Uma vez eu disse sobre lembrar e esquecer. Lembrar não é o mesmo que não esquecer. E esquecer não é apenas não lembrar. Ser esquecido dói mais que não ser lembrado. E ser lembrado é tão gratificante! Pois então... Fui lembrada! Alessa lembrou-se de mim! Fomos convidadas, eu e a Thais Sabara, do Defenestrando.Net, para a degustação especial "Bem Verão, muito Alessa", no dia 27 de janeiro, próxima quarta. Nesse calor de quase "Rio 40 graus", existe algo melhor que sorvete para refrescar? Não! Melhor que isso, só desfrutando de tanta delícia com quem a gente mais gosta!
Granada - a coqueluche da casa: sopa quente de frutas vermelhas com sorvete de castanha ao creme.
Sendo lembrada, me lembro também dos meus seguidores do Twitter e leitores do blog. Quer seu nome na lista de convidados? A @adrianaoliveira coloca seu nome lá! Basta seguir @adrianaoliveira e RT a seguinte frase: Adriana, leva eu! "Bem Verão, Muito Alessa" - lembrando que você deve ser de BH ou estar aqui no próximo dia 27/01/2010, às 18 horas.
Se você não é tuiteiro mas quer ir também, pode deixe seu comentário e e-mail dizendo: Adriana, leva eu! para concorrer a uma vaguinha no evento! Vai perder? Te espero lá!
Primeiro post do ano de 2010... Meu ano já começou como um som de rock pauleira - expressão tão oitentista! Estou numa montanha russa de emoções, preocupações, expectativas e esperanças. Definitivamente aquele ano ficou em algum lugar do passado que não é mais possível acessar. E eu estou aberta a todas novas possibilidades. Eu sei o que eu preciso, sei o que eu quero. Oportunidade seria a palavra mais adequada para resumir tudo que eu realmente preciso.
Esse é o meu último ano do mestrado. Tenho praticamente exatos 12 meses para concluir minha pesquisa. Não tenho bolsa e sobrevivo pela graça de Deus - que se manifesta como minha família, meu namorado, meus amigos. Essa é a saga da minha existência. Eu vivo como uma folha agarrada ao galho da árvore. Ainda estou verdinha e segura. Mas quando passa um vento forte ou um vândalo tentando me arrancar, sinto como se a vida pudesse ser tirada de mim a qualquer minuto. De fato, isso é bem possível. Porém, não posso deixar esse mundo sem realizar. Não falo de realização de sonhos, alcançar metas... Nada disso. Eu falo de poder realizar aquilo que nem eu sei o que é... Preciso realizar a máxima expressão do que significa o porquê de querer continuar vivendo. Isso eu ainda não sei pôr em palavras. Talvez eu possa explicar com um exemplo: sou um salmão que nada contra a corrente.
No último fim de semana, por "acaso", resolvi assistir uma série chamada Glee. O primeiro episódio caiu como uma bigorna na minha cabeça. Tive uma identificação total com o protagonista e com os dramas pessoais dele como professor. O episódio piloto define muito o futuro de uma série e o de Glee não decepcionou: não é mais um High School Musical, tampouco um American Pie ou Malhação da vida... Glee é música. Música dizendo, expressando, significando uma mensagem importante, uma lição para a vida toda. A música final do episódio piloto é Don't stop believing. Preciso ser mais clara? FELIZ 2010!
Eu poderia fazer uma retrospectiva do ano que está acabando. De fato, é inevitável relembrar momentos marcantes - felizes e tristes. Eu sofri muito esse ano - como nunca antes. Das coisas que aconteceram, a que mais doeu - e a que sempre dói - é perder alguém a quem chamo de amigo - perdi para a vida, o que, na maioria das vezes, é muito pior que perder para a morte. Nunca soube entender como pode uma pessoa querida entrar e sair da vida da gente como quem vai a um país distante a passeio, de férias...
Em 2008, tive a sorte e a honra de conhecer uma amiga fabulosa: D. Alda Schlemm Niemeyer. Durante minha breve estadia em sua adorável casa na linda cidade de Blumenau (bem antes das cheias), ouvi dela muitas histórias e recebi muitas lições. Alda quer dizer Sábia. Realmente, ela sabe das coisas... E foi dela que, pela primeira vez, ouvi falar de Morokulien - a república da Paz.
Paz é uma palavra que fica na moda no mês de dezembro e ganha todo seu esplendor no último dia do ano - para cair em desuso nos outros novos 365 dias. Todos desejam paz uns aos outros no dia de hoje, mas porque será que não temos paz? Com a mente sempre ocupada com desejos e o corpo em movimento para realizá-los, que tempo temos para sentir e levar a paz?
Todos hoje estão animados, preparando a ceia, cheios de esperanças para o ano vindouro. Que tal experimentar o molho que eu aprendi com a D. Alda? Ela aprendeu com seus amigos em Morokulien e, por isso mesmo, esse molho para salada leva esse nome - uma celebração à paz e à amizade...
Ingredientes:
1 Cebola Açucar (o suficiente para envolver a cebola) Pimenta do reino (a gosto) Sal (a gosto) Azeite (5 colheres de sopa) Vinagre (5 colheres de sopa)
Modo de fazer:
Picar a cebola em cubinhos bem pequenos e deixar descansar no açucar. Ela vai ficar bem transparente e mudar o sabor e textura. Juntar a pimenta e o sal e deixar descansar um pouco.
Acrescente o azeite, misturando bem. Ajuntar o vinagre e está pronto!
Você pode usar usa imaginação e agregar mais ingredientes - maionese, alfavaca, orégano, manjericão, mostarda, o que você quiser!
Lembrando dessa minha amiga, de outros que não estão tão presentes e aqueles que já não estão mais nesse mundo, tentei sentir a paz que eu desejo todos os dias - para mim, para vocês e especialmente para aqueles que mais precisam...
Natal. Todo mundo sabe a origem e o significado da palavra. E tudo que eu disser vai ser clichê. É possível resistir ao desejo incontrolável que a gente tem de querer agradar todo mundo que a gente gosta nessa data? Eu não consigo resistir...
Ultimamente, tenho falado tanto dos meus amigos tuiteiros e das nossas peripércias. Sou uma professora em férias e estou me dedicando a outras coisas que me dão satisfação além de lecionar. Todavia, acho que ensinar, para mim, é mais que uma sina: é a forma em que eu me entendo viver. Eu vivo ensinando e vivo para ensinar - aprendendo sempre no processo!
Tudo começou assim: Natal... O que vamos fazer de bom para a ceia? Recebi vários tweets interessantes e deliciosos, mas achei a ideia da @Patymimmo genial: Petit Gateau de Doce de Leite, do site Cozinha Pequena. Combinamos fazer a sobremesa para a ceia de hoje, um presente a mais para nossas famílias. E um presente para nossos leitores: faremos um post duplo - aquela coisa do Variações sobre o Tema, que eu disse uma vez, há alguns posts atrás... O tutorial dos Cookies de Lavanda e Limão foi tão incensado pelos amigos que eu não tive como não fazer outro. Dessa vez, uma receita ainda mais deliciosa e que qualquer um pode fazer!
Presente não é só aquilo que a gente pode embrulhar e entregar para a pessoa querida - gesto simbólico de apreço, de afeição, de amor. É mais do que isso: é o único tempo que existe - o tempo de fazer alguém sorrir, de fazer os olhos de alguém brilharem, de brincar junto, de celebrar as pequenas coisas e ver beleza nas mais simples. O espírito de Natal me faz ver tudo dessa forma, com muita clareza. Eu desejo que todos possam experimentar esse meu entendimento sobre o presente em suas vidas; da mesma maneira, diariamente...
Todo fim de ano é assim, não é? Todos montando suas Árvores de Natal, enfeitando-as com luzinhas coloridas, pendurando guirlanda nas portas, montando presépio. E, como não poderia deixar de ser, organizando a brincadeira mais manjada do universo - mas sempre, sempre divertida: o Amigo Secreto.
O meu esse ano não foi na firma, não foi em família. Sim, foi entre amigos. Entre amigos virtuais mais que reais: @anasinhana@asimizo@rhigam@pratofundo@noelleaquino@veiadateia@lubetenson@thecookieshop @nathy2@tiofaso@elisa_kawaii@carolarodrigues@doisespressos@mixiricacombr e eu (@adrianaoliveira). A brincadeira começou no dia 09/11 e encerrou-se por prorrogação no dia 18/12. Foram mais de 30 dias de diversão - bilhetinhos secretos, twittadas divertidas e empenho no preparo dos mimos. A proposta era desafiadora, dada as especialidades de cada participante. Meio a meio crafters e gourmets (ou food bloggers, como alguns já mencionaram durante a brincadeira). Cada um deveria mandar ao seu Amigo Secreto: 1 craft, 1 receita e 1 gulodice.
Quem tirou quem? Vejamos...
Ana Sinhana tirou Renato, que tirou Vitor, que tirou Faso que eu não sei quem ele tirou ainda. Dri Simizo tirou a Ana Sinhana. Daí, o Marcelo tirou a Noelle que eu também ainda não sei com quem ela saiu... E a Nathy tirou a Dri Simizo! A Elisa ganhou presente da Luciana que por sua vez ainda não recebeu o dela... A Paula, como vocês já sabem, saiu comigo (que sorte grande a minha!) e quem saiu com ela foi a Tatu. Nossa, que emboleira! Isso é porque nem todos receberam ainda seus mimos... Entretanto, no meio disso tudo, a Vera, que tirou a Carola, é a MINHA Amiga Secreta! Bem, ela também não recebeu o presente dela ainda... Mas já está a caminho. Como a brincadeira se encerrou, resolvi dar a parte virtual do presente dela hoje: o tutorial dos Cookies de Lavanda e Limão (receita da Simone Izumi, do Chocolatria) que foi junto por escrito no pacote enviado pelo correio. Esse vídeo não poderia ter sido realizado sem colaboração mais que especial dos outros Amigos Secretos - Vitor (Prato Fundo) - que me orientou sobre como editar o vídeo, já que o meu WMM está zoado, Renato Higa (Sugarnut) - que combinou comigo postagem dupla da mesma receita, com a perspectiva dele - e a minha irmã Paula (The Cookie Shop) - que deu dicas para que a receita saísse "perfeita" (entre aspas porque eu nunca consigo acertar fazer as coisas com perfeição logo na primeira tentativa).
Vera, fiz com carinho e dedicação... Foi uma honra e um prazer ímpar ter sido a sua Amiga Secreta! Obrigada por participar da brincadeira! Ainda quero saber de todos os outros como foi essa experiência. De minha parte posso dizer que foi maravilhosa porque eu pude me aproximar ainda um pouco mais de pessoas com quem eu compartilho muitas afinidades. Eu me senti mais perto de cada um... Sintam-se todos abraçados no meu abraço especial para @veiadateia.
Andrea preparando-me um Bacio (Espumante com sorbet de framboesa)
Generosidade. Gostaria de saber a origem etimológica dessa palavra. Não encontrei nada. Nasceu substantivo abstrato - nos dias atuais, mais do que nunca. Raridade. E quando a encontramos nas pessoas, nos lugares, sempre ficamos fascinados.
Tudo começou assim: uma sorveteria com um nome bacana, num bairro bacana, na bacana cidade de Belo Horizonte, encantou a Cláudia do Superzíper pelo do Vale Chuva - um mimo do Alessa Gelato para os clientes no dia de chuva. Ganhar um sorvete quando a chuva cai não é algo tão generoso? Pensa bem: você aborrecido com a chuva atrapalhando seus programas e, enquanto espera que ela passe, um sorvete (na verdade dois - um que você compra e outro que você ganha) faz com que você esqueça todos seus problemas? Foi assim que eu conheci o nome Alessa. Não foi na revista Veja, não foi na revista Encontro - foi num blog de gente como a gente. Gente generosa que compartilha conhecimentos, vivências e experiências.
238 dias depois, fui à Alessa pela primeira vez. Imediatamente reconheci a pessoa que viu o meu comentário sobre o post da Cláudia: Andrea Manetta (sócia proprietária) que gentilmente me convidou para conhecer a gelateria. Fui surpreendida com uma recepção generosa: convidou-me para uma degustação especial em que apresentaria não apenas os sabores Alessa mas toda um cultura do sorvete.
Não conheço quem diga "Não gosto de sorvete" - fato. Já parou para pensar que saborear um sorvete pode ser algo tão sofisticado e prazeroso quanto provar um bom vinho? Servido a exatos* -10º c (inclusive a climatação interna da loja foi pensada e projetada em função disso), com matéria prima de altíssima qualidade e produção "craft" (o artesanal elevado ao máximo), o sorvete Alessa é único. Esqueci tudo que eu achava que sabia sobre sorvete depois de ouvir a Andrea falando apaixonadamente sobre. Assim como um enólogo degusta um vinho - com atenção às nuances, texturas, aromas - alguém que tenha dado a devida atenção à aula dada pela Andrea consegue perceber o aroma dos sorbets e as diferentes nuances dos diferentes sabores.
O espaço que leva o nome Alessa, assim como sorvete, é uma obra de arte. Andrea, além de empresária, é arquiteta - por formação e de nascença. A iluminação, a organização do espaço, as cores: convites à uma reunião agradável com os amigos, a um encontro idílico com o namorado ou o simples deleite solitário de um prosaico prazer que é tomar um sorvete - foi o que eu vi na tarde de hoje, quando passei por lá pela segunda vez.
Eu recomendo Alessa Gelateria não pelo prêmio de Melhor Sorveteria de Belo Horizonte pela revista Veja nem porque ela se encontra no coração de um dos bairros mais nobres e tradicionais da nossa Cidade Jardim. Recomendo porque eu me senti acolhida pela generosidade da Andrea em tudo - nas cores, no ambiente, nos sabores... Lá não é uma sorveteria qualquer porque é chic e o produto que Alessa Gelato oferece é o da mais alta gastronomia. Nada disso. Eu gostaria que todos pudesem conhecer aquele lugar porque lá tudo é arte que inspira a todos que se sentem acolhidos tanto quanto eu me senti. E tudo isso não cabe numa tacinha de sorvete!
Experimente: Sorbet e o Frutíssimo (Smooth) de Laranja com Pêssego (o primeiro sabor que experimentei), Chocolate Andrea, todos os sabores Alessa (os que têm esse nome levam o especialíssimo doce de leite de fabricação própria, feito com uma combinação perfeita entre a técnica argentina e a brasileira) e O MEU FAVORITO: Romeu & Julieta (Goiabada com queijo MINAS).
*NOTA EXPLICATIVA: A temperatura do sorvete Alessa não é "exatos" -10º c. Ela varia de -10º a -12º e depende do sabor: frutas (sorbets) a -10º c, cremes a -11ºc e chocolates a -12ºc, o que também costuma variar de acordo com a estação do ano. (Andrea Manetta)
Estava previsto da brincadeira se encerrar hoje - coincidentemente aniversário da @thecookieshop (Paula Cinini do site The Cookie Shop), mas precisou ser prorrogada até a próxima sexta-feira. Seria um final apoteótico para uma brincadeira perfeita. 15 desconhecidos se aproximaram ainda mais uns dos outros sob esse pretexto. 15 desconhecidos que seguirão suas vidas independentemente dela. Ou não - esse é o meu caso.
Não posso deixar de dizer que as afinidades que nos reuniram foram o leitmotiv. Mas como poderíamos entender como foi que pessoas se uniram? Dar os créditos ao acaso? Não posso... Não é possível... Uma série de coincidências que Jung daria o nome de Sincronicidade fez com que a Paula fosse a minha amiga secreta. Justamente a pessoa que mais se aproximou de mim, a pessoa que mais se parece comigo - no senso de humor, no jeito de ser... Paula, para mim, é uma Adriana 2.0 - versão melhorada de mim: com um talento incrível para doçuras (literalmente). A mãe da Heleninha me deu o MELHOR PRESENTE de Amigo secreto que eu já ganhei em toda minha vida. E hoje é aniversário dela. Eu teria tanta coisa para dizer... Mas as palavras parecem resvalar da minha mente e não quererem escapar do meu coração. O que se sente, por mais que queira ser traduzido em palavras, nunca consegue ser de fato expresso. Portanto, nada do que eu quiser dizer ou desejar em palavras para a Paula corresponderá ao que eu realmente sinto e ao que eu desejo para ela. Então, que ela compreenda minha a minha limitação e aceite essa música que eu dedico a ela e a todos que brincaram comigo. Obrigada a todos vocês que me proporcionaram os momentos mais felizes de 2009 na minha vida.
Feliz Aniversário, Paula!
All dialed in (Todos conectados) - Jason Mraz
Marigolds and bougainvillea Pressed against the fence
This might be my opportunity To finally make some sense
Climbing towards the sky I gained a better understanding About the sky in fact the sky starts on the ground here So when I'm reaching up I'm really reaching out the boundaries And I'm all dialed in Cause we're all connected
It's a simple life today No matter what they pay me Playing is my reward So take it easy on the world when She's someone else's girlfriend Taste her cake and see how she likes you
Climbing to the sky to gain the other common knowledge Yeah your world is watching waiting from the wings So when I'm singing out I'm really thinking how astounding it is That we're all dialed in We're all connected
Oh this spirit lies in Auld Lang Syne And If you ain't here today you're just digging an icy grave Bottle some hurt and fill in the dirt And take them old marigolds away
Well, climbing to the top has never been my destination Because the only way to stop is by jumping off I don't need this microphone to address the nation Cause I'm all dialed in We're all connected