domingo, 3 de junho de 2012

Especial Dia dos Namorados 2012

Datas comemorativas são como faca de dois gumes: machucam as pessoas que não têm mãe, que não têm pai, filhos ou mesmo dinheiro para comprar presentes. O Dia dos Namorados é cruel com os solteiros. Já amarguei meus anos solitários e hoje em dia passo ilesa por essa data sem tanto sofrimento. Gosto mesmo do Valentine's Day, mas acho o 12 de junho especial, de certa maneira. Como já fiz outras vezes, vou fazer posts especiais para essa data com participação de amigos blogueiros/tuiteiros. Esse ano, o tema será Momentos. Cada participante escolherá um momento inesquecível junto do namorado/namorido/noivorido e vai dividir conosco. Espero que essas histórias de amor inspirem a todos indistintamente!

Eu e meu noivo nos conhecemos no milênio passado... Ele nunca marca datas, mas ele se recorda de todos os momentos mais especiais que tivemos, com certeza, muito melhor que eu jamais poderia. Em todos esses anos, vários momentos foram especiais: o dia em que nos conhecemos, por exemplo... Jamais vou me esquecer. Minha memória seletiva registra hoje muito menos do que eu gostaria. É possível recorrer a ela para tentar sentir ou reviver as emoções desses momentos, mas um momento é impossível de se repetir. Cada um deles é único e insubstituível.

Um dia, estávamos caminhando juntos e mãos dadas, voltando pra casa à noite, depois de um longo dia de trabalho pelas ruas do centro de Belo Horizonte. Não me lembro sobre o que falávamos, mas me lembro da epifania que tive num dado momento, bem quando passávamos por perto do Mercado Central: eu tive, naquele momento, uma certeza tão profunda... Senti que, mesmo depois de muitos anos, ainda andaríamos pelas ruas da mesma maneira.


sábado, 12 de maio de 2012

Para as esquecidas - Dia das Mães


Mais uma vez celebramos uma data querida. Reunimo-nos em família, festejamos, presenteamos, comemos e bebemos para homenagear aquela que nos gerou, amamentou e nos educou. As mamães com seus filhos desmbrulhará presentes que nem significam tanto quanto o beijo do rebento nessa manhã iluminada de domingo - mesmo que o sol esteja encoberto, o Dia das Mães será sempre iluminado para uma mãe que tenha junto de si seus filhos. Um cartãozinho feito à mão, uma arte feita de macarrão, qualquer coisa que o esforço de seus dependentes signifique para pagar tributo à sua afeição alegrará mães de todas as classes sociais.

Eu amo a minha mãe. Não estarei com ela esse ano como estive durante quase todos os anos que tenho de vida. Não sei se devo lamentar. Um dia apenas para simbolizar o que uma mãe merece por tudo que abdicou pela maternidade não é suficiente. Um dia só não deve apagar todos os outros  em que seu carinho foi retribuído espontaneamente, sem marcar datas.

Não sou de acreditar em clichês. Ser mãe muda tudo? Há mães que planejaram e quiseram seus filhos desde o início. Há outras que não quiseram e ainda assim "suportaram" terem que ser mães contra a vontade. O amor dessas mães é diferente? Não tenho nenhuma dessas respostas. Não sou mãe e provavelmente nunca serei.

Hoje eu quero lembrar das esquecidas: aquelas mulheres que nunca puderam ter filhos. Aquelas que tentaram e não conseguiram. Aquelas que, ainda que sem planos, engravidaram, aceitaram e perderam. Ninguém, no Dia das Mães, pensa nas mães que quiseram ser mães e nunca puderam. Para algumas delas, a maternidade é um sonho que deve ser realizado. Elas gastam sua energia, dinheiro e esforços para terem seu bebê; se submetem a tratamentos, sofrem com os fracassos das tentativas sem desistir. Quero homenagear essas mães: essas que viram seus sonhos escorrerem por entre suas pernas - uma dor vermelha e implacável. Todos imaginam a dor de uma mãe que perdeu seu filho nascido, mas nunca imaginam a dor das que perdem seus filhos por existir. Ninguém sabe a dor muda e silenciosa dessas mães. A elas presto todas as homenagens porque elas não vão desembrulhar presentes, receber abraços, beijos e mimos carinhosos de seus filhos nesse domingo. São elas menos mães do que as que a comemoram a maternidade no seio de seu núcleo familiar? Muitas dessas mães só têm a si mesmas...

Hoje houve reunião pedagógica na escola. Alguns alunos estiveram presentes para a celebrações da escola para essa data. Um dos meus alunos veio dizendo: "professora, você é mãe?" Institivamente respondi: Não, meu filho... Não tenho filhos. E ele disse: "Ah, mas você é nossa mãe..." Me senti homenageada também.

domingo, 15 de abril de 2012

O nosso maior medo





Medo devia ser uma palavra mais exdrúxula. Com muitas sílabas, acentos, encontros consonantais, cedilhas, etc... Uma palavrinha de 4 pequenas letras: destrói, corrói. Você tem medo de quê? Tenho muitos medos inconfessáveis. E tenho um desejo imenso de viver uma vida sem medo. O medo é uma jaula que nos bestializa. Uma prisão sem muros. Grilhão ilusório. Amarra invisível. Gás paralisante. Tenho medo de ter medo de ter medo e isso não torna confusa a força do meu adversário. Tenho medo de confessar meus medos. Tenho medo de fingir que o medo não existe. Tenho medo de acreditar no medo. Tenho medo de todos os medos do mundo. Hoje, quero confessar meus medos. Tenho mais medo do próprio medo do que de meus próprios erros. 

Tenho medo de não ser forte. Tenho medo de ser frágil. Tenho mais medo de machucar que ser machucada. Tenho medo de não conseguir viver a vida que eu quero para mim. Tenho medo de fingir ser o que não sou. Tenho medo de não ser a pessoa que eu acredito ser. Tenho medo de descobrir que além de ser a sombra do que eu era, não sou nem a metade do que eu queria ser. Tenho medo dos meus desejos. Tenho um medo medonho de perder. De  me perder. 

Ontem li uma citação que dizia o seguinte: "a alma não tem segredos que o comportamento não revele". Seria brilhante a assertiva se acaso fosse a alma quem se comporta. A alma não se revela porque a alma não tem segredos. A alma simplesmente é. Quem sente dor, rancor, mágoa, tristeza ou medo? Acho que tenho medo de saber. 

Não tenho medo da decepção. Tenho medo de decepcionar. Não tenho medo de errar. Tenho medo de não ter razão - para existir, para entender, para aceitar, para desistir... ou para lutar. Não tenho medo da solidão. Tenho medo de ser só. Tenho o medo medonho de magoar quem eu amo irremediavelmente. Não sou desprovida de coragem. Às vezes mergulho e me entrego ao imprevisível, me arrisco no escuro. Mas o meu maior medo... é que me descubram antes de mim.







sábado, 7 de abril de 2012

Feliz Desanivesário





A primeira vez que eu vi Alice no País da Maravilhas da Disney fiquei um tanto quanto decepcionada. Não sei explicar exatamente por qual motivo. Presumo que seja porque vi num momento errado da vida. Eu não entendi bem aquela overdose maravilhosa de cores e surrealismo. Tenho um pouco de reserva com unanimidade. O que dizem que é clássico nem sempre é sinônimo de excelência.

Aniversários são unanimidade. É considerado quase uma lei universal que seja celebrado, festejado, aclamado como evento especial na vida de todo ser humano. Mas por quê? Meu pai amava aniversários. Mesmo quando não tínhamos muito, meu pai fazia extrema questão de comemorar nossos aniversários com bolo, docinhos, salgadinhos e guaraná. Nunca se furtava a esse capricho. Ele gostava de festas... A primeira memória de aniversário que tenho foi quando tinha uns 4 anos. Ganhei uma boneca Susie do padrasto da minha mãe. A primeira festinha que me lembro com mais nitidez foi a de 5 anos. Morávamos no interior. Estavámos longe de todos os outros membros da família e mesmo assim, papai me comprou um bolo bem grande, encheu a mesa e convidou vizinhos para que eu cantasse parabéns e soprasse velinhas. Uma outra memória bastante curiosa é a do aniversário de 1 ano do meu irmão caçula. O tema foi o Sítio do Pica Pau Amarelo e veio a família toda em peso! A casa cheia, muitos vizinhos e amigos do meu pai estavam presentes. Havia muita comida, bebida e dança. Meu pai dançava muito, muito bem. E adorava me ensinar. Todos paravam tudo que estivessem fazendo para nos ver dançando gafieira, tango, todas as danças clássicas que papai conhecia e eu o acompanhava tão bem. Achavam lindo uma menininha de 7 anos dançando com o pai. Enquanto houve infância, papai nunca deixou de celebrar um aniversário meu sequer com festa. Nos meus quinze anos, tive o debut dos sonhos de toda menina, com toda pompa e circunstância... Tive meu dia de princesa...

Anos e anos tão longe agora da infância e sem meu pai, me questiono por que aniversários são tão importantes e celebrá-los tão imperativo quanto uma lei? Depois que fiquei adulta, aniversários viraram uma data social. Hoje em dia poucas pessoas ligam para cumprimentar, mas mandam e-mail, tweets, mensagens virtuais nas redes sociais para que a gente saiba que foi lembrado. Esse ano fiquei comovida com a infinidade de mensagens atenciosas e carinhosas que recebi e particularmente feliz por não estar sozinha nessa data, embora o "acaso" conspirasse para impedir que estivessem comigo na referida data. Comprei bolo, refrigerante e escolhi lugar. Chamei pessoas, como fazia meu pai. Mas ele, não sei por que, atraía sempre o público para seus eventos grandiosos. Acho que não tenho o mesmo talento dele. Todavia, não posso me queixar: tive a festa de aniversário mais singela e gostosa dos últimos anos. Como há muitos não fazia, soprei "velinhas" e os queridos que estavam comigo me cantaram parabéns pra você... 

Mais importante que aniversários - data que nos faz lembrar que estamos vivos quando a morte nos faz lembrar que devemos pensar no por que estamos vivos - são todos os outros 364 dias que o sucedem. Nos desaniversários não temos a obrigação de estarmos sorrindo e felizes porque é um dia "especial"; nos ocupamos em estarmos nervosos, ansiosos, estressados, criando e realizando desejos. Não é interessante pensar que nos desaniversários acontecem os aniversários de outras pessoas? Hoje é o meu desaniversário... É o seu também? Por que não comemorar?





quinta-feira, 1 de março de 2012

A nobreza de um ninguém - Albert Nobbs


A premiação do Oscar esse ano foi um fiasco. Ainda bem que eu me neguei a assistir para não morrer de ódio. Nos últimos anos, parece ter havido um surto de falta de criatividade. E há algo de podre num reino chamado Hollywood. Dos indicados a melhor filme, assisti 2: Meia-noite em Paris (belíssimo!) e A invenção de Hugo Cabret (chatíssimo). A 84ª festa do cinema nesse quesito foi nota zero por deixar de fora uma película digna do prêmio mais nobre do cinema mundial: Albert Nobbs

Pouquíssimo comentado pelos que se dizem "cinéfilos", o filme, baseado num conto naturalista do irlandês George Moore,  conta a história de Albert Nobbs, um perfeito serviçal de um hotel de luxo em Londres. Mr. Nobbs é admirado pelo seu empecável senso de detalhes, discrição e uma estranha sensibilidade para com as preferências dos hóspedes, a quem serve com maestria. Nobbs tem sonhos e trabalha duro para realizá-los. O drama de Albert é revelado logo no início e é ele quem dá a Glenn Close a merecidíssima indicação ao Oscar nesse ano. A atuação de Close é tão digna e tocante que  julgo vergonhosa sua derrota para a eterna Miranda (de O diabo veste Prada), Meryl Streep. Além do show de interpretação da atriz, no elenco estão alguns personagens queridos como o Sr. Wesley, de Harry Potter, o rei Henry VIII e a Catarina de Aragão da série Tudors e a Alice de Tim Burton.  Impossível entrar em detalhes sobre a trama - tão sensível, tão crítica e atual - sem revelar partes importantes da história. Portanto, farei apenas duas breves considerações; uma delas é que é muito interessante entender o filme pela perspectiva do Naturalismo literário. Nesse estilo de época, a realidade nua e crua é revelada em amplo espectro pela literatura: o ser humano é cruel, mesquinho e insensível. Todos são vulgares e no mundo não há lugar para pessoas virtuosas, nobres. É como se o papel de denúncia social coubesse aos poetas e escritores e não aos jornalistas ou os atuais "formadores de opinião" que se autointitulam blogueiros. Outro ponto - o mais interessante, presumo - é a particularidade do sobrenome do protagonista. Nobbs pode soar tanto como Nobre (Noble) - não aquele que possui títulos e riqueza, mas as melhores virtudes: honradez, gentileza, consideração, amabilidade... - como Ninguém (Nobody) - aquele cuja sociedade rejeita; um ente invisível, nulo. 


Ando muito chateada com essa coisa de premiações. O que é o reconhecimento da academia diante da nossa própria capacidade de julgar o que é bom para nós mesmos? Ficou muito evidente que o filme do menininho orfão (muito clichê!) foi incensado pela distinta direção de Scorsese (diretor que eu adoro, diga-se de passagem). Gostaria muito que o Woody Allen tivesse levado a estatueta! E sobre o vencedor, não há muito o que dizer - literalmente, por motivos óbvios! A nobreza, a gentileza, o amor não são valores que a academia deve reconhecer. É o que começo a perceber...

Às vezes me pergunto por que nos iludimos com essas coisas. A história de Nobbs mostra que do século XIX pra cá, o homem continua o mesmo: trapaceiro, sempre querendo tirar proveito dos demais, indigno de confiança ou crédito. Já perdi todo o meu com relação a essa mentira que se chama Oscar. Finalmente vi uma adaptação literária que faz juz à obra. E estou certa de que isso é a coisa mais rara que existe. Tão rara quanto a nobreza de caráter humano ultimamente...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Arthur, o Milionário Hilário

Nunca pensei que eu fosse uma pessoa apegada ao passado, mas acho que quando vamos envelhecendo as lembranças se tornam preciosas... Por que? Porque são provas irrefutáveis de nossa dor e glória. Tenho um certo orgulho de ser de uma geração que viveu os anos 80. Década incrível de fato... Grandes filmes, belas canções, bons tempos que nos fazem - nós que temos mais de 30 - bastante nostálgicos. 

Não curto remakes dos meus filmes favoritos. É meio que uma heresia, sabe? Porém, essa semana eu vi um remake de um dos maiores clássicos da comédia romântica: Arthur, o Milionário Sedutor. Muito difícil ver o milionário arruinado de Dudley Moore na pele de um ilustre desconhecido com cara de cavalo e uma pobre menina pobre substituindo a talentosíssima Liza Minnelli. O roteiro que recebeu uma indicação ao Oscar foi adaptado e, de certa forma, recebeu um upgrade que parece ter transformado o milonário sedutor em um milonário hilário. Se no original Hobson é o mordomo, Hobson muda de gênero e se torna uma governanta... quer dizer, uma Nanny Mcphee da menopausa, parafraseando uma das quotes engraçadíssimas que fazem o filme valer a pena ser assistido, adoravelmente sarcástica que roubou totalmente a cena. O remake me ganhou em um aspecto bastante interessante: porque precisamos perder para ganhar? Não podemos saber o valor de tudo que temos simplesmente até perdê-los para sempre? 

2012 tem sido cheio de tropeços - literalmente. Me sinto muito insegura a respeito do meu futuro. Esse filme me fez pensar que segurança material não é de modo algum garantia de felicidade e bem-estar. O que nos faz bem, nos dá segurança e nos torna especiais é o amor das pessoas... Que tal prestar atenção nas pessoas que te amam de verdade? Porque perder tempo pensando que não tem o amor que merece quando ele está bem debaixo do seu nariz (nos membros da sua família, nos seus amigos e até nos seus pets)? Ninguém deve esperar sofrer para aprender coisa alguma... É suficiente ter os olhos e o coração bem abertos!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Amor em Pedaços

Para Tio .Faso

A vida, às vezes, é doce. Algumas vezes, amaríssima! Ter energia e disposição para vencer cada desafio que ela nos impõe a cada dia se torna uma tarefa muito difícil quando o viver é desprovido de sabor. O que dá sabor à vida? A família, os amigos, os amores... Ah, os amores... A gente vai amando tudo! Mesmo quando ainda sequer nos entendemos por gente. Amamos "dedeira", o paninho, os brinquedos... nossos pais, os amiguinhos, as brincadeiras... as músicas, os tênis, as roupas, os livros, pessoas... E assim o ato de amar vai se tornando cada vez mais complexo. Como pode uma coisa que nasceu espontaneamente, sem que ninguém a cultivasse, ocupar o nosso ser de tal forma que não fôssemos mais capazes de nos sentir inteiros, íntegros sem ela - essa coisa chamada amor? O amor está em pedaços... Pedaços de nós que se tornam as coisas, as pessoas, os momentos...

Amor em pedaços é um doce muito mineiro, muito embora sua origem seja portuguesa. É um doce que se faz com açúcar (e com afeto!), abacaxi, coco... Farinha, manteiga, ovos... Tudo junto, casadinho - deliciosamente. Ontem foi a primeira vez que tentei fazê-lo. Receita que ganhei de uma amiga paulistana. Sabe quando a gente ama uma pessoa e não quer "pisar na bola"? Quer fazer tudo certo: usar a roupa certa, o perfume certo, o penteado certo... a palavra certa, na hora certa... Assim eu escolhi os ingredientes certos: o abacaxi mais doce (achei um milagre acertar dessa vez!), ovos capira fresquinhos... Tudo para ficar mais próxima da perfeição. Do mesmo jeito que alguém que faz tudo certo e ainda assim leva um fora (ou dá um fora por razões que a própria razão desconhece), meu amor em pedaços não ficou perfeito e isso me deixou triste. E não é assim que ficamos quando um grande amor "termina"? Sim, entre aspas porque acredito que quando amamos de verdade, não há desamor. Há uma mudança de rumos, mas o amor não deixa de existir.  O recheio dessa sobremesa é cozido lentamente em fogo brando. Como nos relacionamentos... Cozinhamos nossos sentimentos no fogo brando da nossa paixão, mas nem sempre acertamos o ponto. "Onde foi que eu errei"? - nos perguntamos. E as perguntas não cessam... 

Houve amor? Houve sim... No desejo que motivou o preparo, no anseio pelo resultado, nas escolhas... E nos erros. Porque ninguém erra sem ter tido o profundo e autêntico desejo de acertar. Há amor? Claro! O doce, ainda que imperfeito, é cheio de aroma, cor e sabor. Provei meu doce imperfeito e dividido... Aceita um pedaço?