livros mais suspirantes para mocinhas do mundo! Achei que o filme fosse adaptação de um romance para as telas do cinema, mas na verdade é um remake de um filme coreano chamado Il mare ou Siworae, lançado 6 anos antes. A trilha sonora torna o filme ainda mais especial. A música tema é de ninguém menos que o eterno Beatle Sir Paul McCartney. This never happened before, do álbum Chaos and Creation in the Backyard, lançado em 2005, embala a cena mais romântica do filme inteiro. Ganhou vários bônus por incluir Nick Drake também!

Toda menina cresce. Nem todas gostam disso. Algumas, continuam sonhando mais do que as outras - as que se dizem realistas. Por isso, nós vamos ao cinema para rir e chorar vendo histórias de amor - de preferência, com final feliz. Para essas mulheres, recomendo uma Casa do Lago. E levem seus príncipes para ver junto!



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Nutella tem gosto de quê? #Nutella Day


Não faz tanto tempo assim que nós brasileiros conhecemos esse delicioso creme de avelãs com chocolate. A primeira vez que tinha ouvido falar foi através de uma família italiana vizinha. Tornei-me muito próxima da filha do casal, que foi a primeira aluna que tive e que me fez descobrir minha vocação para ensinar. Eles falavam de Nutella com saudade e eu ficava babando - não se encontrava por aqui nem em delicatessen na época. O tempo e as circunstâncias levaram a família para longe e perdemos o contato. A Nutella passou a ser produzida no Brasil e eu pude finalmente prová-la. Então, para mim, Nutella passou a ter gosto de saudade. A filha do casal, além de minha aluna, era como uma irmãzinha - a que eu nunca tive, pois só tenho irmãos.

Os anos se passaram e eu havia perdido completamente o contato com a minha menininha... Um dia, sonhei com ela por acaso - 13 anos depois. De repente, pensei: por que não procurá-la no Google? Joguei o nome dela completo no buscador e... voilá! Encontrei a Lu no Facebook! Mandei uma mensagem curtinha dizendo da saudade de todos os anos e de todo meu carinho por ela. Qual não foi a minha surpresa com a pronta resposta! Desde então, nunca mais deixamos de nos falar quase diariamente via Skype.

Hoje, a minha menina é casada, trabalha e vive na Itália. Há algumas semanas atrás, me deu a grata notícia de que viria ao Brasil para visitar a família que mora no interior de Minas e que gostaria muito de me ver. No último fim de semana, arrumei as malas e fui para Lavras para encontrá-la. Podem adivinhar qual o presente ela me trouxe? Nada mais nada menos que um pote IMENSO (750 g) de Nutella!

Para a minha surpresa (e a dela também) hoje é celebrado mundialmente o Dia da Nutella (Nutella Day): justo o dia em que ela retorna para a Itália e deixa saudades... Eu não abri o pote até esse momento. Provando agora uma colherada, sinto gosto de... amizade!

P.S: If you don't understand portuguese, just click HERE to see the English version.

Clique acima para ver algumas fotos das minhas
dollies celebrando o Nutella Day

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

"Bem Verão, muito Alessa" - Promoção Nada Contra o Verso, Defenestrando.Net & Alessa

Uma vez eu disse sobre lembrar e esquecer. Lembrar não é o mesmo que não esquecer. E esquecer não é apenas não lembrar. Ser esquecido dói mais que não ser lembrado. E ser lembrado é tão gratificante! Pois então... Fui lembrada! Alessa lembrou-se de mim! Fomos convidadas, eu e a Thais Sabara, do Defenestrando.Net, para a degustação especial "Bem Verão, muito Alessa", no dia 27 de janeiro, próxima quarta. Nesse calor de quase "Rio 40 graus", existe algo melhor que sorvete para refrescar? Não! Melhor que isso, só desfrutando de tanta delícia com quem a gente mais gosta!

Granada - a coqueluche da casa: sopa quente de frutas vermelhas
com sorvete de castanha ao creme.


Sendo lembrada, me lembro também dos meus seguidores do Twitter e leitores do blog. Quer seu nome na lista de convidados? A @adrianaoliveira coloca seu nome lá! Basta seguir @adrianaoliveira e RT a seguinte frase: Adriana, leva eu! "Bem Verão, Muito Alessa" - lembrando que você deve ser de BH ou estar aqui no próximo dia 27/01/2010, às 18 horas.



Se você não é tuiteiro mas quer ir também, pode deixe seu comentário e e-mail dizendo: Adriana, leva eu! para concorrer a uma vaguinha no evento! Vai perder? Te espero lá!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Don't stop believing - Glee

Primeiro post do ano de 2010... Meu ano já começou como um som de rock pauleira - expressão tão oitentista! Estou numa montanha russa de emoções, preocupações, expectativas e esperanças. Definitivamente aquele ano ficou em algum lugar do passado que não é mais possível acessar. E eu estou aberta a todas novas possibilidades. Eu sei o que eu preciso, sei o que eu quero. Oportunidade seria a palavra mais adequada para resumir tudo que eu realmente preciso.

Esse é o meu último ano do mestrado. Tenho praticamente exatos 12 meses para concluir minha pesquisa. Não tenho bolsa e sobrevivo pela graça de Deus - que se manifesta como minha família, meu namorado, meus amigos. Essa é a saga da minha existência. Eu vivo como uma folha agarrada ao galho da árvore. Ainda estou verdinha e segura. Mas quando passa um vento forte ou um vândalo tentando me arrancar, sinto como se a vida pudesse ser tirada de mim a qualquer minuto. De fato, isso é bem possível. Porém, não posso deixar esse mundo sem realizar. Não falo de realização de sonhos, alcançar metas... Nada disso. Eu falo de poder realizar aquilo que nem eu sei o que é... Preciso realizar a máxima expressão do que significa o porquê de querer continuar vivendo. Isso eu ainda não sei pôr em palavras. Talvez eu possa explicar com um exemplo: sou um salmão que nada contra a corrente.

No último fim de semana, por "acaso", resolvi assistir uma série chamada Glee. O primeiro episódio caiu como uma bigorna na minha cabeça. Tive uma identificação total com o protagonista e com os dramas pessoais dele como professor. O episódio piloto define muito o futuro de uma série e o de Glee não decepcionou: não é mais um High School Musical, tampouco um American Pie ou Malhação da vida... Glee é música. Música dizendo, expressando, significando uma mensagem importante, uma lição para a vida toda. A música final do episódio piloto é Don't stop believing. Preciso ser mais clara? FELIZ 2010!